Enquanto Eva, Jack, e seus capangas deixavam o castelo, um silêncio tenso pairava no ar. O chão estava repleto de corpos, o sangue escorrendo pelas rachaduras antigas do mármore. A vitória estava quase completa, mas o perigo ainda espreitava nas sombras.
— Temos que sair daqui antes que reforços cheguem — disse Jack, olhando ao redor cautelosamente.
Eva assentiu, sentindo a adrenalina ainda pulsando em suas veias. Eles estavam a poucos metros da saída quando um som agudo cortou o ar. Um disparo ecoou pelo salão.
Eva sentiu uma dor aguda no braço esquerdo. Olhou para baixo e viu o sangue jorrando da ferida. Em um movimento instintivo, ela se virou, localizando rapidamente a origem do tiro. Um dos capangas de Vittorio, visivelmente ferido, estava de pé, sua arma ainda apontada para ela.
— Eva! — gritou Jack, correndo em sua direção.
Mas Eva não hesitou. Com uma precisão letal, levantou sua arma e disparou. O tiro atingiu o capanga na cabeça, o corpo dele caindo pesadamente ao chão, o som abafado pelo tapete de sangue e corpos ao redor.
— Droga! — Eva murmurou, pressionando a mão contra a ferida em seu braço. A dor era intensa, mas ela sabia que não podia se dar ao luxo de fraquejar.
Jack correu até ela, examinando a ferida rapidamente.
— Temos que sair daqui agora. Vamos, eu te dou cobertura — disse ele, sua voz firme mas cheia de preocupação.
Os capangas de Eva cercaram-nos, formando uma barreira protetora enquanto se moviam em direção à saída. Cada passo era meticulosamente planejado, os olhos de todos atentos a qualquer sinal de perigo.
Do lado de fora, a brisa fria da manhã parecia oferecer um breve alívio. Eva, com o braço ensanguentado, ainda mantinha sua postura implacável. Jack fez sinal para um dos homens trazer o carro.
— Você vai ficar bem? — perguntou Jack, ajudando-a a entrar no veículo.
Eva respirou fundo, olhando para o braço ferido e depois para Jack.
— Vou sobreviver. Temos coisas maiores para nos preocupar agora — disse ela, sua voz firme apesar da dor.
Jack acenou para os outros capangas, que rapidamente se acomodaram nos veículos. Eles partiram, deixando para trás o castelo ensanguentado, mas carregando consigo a vitória e a lembrança de uma batalha feroz.
No caminho de volta, Jack cuidou da ferida de Eva o melhor que pôde, usando suprimentos médicos improvisados.
— Vai doer, mas você é forte. Vamos resolver isso quando chegarmos à mansão — disse ele, enquanto limpava e enfaixava o braço dela.
Eva assentiu, os olhos fixos na estrada à frente. O calor da batalha ainda ardia em seu peito, mas ela sabia que a luta estava longe de terminar.
— Obrigada, Jack. Vamos mostrar a todos que ninguém pode nos derrubar, não enquanto eu estiver viva — disse Eva, sua determinação renovada.
O carro acelerou pela estrada, levando-os para longe da carnificina e em direção ao próximo desafio. Eva sabia que o caminho à frente seria difícil, mas estava pronta para enfrentar qualquer coisa para proteger seu legado e as pessoas que amava.
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Atualizado até capítulo 192
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