CONFUSO

— O percurso para casa era muito longo notei que ainda assim não me sentia cansado fisicamente. Quando enfim cheguei não encontrei ninguém em casa, nossa que estranho. Realmente gostaria de saber o que está acontecendo com minha família. Resolvi ir a casa de Austin ele também não estava, seus pais estavam ali resolvi entrar e perguntar por ele, ou talvez alguém tivesse saído no carro dele, bati e nada, bati mais uma vez e nada. Até que eles saíram na porta, mais não me deram a mínima atenção, a senhora Austin então falou.

— Vamos lá querido. Deve tá uma loucura no ginásio e nosso filho deve está precisando da gente.

— Senhora Austin o que houve com meu amigo a senhora pode me falar? Ela mais uma vez me ignorou. Logo entraram no carro e foram embora dali, que frustrante as pessoas pareciam não me conhecer mais. Todos que conhecia me ignoravam. Resolvi ir ao ginásio descobrir o que estava acontecendo.

Ao chegar ao ginásio do grande colégio "Gaspen", pude observar que havia ali uma multidão inteira, muitos alunos, professores, repórteres, e minha família estava toda ali, passei educadamente pela multidão e fui para junto deles, minha tia estava desolada. Minha querida tia, como doía a vê assim, me ajoelhei a seus pés e fiquei a olhando, tia o que está acontecendo? Me fala por favor.

Pude vê que a jovem do parque se encontrava ao lado de meu amigo Austin. Minha tia não me olhou não reagiu a meu toque nem minhas palavras, pude vê que havia ali um caixão, estavam velando um corpo, então era esse o grande motivo de tudo isso, mais quem? Levantei e fui até lá, mais uma vez fiquei ali olhando aquele rapaz ele era tão jovem e tão parecido comigo, quer saber me perdoe todos, preciso de respostas, meio sendo mal educado gritei a todos, oiiiiiiiiiiii alguém pode me explicar quem é esse rapaz? Ele é meu irmão? Me falem. Eu mereço saber. Nada, ninguém me respondeu, de repente tive uma ligeira impressão que ninguém me ouvia, como assim ninguém está me ouvindo. Sai esbarrando nas pessoas, falando com cada uma, ninguém parecia notar minha presença, como assim? Ninguém está me vendo? Mais uma vez minha querida professora Mia estava no palco montado ali e dirigia ao público algumas palavras.

— Senhores e senhoras presentes, primeiramente gostaria de mais uma vez consternar aqui minhas condolências a toda a família e aos amigos, colegas, professores e principalmente a tia de William, sabemos que esse momento é muito triste mais não poderíamos deixar de prestar uma última homenagem a esse jovem que foi tão importante para nossa escola.

— William. Como assim professora Mia? Eu sou o William, e estou bem aqui diante de vocês. Ela continuou a falar sem me ouvir.

— William morreu, mais permanecerá vivo e eternizando em cada lugar dessa escola, em cada tecla de nossos pianos, em cada balbuciar de vozes, em cada corda de nossos violinos 🎻, em cada letrinha de nossas partituras.

— Morreu, morreu, morreu, minha mente me enviava essa palavra insensantente, como assim. Sai dali correndo deixando para trás todos a quem amei a vida inteira, morreu, morreu, como assim eu não entendo. Vi que estava despeço em meus pensamentos, um carro que vinha rápido de mais quase bateu em mim, estava na rua em meio aos carros desesperado em meio ao trânsito 🚇, como assim os carros não batem em mim? O que está acontecendo comigo? Corri, corri muito para o mais distante possível de tudo. Até que parei em um lugar no meio do nada, nem sabia ao menos onde estava sentei ali mesmo ao chão na grama e fiquei tentando controlar meus pensamentos. De repente senti uma presença e automaticamente fiz reação de tentar me defender até que ela sentou ao meu lado, era uma mulher ela tinha cabelos loiros e era linda os olhos eram azuis da cor do céu, ela colocou a mão sobre meu ombro e falou.

— Meu Deus William, você me deu trabalho, quase não te acho.

— Quem é você?

— Sou sua amiga.

— Como assim nunca te vi antes.

— William você está se sentindo bem? Está com fome? Ou frio? Cansado? Como se sente? Pode me descrever.

— Estou bem, só confuso, as pessoas que amo me ignoraram o dia inteiro, estou me sentindo tão mal.

— Isso não é bom William. Nada bom.

— Não é mesmo. Minha cabeça dói de tanto pensar neles.

— É o William isso não é nada bom. Sua cabeça dói?

— Sim.

— Como assim dói? Isso era pra ser impossível.

— Quem é você então? O que quer comigo? Na verdade nem deveria estar me abrindo com uma estranha, sem falar que você está me deixando ainda mais confuso.

— Sou sua estrela 🌟guia William, eu vim te guiar para a luz, eu nunca serei uma estranha para você.

— Como assim? Não entendo.

— William, bem deixa vê como vou te contar. Você morreu querido.

— Como assim, estou aqui, bem vivo.

— Não está não. Você morreu querido, e você deveria ter ido para a luz, aqui não é seu lugar. Por isso fui designada para te levar para casa.

— Não estou entendendo a brincadeira, mas tudo bem. É nisso que dá conversar com estranhos.

— Não sou estranha William, sou sua estrela guia. Lembra do que aconteceu em seu dia, de cada detalhe, de tudo o que aconteceu, você viu seu corpo.

— Ela nessa hora colocou um dedo sobre minha mente e aí ouvi dois disparos, meio que um estrondo. Me vi caindo em uma poça de sangue. Depois me vi em meio aos carros sem que eles batessem em mim. Me vi em meio a multidão falando ao microfone e ninguém me ouvindo. Não superei mais e gritei. Alto, muito alto, como assim. Ela me olhava a tal estrela.

—Isso mesmo William, extravasa, sua dor de cabeça logo vai passar, nunca vi anjo ter dor de cabeça.

— Como assim eu morri?

— Você morreu William. Você levou dois tiros e infelizmente não resistiu. MORREUUUUU, bateu as botas. Infelizmente.

— E porque estou aqui? O que estou fazendo aqui? Então é isso a gente morre e fica louco no mundo?

— Não William, você deveria ter ido para a luz, não entendemos porque você permaneceu aqui. Mais eu estou contigo, até a gente descobrir o que houve você ficará comigo, sobre minha proteção. Olha pelo lado bom, você está com a melhor. Eu sou a garota mais legal do mundo, e você teve a sorte de me conhecer.

— E então sou o que? Uma alma penada agora? Que legal.

— Não William calma. Você agora é um anjo. Um anjo de luz. Você foi escolhido para tocar na orquestra do mestre dado a seus tantos talentos. Porém você permaneceu aqui. Precisamos descobrir porque, o criador tem controle de todas as coisas e ele sabe que para todas elas há um propósito, se você permaneceu na terra é porque á um propósito. E teremos que descobrir qual é, só assim podemos ir embora. Mas até lá prometo que vai amar está ao lado da anjinha aqui.

— Legal, nossa que interessante.

— William você deveria me agradecer, mas tudo bem. Esse é só nosso começo.

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