No dia seguinte, acordei e logo fui tomar o meu banho. Como não sabia ao certo se seria nesse dia que iria começar a trabalhar tive dificuldades em escolher a roupa. Por fim vi que estava demorando muito. Escolhi uma que serviria para qualquer ocasião.
Quando cheguei à mesa, Matheo estava lá e imediatamente se levantou para arrumar a cadeira para mim. Achei muito educado. Agradeci e sorrindo me sentei.
Não pude deixar de admirar esse homem. É muito fácil perder o foco perto dele.
_ Bom dia. Dormiu bem Eloá?
_ Bom dia. Muito bem. Obrigada.
_ Assim que tomarmos café, a levarei até a Villa. Depois seguiremos para a empresa. Mas não ficará o dia inteiro. Darei um tempo para se acomodar.
_ Está bem. Ainda bem que deixei as minhas bagagens organizadas.
_ Posso pedir que peguem então?
_ Sim. Obrigada.
Matheo chamou Donna e pediu a ela que enviasse o Raul para pegar as bagagens.
Fomos para a Villa e quando cheguei, meu coração acelerou. Era muito lindo. Tive certeza que fiz o que era certo para dar um sentido à minha vida.
Essa era a entrada charmosa. Quando entrei prendi a respiração. Era uma casa pequena mas aconchegante. Dava uma sensação de lar, mesmo sem as minhas decorações pessoais.
Matheo mostrou-me todas as partes e eu senti pena por não poder ficar ali e apreciar. Mas iria fazer isso.
_ Vejo que gostou. Assim como disse você poderá voltar mais cedo para organizar do seu gosto. Vamos?
_ Sim. É muito linda a casa.
Se eu fiquei impressionada com a casa, quando vi a empresa devo ter ficado de boca aberta. Era o edifício mais alto que já vi, a fachada toda em vidro blindex escuro. A entrada um belo jardim com avencas, begônias e dálias. Eles entraram e como eu estava com o CEO, não precisei passar pela recepção. Subimos no elevador reservado à ala da presidência.
Ele pediu que o seguisse até a sua sala. Pediu à sua assistente Lily que convocasse uma breve reunião da equipe de designer. Ela olhou para mim de cima a baixo e vi hostilidade no seu olhar. Já entendi o recado.
Quando todos estavam reunidos, Matheo me levou até a sala. Depois que todos estávamos sentados, Matheo olhou para mim e para todos.
_ Bom dia. Quero apresentar a vocês a senhorita Eloá Marselle. Ela será a responsável pelo setor de interiores. É de Nova York e por esse motivo todos irão conversar em inglês até que a senhorita esteja confiante no idioma que está aprendendo. Exijo respeito e dedicação como todos conhecem e até agora só recebi elogios dessa equipe.
_ Seja bem vinda senhorita Marselle. Estaremos aqui para tudo que precisar.
_ Obrigada. Estou à disposição de todos também. Espero que possamos realizar um excelente trabalho. E pelo que o senhor Bellini disse, vocês são os melhores.
_ Bem, era só isso. Podem voltar ao trabalho. Lily, você pode mostrar a sala para a senhorita Marselle.
Lily com um sorriso falso pediu que a seguisse.
_ Per favore, macara Marselle _ ela frisou a língua italiana _ seguimi.
_ Lily _ ela parou de sorrir _ acaso não ouviu as minhas orientações? Devo pedir novamente ou prefere ir à um médico para se certificar que não está surda?
_ Desculpe Matheo.
_ Senhor Bellini.
_ Desculpe, senhor Bellini. Não vai se repetir.
_ É o que espero.
Eu ri por dentro. Mulher totalmente sem noção. Eu percebi que é caidinha por Matheo. Mas parece que não é correspondida.
_ Essa é a sua sala. O senhor Bellini gosta de tudo organizado. A sua agenda e a lista de toda a equipe e também à pauta de suas funções.
_ Grazzie, macara Lily _ disse ironicamente _ desculpe. Muito obrigada pela gentileza. Eu não quero ter problemas com ninguém. Estou aqui para trabalhar. E gostaria muito que pudesse contar com a sua ajuda, pois tenho certeza que é uma excelente profissional.
_ Obrigada. Desculpe também a minha indelicadeza. Certamente poderá contar comigo.
Ela se foi e eu fingi que acreditei nela. Mas a minha mãe me ensinou que devemos amar os nossos amigos e manter por perto os inimigos para não sofrermos ataques súbitos.
Fiquei entretida lendo a pauta das minhas funções. Analisando a minha agenda. Escutei uma batida na porta. Era um rapaz muito sorridente.
