Passaram a noite em Capadócia, estavam muito cansados, então resolveram que dormiriam ali mesmo na cabana, e no dia seguinte iriam para Istambul procurar por Eloá, mãe de Laila.
Laila estava muito pensativa, e bastante triste, e o pai percebeu.
Veio na varanda da cabana, conversar com a filha.
Bambina, sabia que poderia encontrar tudo sobre a sua família, tinha que estar preparada para boas e más notícias, afinal de contas dez anos passaram-se.
Eu sei meu pai, eu só estou triste porque não pensei que tivessem tido um fim tão triste, meus irmãos meu pai.
Fico tranquila por saber que minha mãe pelo que o homem falou, está bem.
Espero que ela me perdoe por eu ir embora e a deixado aqui, afinal de contas éramos só nós duas de mulheres dentro daquela casa, e eu sei que a minha mãe não aprovava as sandices que o meu pai fazia, mais ela não tinha saída porque senão ele batia nela, como muitas vezes nós presenciamos ela apanhar até não conseguir levantar do chão.
Papai e quanto a Dodi, nunca imaginei uma coisa dessa, até pensei que ele estava por aqui, casado com filhos, mas nunca eu poderia acreditar que ele era um menino sequestrado, tirado da mãe do pai dele, que piedade o meu Deus.
Filha você ainda ama Dodi?
Olha papai eu nunca oh esqueci, não teve um dia de minha vida que eu não lembrasse dele, mas eu fiquei feliz de saber que agora ele vive bem, porque aquela família realmente era como o homem da taberna falou.
Eram todos loucos, e eu sempre achei que ele não fazia parte daquilo tudo, sei lá papai ele tinha um requinte uma doçura que não era próprio daquela gente, mas nunca imaginava uma coisa dessa, tadinho do meu Dodi.
Também fiquei mexida por saber que ele esperava a minha volta, eu nem sabia que ele tinha algum sentimento por mim.
Vicenzo ficou pensativo, sabia que um dia ia ter que contar toda a verdade para Laila, que ele já sabia disso tudo sobre Dodi, mas não sabia como iria contar que ele tinha se tornado um homem cheio de ódio, rancor, e que a vingança saltava-lhe pelos olhos.
E se chamava AZIZ SABBAT.
No dia seguinte seguiram para Istambul a procura da mãe de Laila.
Foram no endereço que o homem lhes tinha dado.
Vicenzo fez questão de ir na frente, era uma casinha muito charmosa, e passava uma impressão de um lugar iluminado.
Vicenzo tocou a campainha, e logo foi atendido por uma linda mulher que aparentava uns 50 anos.
Pois não senhor.
Bom dia, eu gostaria de falar com senhora Eloá Bauci.
Sou eu, o que deseja?
Senhora Eloá tem uma pessoa dentro do carro que precisa vê-la, a senhora poderia me deixar entrar para conversarmos um pouco antes de eu chamá-la?
Sim, claro entre por favor, não repare a minha casa é simples.
Realmente a casa de Eloá era uma casa simples mas muito bem decorada e aconchegante.
Via-se que ela levava uma vida tranquila financeiramente, diferente do passado.
No canto da sala ao lado do sofá havia um cesto com lã, e dava a entender que ela estava a tricotar, o cheiro da casa era ótimo lembrava alfazema com alecrim, e Eloá era uma mulher muito bonita, elegante e doce.
Então senhor?
Oh me desculpe, Vicenzo Salvatore.
Então senhor Vicenzo, quem deseja me falar?
Uma moça chamada Laila.
Vicenzo viu a mulher empalidecer.
Por favor, não faça esse tipo de brincadeira comigo.
Acalme-se, me permite lhe alcançar um copo com água?
Claro, por favor.
Senhor Vicenzo, minha filha se chamava Laila, e já faleceu à dez anos.
Posso buscá-la Senhora ?
Eloá com o copo de água nas mãos, balançou a cabeça que sim.
Vincenzo demorou menos que três minutos e entrou na casa com Laila.
Senhora essa é minha filha Laila, e a sua filha também.
Laila mal podia acreditar.
Como a mãe estava linda,
parecia outra mulher.
Mamãe, sou eu Laila, sua filha.
A mulher começou à soluçar e mal podia se mexer.
Laila abraçou à mãe e Vicenzo abraçou as duas.
Depois de muitas lágrimas, muitos soluços, muitas explicações, Eloá fez questão de colocar um café na mesa, Vicenzo chamou Vítor para que entrasse para tomar café junto deles.
E no fim já estavam se sentindo uma família, mãe e filha mal podiam acreditar que estavam ali juntas, novamente.
Mamãe você vive aqui sozinha dentro dessa casa, muito linda sua casa, mas você não pode viver sozinha assim.
Que é isso minha filha, sou uma mulher nova ainda tenho condições de me virar muito bem, estou bem aqui, não preciso mais trabalhar, só cuido da minha casinha das minhas flores, faço um tricô, e assim eu vou levando a minha vida.
Vicenzo se adiantou e falou.
Eloá.
Posso chamar você de Eloá?
Afinal de contas já somos uma família né, poderia morar conosco, vamos embora, você fecha a sua casa aqui por uns tempos, a Laila está a esperar um bebê, e será muito importante nesse momento para ela, aliás para todos nós, aceita o meu convite volta conosco pelo menos por uns meses até o bebê nascer.
Se quiser eu deixo um segurança aqui cuidando da casa ou vamos há um departamento onde disponibilizam de segurança privada, e sua casinha que tanto ama fica bem cuidada até voltar o que acha?
Vitor e Laila se olharam de canto e começaram a rir sem que o pai percebesse claro.
Ah minha mãe, meu pai é sempre assim, tentando resolver tudo, mas eu concordo com ele, o convite é tentador o que você acha?
Vamos minha mãe, comigo, vamos com a gente, você vai gostar.
Onde a gente mora é muito lindo e você vai curtir um pouco seu netinho que está chegando, tenho tantas coisas para te contar minha mãe, e tenho certeza que você também tem para me contar, então?
Lhe dou meia hora para você pensar, risos.
E convenceram Eloá, Vítor já foi a uma seguradora privada, acertou tudo e no fim da tarde, viajariam de volta para Cala Rossa.
NOTA DA AUTORA :
Até para ser FLOR é preciso ter sorte.
Algumas nascem pra enfeitar a vida, outras, a morte.
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Atualizado até capítulo 99
Comments
Rita do Socorro Caldas Silva
Acho que o Vicenzo apaixonou por ela, kkk
2024-09-30
0
Nazare Gomes
verdadedasflores
2024-08-29
0
Michelly De Jesus
eita que essa da frases sobre flor foi muito pesada
2024-05-20
3