Acaba a música, e Laila pede licença a Aziz e vai ao toalete, no caminho encontra com Marcela.
Venha comigo agora, preciso falar urgente com você.
Fala logo o que foi, Marcela já estava alta.
Está nervosa, calma eu estou tonta não consigo andar tão rápido assim como você.
Marcela já tomara todas que tinha direito e estava bem louquinha da cabeça, mas acompanhou a amiga porque sentiu ser urgente.
Fala o que está acontecendo porque você está assim branca?
Marcela eu preciso sair daqui, sem ser vista por ninguém, eu preciso da sua ajuda, vou ligar para o Anthony e você vai me dar cobertura para sair.
Vai lá, fala com seus amigos porque eu preciso sair daqui urgente, peça ajuda pra eles.
Calmaaaa o que está acontecendoooo... Me fala... fala primeiro que está acontecendo depois eu te ajudo.
Não sei, desde que eu entrei aqui eu senti-me estranha.
Aquele Sheikh não tirava os olhos de cima de mim, e agora me tirou para dançar e foi muito estranho dançar com ele.
Me apertava, falava coisas nada a ver, estou com medo eu preciso ir embora daqui, eu estou com medo desse homem.
Lailinha dá licença né, esses homens árabes são assim quentes mesmo, não é por nada que eles têm várias mulheres ao mesmo tempo, né, que quando uma não dá conta, eles pegam a outra, deixa de ser maluca aproveita a noite com esse homem porque ele é um gato, quantas queriam estar no seu lugar, não vou ajudar você sair daqui coisa nenhuma, vai voltar lá e vai curtir esse gostoso.
É só hoje amiga, depois ele vai embora e nunca mais vai vê-lo, deve ter várias mulheres, várias esposas, nunca mais vai te procurar.
É só essa noite, curti amiga, curti, faz tudo que tiver direito com ele, porque vou te contar, o homem é um pedaço de mal caminho.
Estou indoooooo, fuiiiii amiga aproveitaaaaa, lembra bem o que eu lhe falei.
Laila se viu sem saída não adiantava ligar para Anthony por quê ela não iria conseguir sair sem deixar que Aziz a visse saindo, sem se despedir, ela não queria magoá-lo só queria sair dali.
Mas pensou bem no que amiga falou e achou melhor voltar lá, tentar conversar com ele e ficar de boa, deixa rolar.
💭 Vou voltar lá, beber um pouco me soltar, quem sabe até aproveitar a noite, tanto tempo que eu espero por uma pessoa que eu sinta alguma coisa, e querendo ou não ele me fez sentir coisas que eu jamais imaginei.
Então acho que a maluquinha da Marcela está certa, devo aproveitar a noite.
Quando Laila saiu na porta do toalete Aziz a esperava.
Ela levou outro susto porque imaginou que ele estava lá onde ela o deixou, como ela fugiria? não teria saída.
Oi você está aqui...
Sim, vim te esperar aqui, fiquei com medo que fugisse de mim.
Imagine que eu faria uma coisa dessa, demorei um pouquinho porque estava relaxando um pouco os meus pés.
As mulheres têm o costume de fugir dos homens, e eu não gosto quando elas fogem de mim, aprendi muito na vida com isso, então vim cuidar para que não fosse embora também!
Laila agora pirou, ela ficava cada vez mais assustada com as coisas que ele falava para ela, mas resolveu deixar rolar, vai que era só o jeito dele mesmo.
Aziz a convidou para ir para uma parte da danceteria com menos barulhos para poderem conversar, e Laila concordou e no caminho pediu ao garçon que levasse uma bebida para ela, dessa vez pediu tequila pura.
Aziz perguntou para ela.
Desde quando você bebe?
Laila ficou intrigada com a pergunta mas respondeu.
Costumo beber diariamente pelo menos uma, ou duas taças de vinho com o meu papá.
E quando venho à alguma balada ou algum lugar assim com amigas, bebo alguma (coisinha) tipo, dray martine uma tequila, mas nada de mais não sou de embebedar-me. ( risos ).
Azis não ria e não mexia um músculo, só olhava para Laila muito sério.
Um olhar de punição.
Chegaram num canto da danceteria onde estava mais calmo com menos barulho, onde as pessoas ficavam mais para conversar e logo em seguida o garçon chegou com a tequila de Laila, que bebeu num gole só, e já pegou outra da bandeja.
Aziz não bebia nada e perguntou.
Conte-me sobre a sua vida.
Penso que deve ser alguém muito importante, vi jornalistas abordando você na chegada.
NOTA DA AUTORA:
Tudo me dói menos a dor.
Nos pés nus, descubro que me doem os passos. No aroma do incenso que queima, descubro que me dói a fé. No reflexo que me devolve olhares complacentes descubro que me dói a autocomiseração. E dói-me também a mão após reduzir a cacos o espelho, para não olhar mais para mim, lamentando a triste sorte do meu triste eu. Subitamente, há gotas rubras no chão. Descubro que me dói o sangue. Rubis tristes de vida, ainda quentes e salutares, agarrando-me à terra dos vivos, com grilhetas. A vida também dói-me.
E, por entre todo este universo de mim que dói confinadamente no meu pequeno eu, eu sei que tudo dói e sei, porque o sinto, que a dor não. A dor, em mim, tinha-se esquecido de como era. Doer. E era miseravelmente infeliz na sua narrativa enfadonha. Mas, agora – agora que tudo me dói – a dor não. A dor lembrou-se. De como era. Doer. E, pela primeira vez em muito tempo, ainda que tudo o resto doa, a dor está feliz.
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Atualizado até capítulo 99
Comments
Rita do Socorro Caldas Silva
Será que era o pretendente que o pai arranjou.
2024-09-29
0
Cleana Ferreira
primeira história sua que tô lendo até agora tá muito boa
2023-03-11
5
pila souza
Realmente ele a amava pois ele reconheceu ela pois quando ela fugiu só tinha doze anos,só pode ser ele.
2023-01-24
2