_ Desculpe atrapalhar, senhorita. Está na hora do almoço e vim perguntar se deseja que traga a refeição aqui.
_ Eu adoraria. Se não for te atrapalhar.
_ É a minha função, senhorita.
_ Ei como é o seu nome?_ Ele ia saindo_ por favor traga uma refeição leve, com saladas, ok?
_ Eu me chamo Antônio. Tudo bem.
Logo depois ele traz a minha refeição e estava muito deliciosa. Assim que terminei, joguei a embalagem na lixeira, peguei um pano próprio para limpar a mesa e deixei arrumado. Assim que acabei, Antônio apareceu.
_ Senhorita, não precisava limpar. É a minha responsabilidade.
_ Não se preocupe Antônio.
_ Mas não posso deixar que façam o meu trabalho.
_ Está bem. Eu não sabia e pode contar com a minha discrição.
_ Obrigado. A senhorita precisa de mais alguma coisa?
_ Não. Obrigada.
Ele foi embora e continuei a trabalhar. A minha agenda não tinha nenhuma atividade marcada e quando eu ia questionar, recebi o interfonema da sala de Matheo.
_ Senhorita Marselle, já almoçou?
_ Sim senhor Bellini.
_ Então pode ir para a sua casa. Sugiro que faça compras. Na sua primeira gaveta tem o cartão corporativo da empresa. É para usar. Pois tudo faz parte dos benefícios.
_ Muito obrigada. Pode me indicar onde tenho várias opções de lojas?
_Temos um shopping. É só pedir ao motorista Oto que a deixará lá.
_ Não precisa de motorista. Aqui tem serviços de táxi?
_ A senhorita sabe dirigir?
_ Sim. Eu posso alugar um carro por enquanto.
_ Então até que não tenha providenciado, Oto a levará.
_ Então está bem. Obrigada senhor Bellini. Amanhã estarei aqui no horário certo.
_ Tudo bem. Até amanhã.
Eu saí e fiquei pensando por que ele não foi até a minha sala para ver se eu estava bem. Mas sou uma idiota mesmo. Sou apenas uma das suas inúmeras funcionárias.
Pedi a Oto que me levasse à uma locadora de automóveis. E escolhi um carro prático. Depois iria comprar um melhor. Agradeci a Oto e o dispensei. Fui até o shopping Lá Plaia Center. Era muito agradável e fiz as compras básicas. Deixaria a decoração para depois.
Fui para casa, com o endereço no GPS. Não era longe a Villa. Estava ansiosa para desfrutar da minha nova casa.
Essa noite, iria ter um jantar. Claro que seria encomendado no restaurante.
Quando cheguei, abri e fechei a porta. Admirei com calma cada detalhe da minha casa. O meu quarto era um sonho. A cama com dossel e a cabeceira branca, estofada de vermelho. Cada lado da cama tinha um criado mudo com abajur dourado. As cortinas de seda nos tons creme e vermelho. Um sofá divã creme com almofadas vermelhas.
Uma penteadeira branca, com uma parte central e duas laterais. As beiradas trabalhadas. Um puff amarelo para sentar diante da penteadeira. O tapete felpudo e macio em tons mesclados de amarelo claro e creme ao lado da cama.
A sala era sem dúvida muito elegante. Um sofá grande branco com almofadas azuis. As cortinas no mesmo tom. A TV enorme na parede, e duas poltronas vindas com almofadas brancas.
A sala de jantar era conjugada com a sala. A mesa era de madeira maciça branca com cadeiras trabalhadas. Havia um armário e abri vendo pratos, copos, talheres, potes e um jogo de panelas muito bonito. O armário tinha uma parte com vidro e eu já imaginei taças lindas ali.
A cozinha era branca com bancadas de granito. O fogão era charmoso. Era esmaltado e combinava com a geladeira. Armários debaixo da pia estavam vazios. Eu logo iria cuidar disso.
Resolvi tomar um banho e me encantei com o banheiro. Também tinha uma banheira com pés. Era todo em mármore. O box com uma ducha maravilhosa. Resolvi desfazer as malas. Cochilo um pouco e acordei com alguém tocando a campainha. Será que era o jantar que tinha encomendado?
Abri a porta e imediatamente arrependi de estar usando uma camisa enorme que parecia um vestido. Vi Matheo sorrindo para mim.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 44
Comments
Maria Lima De Souza
Eita, prá quem não gosta de mulher atirada, está sendo bonzinho demais KKK
2024-08-27
8