"Sra. Anderson, ouviu a história desta criança? Não tem vergonha desta criança?", disse a Sra. Winston.
"Parece que isto é apenas um mal-entendido, Sra. Winston. Eu estava um pouco alterada e não ouvi a explicação desta criança porque estava muito preocupada com a minha filha", disse Navita um pouco assustada.
"Desculpe", disse ela novamente.
"Sério? Mas não me pareceu que fosse esse o caso, e não devia pedir desculpas a mim, mas sim a esta criança", disse a Sra. Winston com sarcasmo.
"Está bem, senhora, vamos esquecer o assunto de hoje, de qualquer forma esta criança não morreu", disse Navita.
"Está bem, senhora, estou bem", disse Tian.
"Mas criança...", disse a Sra. Winston.
"......" Tian abanou a cabeça para não prolongar o assunto.
"Está bem, já que esta criança a deixa ir, eu também a deixarei ir, Sra. Anderson. Mas lembre-se, não a deixarei ir se voltar a fazer algo assim", disse a Sra. Winston.
"......" Navita ficou em silêncio ao ouvir a ameaça da Sra. Winston, que parecia estar a falar a sério.
"Vamos, querida, vamos sair daqui. Estou com vontade de vomitar ao ver a sua cara de macaco", disse a Sra. Winston enquanto levava Tian dali.
Ao ouvir a Sra. Winston dizer que ele tinha cara de macaco, Navita quis atirar-se a ela e arranhar a sua velha cara.
"Maldita seja, velha bruxa. Se fosse mais pobre do que eu, arrepender-se-ia de me ter insultado assim", disse Navita furiosa.
"Meu... Está bem. Da próxima vez que virmos aquela criança, vamos castigá-la", disse David.
"Sim, tens razão. Por culpa daquele pirralho, aquela bruxa insultou-me", disse Navita. "Vamos", disse ela novamente, levando os seus filhos para casa.
Enquanto isso, Tian estava sentado num banco do parque com a Sra. Winston.
"Estás bem, menino?", perguntou a Sra. Winston.
"Estou bem, senhora", disse Tian.
"Bebe isto, deves estar com sede", disse a Sra. Winston, estendendo-lhe uma garrafa de água.
Tian aceitou a água, porque a verdade é que estava com muita sede.
"Obrigado, senhora", disse Tian com sinceridade.
"De nada. Já comeste?", perguntou a Sra. Winston enquanto acariciava o cabelo preto de Tian.
Timidamente e envergonhado, Tian abanou a cabeça.
"Ainda não, senhora. Vou comer mais tarde enquanto procuro lixo e espero pelas sobras no restaurante", disse Tian em voz baixa.
"Esperando pelas sobras". A Sra. Winston não queria acreditar no que estava a ouvir. "Costumas esperar pelas sobras dos outros?", perguntou a Sra. Winston.
"Sim, senhora", disse Tian.
"Porque não comes em casa com os teus pais?", perguntou a Sra. Winston.
"Vivo sozinho, a minha mãe morreu", disse Tian em voz baixa, e as lágrimas correram pelo seu rosto ao lembrar-se da sua mãe.
"O corpo da criança tremia, e a Sra. Winston, ao vê-lo, assumiu que Tian devia estar a chorar.
"Não chores, desculpa por te fazer lembrar da tua mãe", disse a Sra. Winston, puxando o corpo de Tian para si num abraço.
Soluço... Soluço... Soluço... Tian chorou nos braços da Sra. Winston.
A Sra. Winston lamentava ter-lhe feito lembrar da sua mãe. Ela também não esperava que uma criança tão dura e forte como Tian tivesse de viver sozinha. Acima de tudo, uma criança da idade de Tian devia estar a estudar e a brincar com outras crianças da sua idade, não a recolher lixo.
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Atualizado até capítulo 166
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