Dois meses se passaram.
A barriga de Laila não aparecia ainda, estava só um pouquinho saliente, todos os dias ela descia na praia para dar uma caminhada na companhia do pai, ou de algum segurança, ou com Verônica mais sempre com alguém junto.
Nessa manhã desceu sozinha, não foi muito longe ficou por perto da casa, absorta nos seus pensamentos, passavam mil e uma coisa na sua cabeça e Laila começou a lembrar da família, da mãe, do pai, que será que tinha sido deles naquele lugar?
E Dodi, como estaria hoje, com certeza casado com filhos.
《 Penso em você meu Dodi com tanta saudade 》
No mesmo instante levantou-se rapidamente, subiu o morrinho que tinha para chegar a casa e foi a procura do pai.
Papá preciso falar com você, poderia conversar comigo agora?
A minha filha vamos ao escritório, o que está-te afligindo, parece-me ansiosa.
Papá, você não levaria mal se eu lhe fizesse um pedido?
Pode pedir tudo o que você quiser, não vou levar a mal, se eu não gostar vou lhe dizer.
Meu pai, eu queria notícias da minha família, principalmente de minha mãe e meus irmãos, até do meu pai também.
Laila minha querida, quer ir à cidade onde nasceu, onde viveu alguns anos com a sua família?
Se você quiser eu mando preparar tudo agora, e nós dois vamos, eu vou com você.
Você iria comigo meu pai?
Alguma vez eu deixei que você enfrentasse uma situação difícil sozinha?
Laila pulou no pescoço do pai e abraçava e beijava ele, falava que ele era o melhor pai do mundo.
Filha querida, eu penso que isso é muito justo, você querer saber da sua família.
Vou avisar o Vitor para mandar preparar o jatinho, e a gente vai até a sua cidade, vamos ver o que se deu da sua família, eu estou com você para o que der e vier minha filha, nunca esqueça disso.
Tá bom meu pai, eu vou subir arrumar uma malinha de roupa para nós ir então.
Vá, eu vou preparar tudo e lhe aviso a hora que partiremos.
Vicenzo achou até que demorou para esse dia chegar, pediu a Vitor que preparasse tudo para saírem de Palermo para Istambul o mais rápido possível.
Victor o comunicou que seriam umas oito horas de voo mais ou menos.
E assim se foi, partiram de Palermo direto à Istambul.
Laila estava bastante ansiosa, até porque não sabia o que encontrar pela frente, mas quando via o seu pai ao lado se sentia segura.
Quando pousou em Istambul, Vicenzo perguntou se a filha queria descansar um pouco num hotel, para seguirem mais tarde de carro até, Palmas da Capadócia.
Laila disse que estava se sentindo bem, e que poderiam seguir viagem, Vitor já tinha deixado encaminhado um carro alugado, partiram imediatamente para Capadócia.
Chegando lá Vitor alugou uma cabana para eles ficarem até descobrirem, onde estava a família de Laila.
A moça olhava aquilo tudo sem acreditar como tinha mudado tanto em dez anos, muitas coisas ela já nem reconhecia mais, pediu ao pai que lhe acompanhasse para perguntarem aonde poderiam encontrar a família Bauci.
Logo em uma taberna tiveram todas as informações.
Um senhor já de uns setenta anos e sua esposa muito simpática, lhe serviram um prato típico do lugar e contaram tudo que tinha acontecido.
Laila disse ao pai que aquele prato era chamado no lugar de Pottery Kebab, uma espécie de cozido de carne de boi feito dentro de um potinho de barro, que é quebrado ao ser servido na mesa.
O senhor da taberna começou a falar da família Bauci.
Há dez anos eles perderam uma filha, não se sabe se foi raptada, se foi morta, o que aconteceu com ela, simplesmente ela sumiu.
O pai com sentimento de culpa porque pensava que a filha desaparecera por ele obrigar ela se casar com um jovem aqui da cidade, então se suicidou, passou a corda no pescoço.
Os três irmãos, dois morreram num acidente quando vinham de Istambul para Capadócia, e um vive internado num sanatório porque tinha problemas na cabeça desde criança e nunca ninguém descobrira.
Depois de três anos que o marido morrera, Eloá que era uma mulher muito bonita, é até hoje, na verdade, quando morava aqui era muito maltratada, então nem se via a beleza daquela mulher, mas sempre foi de uma bondade extrema, foi trabalhar de cuidadora de uma idosa em Istambul, e lá ela casou-se com um senhor já bem mais velho que ela, até por sinal já faleceu, e deixou uma boa herança para ela poder ter uma vida mais decente, porque aqui aquela mulher sofreu e pagou todos os pecados dela em vida.
Laila se arrisca a perguntar se ele sabe de Dodi o noivo dessa filha que desapareceu.
É aí é outra história bastante complicada, na verdade, aquele jovem foi um garoto sequestrado com oito anos por aquela família maluca.
O rapaz era de uma família muito rica pelo que sabemos, até bilionária da Arábia Saudita, e depois que a menina que lhe haviam prometido sumiu, esse rapaz caiu em desespero, dava até pena, cada ônibus que chegava aqui no bairro ele estava na porta esperando para ver se a menina voltava, isso arrastou-se por um ano, e quando ele já perdera as esperanças, tomou coragem e foi até Istambul a pé, procurou uma esquadra de polícia e entregou a família que sequestrara ele, conclusão foram todos presos e o menino foi entregue a família de volta.
Laila estava sem palavras.
Vicenzo se manteve quieto sobre Dodi.
Filha vamos para Istambul, procurar por sua mama.
Vitor deixou um bom dinheiro ao casal por todas as informações, que a essa altura já sabiam também aonde encontrar Eloá.
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Atualizado até capítulo 99
Comments
Flor De Liz Soares Souza
essa história ta um pouco parecida com "Sila a prisioneira do amor".
2025-02-14
0
Rita do Socorro Caldas Silva
Acho que o Vicenzo tem que contar pra ela, que o Dodi é o Sheik
2024-09-29
1
Michelly De Jesus
Ansiosa para o reencontro da sua família!!!!!🥰😍🤩🤩😍🥰❤❤❤💋💋💋
2024-05-20
2