Vou chamar as crianças para tomar café. Numa barraca estavam os rapazes, menos Aslan. Na outra as meninas, menos Helena.
—Eu não estou gostando disso...
Acordo todos e os mando entrar.
—Vamos logo, os helicópteros chegam daqui a pouco para nós buscar, estou louca por uns dias de descanso em Búzios. Ser governadora é estressante!
A primeira leva parte na frente.
—Amore mio, viu a Helena?
—Ah...Estava com dor de cabeça Rafa! Ela vai comigo depois. - disfarço
Eu a procuro e encontro na casa de hóspedes dormindo agarrada ao Aslan.
—Como é vocês dois?!
Eles puxam o lençol e se cobrem.
—Mamma!!
—Vão assumir esse namoro ou vão ficar de putaria!?
—Eu já pedi a Helena várias vezes,mas ela não quer!
—E porque não quer?
—Ah mãe...não tô afim de compromisso, gosto de ser livre!
Aslan se levanta,veste a roupa e sai ,ele é mais velho do que Helena três anos,já é maior de idade e tem outros projetos.
—Você só tem 15 anos,que coisa feia!
—A senhora não transava nessa idade? Duvido!
—Vocês confundem muito as coisas, eu tenho muitos maridos, mas não tive muitos homens, eu SÓ os tive.
—E o Guilhermo...
—Erro de cálculo, deleta.
Ela se levanta para se vestir enquanto a olho séria.
— Quando foi e como foi que você perdeu a sua virgindade?
— Foi ano passado quando nós passamos as férias em Istambul na casa de veraneio da família do baba.
— Por que você nunca me contou, Helena ?
—Eu tive medo da senhora brigar comigo já que o Aslan foi criado como o nosso irmão.
— Mas não é seu irmão de sangue, não é pecado nenhum estar com ele! Mas não brinque com os sentimentos desse menino, ele te ama desde quando era criança. Não o magoe, Helena porque eu o amo como eu amo você,o Aslan é meu filho tanto quanto vocês!
—A senhora acha que foi muito cedo?
— Você tinha 14 anos Helena e ele 17, é claro que foi muito cedo!
—A senhora perdeu com quantos anos?
—Vinte e cinco.
—Vinte e cinco?!
—Exatamente e foi com o seu pai.
— O Marcos ?
— Sim.
— E como foi isso?
— Depois eu te conto, nós estamos atrasadas para viajar.
Partimos para Búzios, e noto Aslan triste. No balneário as crianças se divertem, os meninos saem para navegar com os meus maridos e eu fico na casa com as meninas. Resolvo falar de sexo com elas, depois do que ouvi da Helena,acho que precisam de orientação.
—Eu ainda sou virgem! Não quero perder agora,Renzo e eu ainda estamos começando a namorar.- diz Sereninha
—Eu nem penso nessas coisas,me dá até medo só de imaginar um negócio grande e grosso entrando na minha larissinha tão apertadinha! Deve doer muito! - Mel se apavora
—É só no começo, depois passa e você só quer mais! - diz Elisa
—Você também não é mais virgem?! A Giovanna sabe disso?!
—Não...
—E com quem foi?
— A senhora vai brigar comigo vó?
— Não sei , estou até com medo de ouvir agora!
— Foi com o Theo...
—O filho da Giulia?! Seu primo!
—Foram só duas vezes, quando eu passei as férias em Milão na casa deles.
Deitada na espreguiçadeira na beira da piscina, eu respiro fundo, passo a mão na cabeça.
—Olha... essa geração parece que está perdida! Vocês saben com quantos anos eu perdi a virgindade ? Vinte e cinco,e o homem que fez isso é meu marido até hoje! Eu não sou careta, vocês sabem,mas os valores eram outros naquela época...
......................
—Cuidado Serena,as coisas lá na capital são diferentes!
—A senhora fala como se morássemos em um rincão no meio do nada,mãe!
—É tudo tão perigoso no Rio!
—Eu ia e voltava quase todos os dias de lá quando estava fazendo faculdade, qual é o problema agora?
—O problema é que irá sair de casa! - Meu pai me abraça forte.
Sempre tivemos uma conexão muito grande, ele é o meu melhor amigo, assim como o meu irmão mais velho, Pedro. A minha mãe é maravilhosa, mas super protetora.
—Ela não estará sozinha, Vera! Nena irá morar com o Pedro.
—Ah me deixou mais tranquila agora,Paulo! - ela usa de sarcasmo - O Pedro não para em casa, está sempre estudando, se especializando e correndo atrás de montar a própria clínica. E tem o Vinicius, os dois frequentam as festas mais loucas e aposto que irão arrastar a minha menina junto!
