NO PASSADO...
-- Eu te dei esses papéis a uma hora e você ainda nem chegou na metade, Lola.
Brian olhava para a pilha de documentos. Ele tinha pedido para Lola organizar a papelada para que mais tarde pudesse calcular o quanto de produtos cada cliente levaria, mas Lola nem se deu ao trabalho de ser mais ágil.
Ele olhou para sua amada e notou o biquinho nos lábios dela ao fazer charme, como uma criança mimada. Ele achava isso fofo nela. Pelo menos Lola estava tentando.
-- São muitos números... Brian, estou enrolada.
-- Deixe-me te ajudar.
Brian pegou a cadeira e sentou-se ao lado dela. Lola abriu um enorme sorriso, por ter ele por perto.
-- Nós temos que calcular o quanto vamos precisar para atender nossos clientes, eles precisam dos queijos. Para seus armazém, supermercados, restaurantes... então nossa produção precisa ter a quantidade que dê para cobrir todos os pedidos.
Lola olhava atentamente.
-- Vamos começar por aqui.
Ele explicou mais para ela.
DIAS ATUAIS...
-- Pra mim os números são bons.
Falou Molly olhando para o caderno de anotações. Eles estavam no escritório.
-- Tivemos um bom começo esse ano... a produção dobrou e os pedidos também.
Falou ele mostrando os gráficos. Molly olhava atentamente e fez aquilo de novo com a boca.
Brian estava sentado ao lado dela, a aproximação de Molly o fez ficar desconfortável.
Ela falou:
-- Se continuar assim não teremos problemas futuramente ao ampliar. Minha idéia inicial é abrir uma franquia que seja nossa, vender nossos queijos diretamente para o consumidor final. Claro que continuaremos sendo os maiores fornecedores dos nossos clientes e também seus concorrentes. Oque acha? Vamos ganhar dos dois lados.
Ela aguardava a resposta dele.
Os olhos de Molly fitavam Brian com expectativa e ele se sentiu atraído por eles.
-- Eu acho bom. Senhorita. Assim terá trabalho para o povo da região, pois precisaremos de mais mão de obra.
Brian estava admirando com a inteligência e perspicácia de Molly para os negócios. Ela era uma visionária.
-- Fico feliz que tenhamos chegado a um acordo. Pensei que ia ser mais difícil trabalhar com você.
Falou Molly o olhando. Na verdade ela o estava avaliando minuciosamente, para saber se ele estava apenas fingindo ser um bom funcionário ou se era na verdade.
-- Estamos no início senhorita. Ainda não enfrentamos nem metade das dificuldades que surgem do nada na administração da fazenda.
Brian falou a verdade, pois sabia que tudo ia bem e do nada, em questão de segundos algo acontecia. Várias vezes ele teve que intervir em diversos setores da produção para não perderem dinheiro e tempo.
-- Meu pai te elogiou bastante... mas ainda tenho que ver por mim mesma. Se é que me entende.
Ela disse olhando para o rosto dele, as expressões faciais de uma pessoa podiam dizer muitas coisas. E Molly aprendeu cedo a usar essa avaliação a seu favor.
Brian que anteriormente olhava para o papel na mesa, virou o rosto para olhá-la.
Estava sentado a poucos centímetro de Molly, suas mãos tremiam mas seu olhar se manteve firme nos dela.
Molly era linda mas mesmo sendo igual a irmã fisicamente, ele notou vários traços diferentes que as distinguem uma da outra. Molly tinha um olhar altivo e o nariz empinado ao falar, sua boca rosada se entortava quando estava avaliando minuciosamente algo. E para a surpresa de Brian, ela estava fazendo isso agora, ao olhá-lo.
Molly sentiu a intensidade do olhar de Brian, no início achou estranho. Mas depois pensou que ele tinha o seu próprio jeito de avaliação também, então sem desviar o olhar, continuou fixa nele.
"Ele é mais esperto do que eu pensei... tomara que meu pai esteja certo, sobre a capacidade desse rapaz." pensou ela.
Nenhum dos dois soube dizer exatamente quanto tempo ficaram se olhando. Até que foram interrompidos por uma batida na porta.
-- Entre. (disse Molly)
Ela foi a primeira a interromper o estado de hipnose que os dois se encontravam.
-- Desculpe interromper o trabalho de vocês mais precisamos de ajuda na área de produção, uma das máquinas parou de funcionar.
(falou o homem)
Molly respirou fundo.
E Brian apenas disse:
-- Era disso que eu estava falando sobre imprevistos. Bem vinda a fazenda.
Molly não queria moleza, tinha que demonstrar força.
-- Se é assim... então vamos, quero ver como irá resolver esse assunto. (falou ela)
Brian levantou uma das sobrancelhas.
-- Pensei que a senhorita iria querer tomar as rédeas da situação. Eu sou seu subordinado, as ordens que der eu cumpro.
Falou ele se levantando e se dirigindo para a porta.
Molly também se levantou e disse:
-- Se não conseguir resolver... eu te ajudo. Vamos mostre-me do que é capaz.
Molly passou por ele com toda altivez.
Brian não pode deixar de dar um meio sorriso, vendo-a se comportar assim. A mulher era osso duro.
"De frágil essa ai não tem nada." Pensou ele.
Ele fechou a porta do escritório e a seguiu com um sorriso reprimido nos lábios.
CONTINUA...
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Atualizado até capítulo 59
Comments
Anonymous
Uma dúvida. Ninguém da familia dela sabia que estavam namorando ?
2025-04-23
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Anonymous
Uma dúvida. Ninguém da familia dela sabia que estavam namorando ?
2025-04-23
0
Ana Geraldina
Ela tem a personalidade forte igual a mãe dela
2024-07-15
1