Acho que o fato de eu ter ficado com o Diogo como uma namorada apaixonada deu a ele coragem e talvez o direito de achar que seguiriamos as nossas vidas assim. Não que eu esteja reclamando, na verdade até gosto. Ele parece bem mais decidido que eu...
Estamos nas provas finais, a duas semanas das férias e uma semana em que atuamos um romance. Bruno não fala comigo desde então. Ele se quer olha me olha e como o clima ficou muito chato na casa dele por isso passei a ir para casa da minha mãe.
Ela estranhou a minha atitude, mas não fez muitas perguntas, apenas... Ameaças como de costume. Aquele papo de que me colocaria para fora de casa se eu ficasse grávida e de quebra acrescentou um item a mais na sua grande lista, caso eu estivesse usando sua casa de motel eu tomaria a surra que ela nunca me deu.
Ótimo! Foi o que pensei.
Me limitei a ouvir todas as suas ameaças e xingamentos sem responder nenhuma vez se quer. Entretanto suas palavras me marcavam de um modo muito negativo.
Minha auto estima estava mais para baixíssima estima. Meus melhores momentos eram quando eu estava com o Diogo. Ele me fazia relaxar e as vezes até rir. Ele respeitava os meus limites e não me ia nem um pouco além do que eu sentia confortável.
Apesar de não estar apaixonada por ele me sentia bem com o que estava vivendo ao seu lado. Como todos os dias eu almocei na casa dele, ele e Dani ficavam sozinhos durante o dia, a empregada da casa fazia o almoço e eles só esquentavam.
Eu comia com eles, ajudava com a louça e depois ficava na sala com Diogo vendo um filme ou as vezes até pegava no sono. Quatro horas ele me levava em casa. Alguns dias como hoje Dani ficavam na sala. Então não rolava aquela pegada, na verdade não rolava nada, nem beijo. Mesmo sabendo que a irmã não era mais virgem Diogo respeitava a irmã e eu achava aquela atitude o máximo.
Não hoje...
Depois de ouvir a ladainha diária da minha mãe eu quiz muito fazer exatamente aquilo que ela estava supondo. Foi por isso que propus ao meu "namorado" que ficassemos no quarto dele. Ele demorou um tempo para entender e me arrastar até lá.
Sozinhos no quarto nós nos beijamos muito as mãos do Diogo faziam um carinho gostoso na minha cintura por debaixo da blusa de uniforme.
Talvez impelida pelo secreto do quarto eu tenha tido coragem para fazer o que fiz. Se eu soubesse o que esse ato me acarretaria eu nunca teria feito. Mordi o lábio inferior do Diogo pareceu tão inocente...
Mas não foi...
Diogo soltou um gemido e transformou nossos beijos num incêndio. Se deitou por cima do meu corpo encaixando no meio das minhas pernas enquanto sugava a pele entre o pescoço e cravicula, uma dor estranha e quente se misturava fazendo uma estranha revolução no meu corpo.
Eu ouvi minha mãe gritando no meu ouvido que estava parecendo uma piranha, agindo como uma garota fácil. Enquanto um lado de mim desejava loucamente fazer aquilo outro lado dizia que estava errado.
Se eu fizesse sexo com o Diogo pelo menos as acusações teriam fundamento...
Diogo alheio aos meus pensamentos continuou o seu trabalho, ele se ergueu para tirar a camisa e voltou para me beijar. Não havia nada de errado no que eu estava fazendo muitas garotas da minha idade tem relação sexual...
Eu já não estava me sentindo tão bem e tão confiante quanto estava antes, já estava sem a blusa de uniforme e a ansiedade crescia no meu peito numa velocidade assustadora. Eu queria gritar, não de prazer, de desespero e de medo.
_Você quer? - Mesmo tendo ouvido a voz do meu namorado eu não fui capaz de formular um resposta. Se eu quero? Provavelmente não! Dado ao medo e ao desespero que sentia naquele momento, além do mais a minha motivação não era correta, eu queria me vingar da minha mãe - Ana? Você quer? - Os olhos brilhando, talvez esperançosos leram os meus mais rápido do que eu fui capaz de formular uma resposta. - Tudo bem...
Ele se levantou me levando consigo o calor e o resto da minha coragem se esvaindo, me deixando tomada de vergonha.
Não olhei para ele enquanto vestia as calças que eu não tinha percebido que ele tinha tirado, depois de vestir a camisa ele jogou a minha, acho que percebeu que eu tentava me cobrir com as mãos. Me vesti rápido sem coragem de olhar para ele.
_Ana tá tudo bem... Nós podemos voltar para onde começamos, eu não me importo de esperar, não me importo se não rolar...
_Quero ir embora. Você me leva embora? - Ele mordeu o canto inferior da boca num gesto pensativo. Acho que ele queria que eu ficasse, mesmo se não fizesse nada.
_Levo. Só... Arruma o seu cabelo, tá meio bagunçado.
_Tá. - Foi o que respondi. No banheiro arrumei meu cabelo que realmente estava uma bagunça e reparei que perto da gola da minha blusa tinha uma marca vermelha que logo logo ficaria roxa. Diogo tinha me marcado.
Tive vontade de gritar e bater nele. Eu não poderia voltar para casa. Um minuto que eu descuidasse minha veria essa marca e provavelmente eu apanharia.
Desci as escadas ouvindo a conversa curiosa e sussurrada da minha amiga com o irmão. Ela queria saber o que tinha acontecido e como foram as coisas. Ouvi o Diogo responder que eu não estava pronta para dar esse passo. Depois de um tempo que estavam em silêncio eu entrei na sala.
_Você demorou. - Ele disse sorrindo
_É... Podemos ir?
_Claro.
Depois de sairmos pela porta da casa dele em direção a garagem eu fiz um pedido.
_Pode me deixar na casa da minha tia?
_Porque você quer ir pra lá? - Senti a mudança no seu tom de voz, algo que me irritou ainda mais.
_Eu não quero brigar... - Respondi já sabendo onde ia dar aquela conversa.
_Você não quer brigar? E por que eu brigaria com você? Ah! Porque você está me pedindo para te levar até a casa da sua tia, que nem é sua tia, onde você pode ficar sozinha com o filho dela fazendo sabe-se lá o que!? - Sua voz fria pingava o puro sarcasmo.
_Talvez eu esteja te pedindo para me levar pra lá porque você marcou a merda do pescoço e se minha mãe ver eu provavelmente vou apanhar! - Disse gritando praticamente enquanto puxava a minha blusa de uniforme para mostrar o que ele havia feito.
_Desculpa... Eu quis que você ficasse assim... Não queria te trazer problema. - Diogo responde com claro arrependimento - Eu fico com ciúmes desse cara.
_Só me leve embora!
Ele não me respondeu só guiou o carro até a casa de Lilian, eu desci do carro antes mesmo que ele parasse totalmente. Sem olhar para trás abri a porta com cuidado
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Atualizado até capítulo 92
Comments
Jaqueline Morares Moraes
ela não sabe o que quer .
2023-04-24
2
ARMINDA
🤔🤔🤔🤔
2022-04-16
1