—Eu não curto boate gay! Acho que nem posso entrar...
—Não liga,minha Nena! - ele me beija a testa - Sabe como sua mãe é!
Seguimos para o apartamento do meu irmão em Copacabana.Meus pais me levam, cada um com uma reação, o papai me encorajando a seguir novos caminhos e a mamãe me colocando temores.Cada qual, quer o meu bem a sua maneira.
Chegamos no prédio, o porteiro nos ajuda a levar as malas,Pedro já havia deixando uma cópia da chave para mim com ele.
—Meu Deus,que bagunça! Abram as janelas para o ar circular, vou dar uma faxina nesse pardieiro que o Pedro chama de casa, desde pequeno sempre foi assim! Olhem isso ,pizza congelada, lasanha congelada! Paulo, vai no hortifruti,vou fazer umas marmitas saudáveis para as crianças.
Desço com meu pai e vamos conversando pelo calçadão, um carro joga água em nós dois!
—Seu idiota! - grito - Só porque tem uma Ferrari! Esses filhinho de papai da zona sul!
—Aqui é assim mesmo, você terá que se impor Nena, não deixa que essa gente esnobe te rebaixe,ouviu?
Ele pega no meu queixo.
—Ouvi,paizinho!
— Você é tão doce e gentil...não combina com essa cidade. Eu não falo nada para não dar razão à sua mãe,mas tenho medo desse lugar te engolir!
—Eu vou saber me virar,já está na hora, não é?
Ele me abraça e beija.
—Ah,minha doce menina, minha Nena...como o papai te ama!
Pedro chega já no início da noite.
—Ah ! Minha casa foi invadida!
Ele abraça os meus pais, e toma a benção,fomos criados assim.
—Cadê o Vini? - pergunto
—Foi para um curso em São Paulo, está correndo atrás de montar o salão dele também aqui mesmo em Copa.
Jantamos os quatro juntos, há muito tempo não nos reunimos ao redor da mesa,ouvimos as histórias do papai de quando ele era marinheiro. E da mamãe de quando ela era perfumista na maior rede de perfumaria da cidade.
Juntos, eles lutaram bastante para terem hoje um vida tranquila em Petrópolis e nos proporcionarem uma vida confortável e um bom estudo.
Eles são pessoas muito cultas, sempre priorizaram a nossa educação, nos levavam em museus, cidades históricas,festival de cinema e teatro...
O Pedro se formou em psicologia e eu em sociologia. Vim para a capital porque apareceram oportunidades de trabalho para mim aqui, além do que, fica melhor para fazer as minhas especializações. Tenho por inspirações Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda,quero voltar o meu olhar para a formação da sociedade brasileira e descobrir o ponto de partida para melhorarmos como seres sociais.
No dia seguinte, os meus pais voltam para Petrópolis e deixam milhares de recomendações.
—Agora somos só nós dois,Nena!
Pedro me pega no colo e gira,depois me joga no sofá.
—Você vai ampliar seus horizontes aqui.
—Eu sei, por isso quis vir.
—Mas ó...nada de ficar trancada em casa só estudando e vendo comédias românticas, sonhando com príncipe encantado.
—O que tem demais sonhar com o príncipe encantado?
Olho pela janela.
—Quem sabe ele não está por aí...loiro, olhos azuis...montado em seu cavalo branco...
Pedro me abraça por trás e acaricia meus cabelos.
—Ah...minha sonhadora! Tomara que ele apareça logo e te faça muito feliz!
Pessoal ,acompanhem a leitura até o final para que eu possa receber a bonificação do aplicativo .Caso contrário ,eu vou estar escrevendo sem receber nada em troca, dependo que vocês acompanhem tudo e não abandonem a leitura no meio do caminho pelo menos até o capítulo 42
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Michele Bonfim
Olha tai Alessandra pq deu certo o trisal....eles tinham a base forte, alicerce familiar....boa estrutura. Independente das escolhas os princípios foram plantados desde cedo e tiveram boas referências em casa. Pra mim que tenho dois em casa pré adolescentes isso conta muito.
2025-03-15
7
Daniela Dias
A história está muito boa como sempre maravilhosa, mas no início da história e no primeiro livro Rafael foi o primeiro marido de serena como agora ela vai perder a virgindade com Marcos, então Rafael não foi o primeiro marido dela
2025-03-16
0
Alessandra Bizarelli
Não foi à toa que foi a melhor governadora enquanto gerênciaca a máfia ao mesmo tempo
2025-03-15
3