Já tinha passado uns dias, eles sempre se encontravam no bar e as vezes pela cidade, mas tanto Ava quanto Vladmir não estavam conseguindo dormir direito, e passavam a maior parte dos dias pensando em tudo que aconteceu desde que se conheceram, ela não saia de sua mente e ele não saia da mente dela, isso é tão clichê, aquele famoso sentimento de amor que surge do ódio, mas que simplesmente é um amor genuíno, ela precisava ser salva e ele precisava de uma direção, mas ambos precisavam amar e ser amado.
Hoje é o dia de folga de Ava, ela estava tão cansada e mesmo assim não tinha conseguido dormir, mas agora que já estava dia, ela não queria dormir para não passar a noite em claro, ajudou Apolo com os afazeres, tinha feito o almoço e limpado a casa, mesmo assim ainda não era suficiente, ela precisava de mais. Decidida a não ficar parada para não ficar pensando em Vladmir, ela decidi fazer uma caminhada, então colocou um vestido que ia até o joelho, com desenhos de cereja e um tênis branco, prendeu seu cabelo em um coque bagunçado, pegou uma echarpe e saiu para sua caminhada.
Caminhando em direção a cidade que não era muito longe de sua casa, ela até poderia ir de carro, mas gostava de caminhar e o único carro que tinham era de Apolo, mas ele estava sendo usado por Laura, o outro carro que ficaria para as meninas, o venderam para conseguir pelo menos uma quantidade de dinheiro, para poder inteirar e pagar a dívida.
Caminhando e admirando a paisagem, ela a vista um carro preto vindo em sua direção, era um carro muito bonito por sinal, não muito tempo depois esse carro para ao seu lado, ela respira fundo já se preparando para se defender, mas quando o vidro baixou, era simplesmente a última pessoas que gostaria de ver naquele momento.
Ava: Vladmir?
Vladmir: Ava.
Ava: O que você está fazendo para esse lado?
Vladmir: Estava indo até sua casa. – disse ele com um sorriso presunçoso em seu rosto
Ava: Por quê?
Vladmir: Podemos conversar?
Ava: Não, vá embora, por favor.
Já perdendo a paciência com a garota, Vladmir estaciona o carro, desce e vai até ele, parando a poucos centímetros dela.
Vladmir: Para de ser teimosa.
Ava: Perdão?
Vladmir: Você é muito teimosa, eu só quero conversar.
Ava: Mas eu não quero, sou obrigada a isso?
Vladmir: NÃO – gritou – mas eu quero muito conversar com você.
Ela deu um suspiro, respirou fundo e aproximou-se dele, ficando realmente muito próxima.
Ava: Está bem, vamos conversar, mas não grite comigo novamente. O que você que falar comigo?
Vladmir: Ele deu um suspiro de alívio e olhou bem fixamente em seus olhos – Primeiramente, me desculpa pelo grito.
Ava: Está desculpado, mas fale logo.
Vladmir: Me desculpa pelo que eu falei aquele dia, eu juro que minha intenção não era insulta você.
Está bem, isso não era o que a jovem estava esperando, ela estava bastante surpresa, sua boca abria e fechava, mas nenhum som saia de sua boca. Mas vendo a situação que a garota estava, por dentro Vladmir deveria estar dando pulos de alegria por finalmente conseguir deixar a garota sem palavras, mesmo sua expressão não demonstrando isso.
Ava: Desculpa? Claro, eu te desculpo – Ainda estando surpresa.
Vladmir se aproximou mais um pouco, diminuindo mais ainda os centímetros entre eles, por ele ser mais alto que ela, ele teve que inclinar sua cabeça um pouco para conseguir olhar para ela, enquanto ela olhava para cima e sentia sua respiração em seu rosto, algo embrulhava em seu estomago, aqueles olhos e aquela boca, ambos queriam se beijar. Ele foi aproximando mais seu rosto do dela, seus lábios cada vez mais próximos e o desejo tomando conta de seus corpos, a vontade louca de estarem com seus corpos e lábios totalmente colados, de a colocar dentro de seu carro, retirar sua roupa e a f**** enquanto escuta seus gemidos, escutar ela com sua doce voz que precisava e o queria naquele momento.
Ava: Vladmir.
Vladmir: Diga.
Ava: Você está muito perto – disse ela com a respiração ofegante.
Vladmir: Eu sei e pretendo ficar muito mais perto – disse ele com seus lábios roçando aos dela – Mas não irei fazer, não sem você me dizer que quer – Deu pequenos passos para trás devagar, sem tirar os olhos dela.
A respiração de Ava estava ofegante, ela sabia que queria isso, ela queria dizer a palavra certa, mas... – Eu não quero.
Vladmir: Você ainda vai querer – disse ele, olhando uma última vez para a jovem, antes de ir até o seu carro, entrar nele, ligar o carro e ir embora, a deixando sozinha na estrada.
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Atualizado até capítulo 79
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