A alta sociedade....

Eu sempre tive mania de correr, acho uma forma muito boa de me distrair, quando eu era pequena eu via todas as manhãs minha mãe e meu pai indo correr todas as manhãs, eles se amavam muito, e com a morte dela ele acabou se perdendo, e perdendo a mim, a única que tinha sobrado.

Muitos diziam que eu era a cópia da minha mãe, e eu adorava ouvir isso, porque me trazia conforto e me fazia sentir mais perto dela, depois que ela morreu, meu pai se distanciou de mim, como se eu não existisse mais. Mas ele acabou se esquecendo que não foi só ele que perdeu a mamãe e o Alan eu também os perdi, mas eu não o odeio por não ter sido um pai presente, eu só ainda guardo mágoa e tristeza por algo que ele devia ter feito, ter sido meu pai, e não o dono da máfia cruel e frio.

Saio dos meus pensamentos assim que ouço meu celular tocar e eu paro de correr para o atender.

Ligação:

Fernanda: podemos nos encontrar na lanchonete do seu bairro?

- claro Fe, está tudo bem? Falo um pouco ofegante pelo cansaço.

Fernanda: quando nos encontramos eu te falo, tchau Babi. Ela fala e não dá tempo nem de eu dar tchau que ela já desliga o telefone.

Que estranho, Fernanda nunca foi disso, é melhor eu ir logo.

....

A procuro entre tantas mesas cheias e finalmente a acho sozinha numa mesa ao lado da janela. Me aproximo mais, e quando ela percebe minha presença ela se levanta e vem me abraçar, seu abraço é tão apertado que acho que ela ficou um pouco melada com meu suor.

- está tudo bem Fe? Pergunto e eu me sento e ela faz o mesmo.

Fernanda: a minha mãe Babi, ela está muito mal, se lembra que eu falei que ela tava com câncer? Então, parece que piorou, eu vou ter que ir pro interior, vou ficar por lá, pra cuidar dela.

- não se preocupe, Fernanda, você pode ficar o tempo que precisar, você vai quando?

Fernanda: hoje mesmo, mas antes eu queria muito te avisar do que estava acontecendo.

- pra o que você precisar pode contar comigo, eu sempre vou estar aqui, tá bom. Falo com um pequeno sorriso e ela confirma com a cabeça.

Fernanda: é melhor eu ir. Ela fala e se levanta, e eu me levanto junto para nos abraçarmos.

- promete, que se acontecer algo você vai me ligar na hora?

Fernanda: prometo.

- tchau Fe, boa viagem. Eu dou um beijo na testa dela

Fernanda: tchau Babi.

.....

Volto pra casa correndo porque daqui a pouco dá o horário que Guilherme irá chegar, e é melhor eu me apreçar porque eu sempre demoro para me arrumar.

Tomo um banho, e logo já vou fazer minha maquiagem, faço um coque baixo no meu cabelo, e no final coloco o meu vestido. Na máfia qualquer jantar de negócio, ou até mesmo de trabalho em empresa sempre é um evento da alta sociedade, todas as mulheres aproveitam para colocar seus mais belos vestidos para caçar homens ou para fazer inveja nas outras mulheres, e claro que eu não deixaria de não colocar um belo vestido.

Vestido:

Assim que paro diante do espelho Guilherme abre a porta do quarto, ele está com uma cara de exaustão, sua gravata já está folgada e seu palito está em suas mãos, ele fica ali parado na porta me olhando, como se em algum momento fosse me comer com os olhos.

- Guilherme? Quando ele ouve seu nome ser chamado ele dá umas piscadas e finalmente sai do transe, ele passa por mim indo pro banheiro.

Guilherme: vou só tomar um banho e já iremos. Ele fala e por último fecha a porta do banheiro, e depois de dois minutos já posso ouvir o barulho da água caindo no chão.

Às vezes quando ele fica me olhando, me dá a sensação que ele gosta de mim, mas mal passamos tempo juntos, não tem como isso acontecer.

...

Ele está dirigindo em alta velocidade, e sério, ele é muito gato, toda vez que ele me olha de lado eu sempre me arrepio, não me arrependo nem um pouco de ter ficado com ele naquela noite.

Assim que paramos no sinal vermelho ele me olha.

Guilherme: É um jantar de negócio, vai ter mais alguns outros colegas de trabalho meu lá, então não saia do meu lado, quando somos parte da máfia, não podemos confiar em ninguém. Certo Babi?

E se eu disser que esse tempo todo que ele estava falando eu não prestei atenção em nada a não ser seus lábios?

Guilherme: Babi? Ele chama por mim, me fazendo assim sair do meu transe, aí como eu sou descarada.

- certo Guilherme. Falo e volto a olhar pra pista. Preciso parar de ficar encarando a boca dos outros assim.

....

A mansão é muito grande, antes de chegarmos de fato tem um caminho de terra, a casa fica um pouco mais ao alto, mas assim que chegamos já tem alguns carros ali estacionados.

Eu e Guilherme saímos do carro, e ele já ponhe a mão dele na minha cintura, me trazendo ainda mais pra perto dele, e não vou negar que gostei.

A porta se abre, e já posso vê o salão com alguns convidados, ele não está cheio mas vazio também não.

Guilherme começa a comprimentar as pessoas, até que sinto o cheiro de algo que eu me lembro muito bem.

- finalmente chegou o meu mas novo sócio, boa noite Guilherme. Me arrepio ao ouvir a voz que vem de trás de mim, eu parei, não mexi nem um músculo, é como se eu não conseguisse me mover.

Guilherme: é um prazer lhe conhecer pessoalmente. Essa daqui é minha esposa, Bárbara Romantin. Guilherme fala meu nome e assim me segura pela cintura para me fazer virar e me fazer dá de cara com aquele que gostaria nunca mais vê.

Kaique: é um prazer te conhecer, Bárbara. Ele fala com aquele sorriso sínico dele, como se ele estivesse conseguindo o que queria no momento que entrei por aquela porta, ele pega minha mão e a beija em forma de 'comprimento'.

Continua....

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