Que lugar e esse?

Na manhã seguinte, uma suave brisa vinda da caverna o despertou. Ele abriu os olhos lentamente, sentindo uma leveza que não havia sentido há tempos. O calor envolvente da água o aquecia, e ao mover-se, ele notou que estava deitado à beira do lago, com o corpo completamente curado. Os cortes e hematomas que haviam coberto sua pele no dia anterior tinham desaparecido, como se nunca tivessem existido. Até mesmo antigas cicatrizes, marcas que ele carregava há anos, tinham sumido.

Ao tentar se levantar, percebeu que suas roupas tinham sumido. Um leve rubor subiu em suas bochechas ao se dar conta de que estava completamente nu, mas algo chamou sua atenção. Ao lado dele, sobre uma rocha polida, havia uma bandeja de cristal. Nela, vários tipos de frutas vibrantes estavam dispostas de maneira cuidadosa, ao lado de sucos servidos em delicados copos. Junto à bandeja, um roupão de seda azul claro repousava dobrado com perfeição, parecendo convidá-lo a se vestir.

Com esforço, o jovem se sentou, ainda um pouco tonto, mas agora sem dor. Ele se esticou cuidadosamente, ainda surpreso com a ausência de qualquer desconforto ou cicatriz. Sua mente se encheu de perguntas: como ele havia chegado ali? Quem havia cuidado dele? E o mais estranho de tudo, como suas feridas haviam cicatrizado tão rapidamente, incluindo aquelas que ele tinha antes do acidente?

Ele pegou o roupão de seda, sentindo o tecido suave entre seus dedos, e o vestiu, o toque delicado proporcionando uma sensação de conforto. Em seguida, olhou para as frutas e os sucos com uma mistura de hesitação e fome. Suas mãos trêmulas pegaram uma maçã, mordendo-a lentamente. O sabor era incrivelmente doce e fresco, como se tivesse sido colhida naquele exato momento. Ele tomou um gole de suco, o líquido refrescante aliviando sua garganta seca.

Depois de comer e beber, sentiu suas forças retornarem gradualmente. Com o roupão cobrindo seu corpo, ele se levantou, embora ainda estivesse um pouco cauteloso. Seus olhos varreram a caverna, procurando alguma pista sobre quem ou o que o havia trazido para ali. Não havia sinal de mais ninguém, apenas o silêncio profundo da caverna e o som suave da água no lago.

A única fonte de luz vinha de uma abertura no alto da caverna, por onde raios de sol filtravam, iluminando o lago e as flores flutuantes. O lugar parecia imerso em uma aura mágica, como se existisse fora da realidade que ele conhecia. Ele se aproximou das flores brilhantes na água, tentando tocar uma delas, mas hesitou, quase com medo de quebrar a tranquilidade surreal do lugar.

Apesar de suas dúvidas e inquietações, sentiu uma estranha paz. Não sabia quem o havia trazido ali, mas tinha certeza de que essa entidade, seja o que fosse, não lhe queria mal. Pelo contrário, parecia ter salvado sua vida.

Mais confiante agora, o jovem começou a explorar a caverna, ainda se perguntando como sairia dali e como havia se perdido na floresta no dia anterior. À medida que caminhava, o som da floresta do lado de fora se tornava mais presente, a brisa fresca do novo dia o envolvendo.

Ele encontrou uma pequena passagem que levava à parte externa da caverna, mas antes de sair, virou-se mais uma vez, olhando para o lago de águas cristalinas e as flores que ainda flutuavam serenas. Quem ou o que havia cuidado dele ainda permanecia um mistério. O jovem sabia, no entanto, que essa não seria a última vez que ele voltaria a esse lugar.

Com o roupão de seda....

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