capítulo 8

Eu tive uma tarde incrível ao lado do William, foi maravilhoso estar em seus braços, vamos nos ver hoje a noite, mas agora eu preciso falar com os meus pais, e ficar cara a cara com a Ana, ela ainda não ouviu tudo que tem para ouvir.

Eu decidi vir acompanhada do meu advogado, Ryan vai me acompanhar em muitos lugares, inclusive na empresa.

- meu amor, quanta saudades de você! - eu senti falta desse abraço aconchegante da minha mãe, senti tanta falta deles.

- você está mesmo bem? - ela segurou meu rosto entre suas mãos, enquanto eu chorava e sorria ao mesmo tempo.

- sim, eu estou bem - a abracei novamente e depois foi a vez de me aconchegar nos braços do meu pai.

Renata e Jacob, esses são os meus pais, as melhores pessoas que já conheci em toda minha vida!

- vem, senta aqui e nos conta tudo que está acontecendo.

Foi uma longa conversa, eu já havia falado por alto tudo que aconteceu, mas não com detalhes.

Também contei sobre a gravidez e a perda do bebê e no quanto eu sofri e ainda sofro com isso.

Eu queria aquela criança mais que tudo nesse mundo, não para fazer a vontade do Levy, mas porque sempre foi o meu grande sonho ser mãe.

- mas, o mais importante nisso tudo, é que eu conseguir me livrar desse casamento que só iria me trazer ainda mais dor e sofrimento - eu não contei sobre o William, quero manter o que temos em segredo, pelo menos por enquanto, quero pegá-los de surpresa quando for a hora certa.

- ainda não acredito que a Ana teve coragem de fazer isso com você - meu pai está furioso! E ele não faz nem um pingo de questão em esconder isso - quando ela teve aqui, fingimos que não sabíamos de nada como você pediu, mas já chega! Ela vai ter o que merece.

- não quero que vocês...

- o seu pai tem razão, ela vai levar a surra que deveríamos ter dado nela quando era criança, sempre mimada e caprichosa! - minha mãe levantou do sofá e negou com a cabeça - sempre criamos vocês duas de maneira igual, correta, por que ela é desse jeito? Por que fez isso com você? Estiveram juntas desde sempre.

- eu e o Levy nos apaixonamos, mãe - ela acabou de chegar, com o olhar superior, nariz empinado e com o ar de vitória no rosto - ele estava cansado da rotina chata do casamento, e eu, vou dar a ele o seu primeiro herdeiro - ela tocou em sua barriga - coisa que você mão conseguiu fazer.

- será mesmo? Ele disse a mim que tem dúvidas sobre a paternidade dessa criança - levantei do sofá e dei um passo em sua direção - você sabe o que aconteceu hoje a tarde? Ops! acho que não! - fui sarcástica - eu voltei para a minha casa, acompanhada de um advogado, é claro, ele assinou o divórcio e me deu tudo o que eu tinha direito, sabe que eu nunca fui ambiciosa, mas não deixaria tudo que era meu nas suas mãos.

- como assim? - ela arregalou os olhos e me olhou preocupada.

- bom, claro que eu fiquei com minha editora, com a metade do dinheiro dele, algumas propriedades, a minha casa e claro, algumas ações da empresa, então, acho que não sair em desvantagem - coloquei as mãos na cintura - e sabe o que mais aconteceu, Ana? - dei algumas voltas sobre ela - ele implorou para que eu não o deixasse, disse que odiava você e jamais casaria com o tipo de ser humano que você é, e ele também assinou o divórcio enquanto se desmanchava em lágrimas e disse que iria fazer de tudo para me reconquistar - voltei a ficar em sua frente - mas quer saber? pode ficar com o resto que sobrou dele, não é muita coisa e não sei se vai suprir as suas necessidades, mas eu já não o quero mais, e por favor, pede para ele parar de me ligar, e esquecer de mim - peguei minha bolsa em cima do sofá - pode ficar com ele, e também com isso daqui - dei um tapa em seu rosto a fazendo cair sentada no sofá, depois em cuspi em cima dela e apontei meu dedo na direção do seu rosto - você é uma vagabunda, e eu quero que fique longe de mim, ouviu bem? Se você achou que iria destruir o meu casamento e ainda por cima ficaria com tudo que era meu, você estava enganada, pode até ter conseguido ficar com o Levy, afinal de contas, vocês dois se merecem e me fizeram ver que eu precisava de algo melhor, pode ter certeza que você nunca, ouviu bem? Nunca vai conseguir ser feliz com ele ou com quem quer que seja.

- você não tem o direito de falar assim comigo! - ela levantou do sofá furiosa - eu não obriguei o Levy a nada! Nos apaixonamos e simplesmente aconteceu! Eu não queria magoar você, não queria que você sofresse, eu sou sua irmã e te amo! - eu acho que nunca estive a frente de uma pessoa com o carácter tão duvidoso quanto o dela antes - eu sei que erramos, mas estamos arrependidos.

- não seja sonsa! De uma hora para outra bateu esse arrependimento porque? Hein!? Acha mesmo que vou cair nesse papo? agora que ele já não tem tantas coisas que te interessam, vai querer se fazer de irmã arrependida? Ah, faça-me o favor!

- mãe, eu juro que estou arrependida! Foi algo que aconteceu de repente! não planejamos isso e eu...

- cala a boca! - minha mãe partiu para cima dela como nunca fez antes, eu nunca a vi dessa maneira.

Ela deu vários tapas em seu rosto, partiu para cima da Ana a fazendo cair no sofá, eu fiquei observando a cena junto ao meu pai, que tinha um ar de satisfação no rosto.

- você é uma desgraçada! Como pode fazer isso com a sua irmã? sangue do seu sangue? que cresceu junto com você dentro da minha barriga, que nasceram juntas e deveriam se amar incondicionalmente? que tipo de monstro eu criei, Ana? Sempre demos amor, carinho, atenção! E tudo isso de maneira igual!

- sabe por que eu fiz isso? - ela levantou do sofá com o rosto vermelho e os cabelos desgrenhados - por que eu tenho vergonha de ser pobre! sempre tive nojo dessa vidinha medíocre que vocês me deram! Eu quero e mereço mais! Nunca quis ser a filha de dois cozinheiros que estão achando que conquistaram tudo ao abrirem um restaurante mixuruca igual ao de vocês!

- Ana...

- Ana, o que? Não era isso que vocês queriam escutar? Então pronto! Está aí o que vocês queria ouvir, agora eu estou alma lavada, e se querem saber, eu vou fazer tudo que estiver ao meu alcance para sair desse lugar, e não pensem que vou me matar de estudar e trabalhar para isso acontecer, é por isso que esse bebê está aqui, para me tirar do buraco que eu estou desde o dia em que nasci.

- não tem justificativa para o que você fez - meu pai negou com a cabeça - não te considero mais a minha filha, você está morta para mim - ele ficou em silêncio alguns minutos antes de terminar a sua fala - quero que arrume as suas coisas e saia dessa casa ainda hoje.

- mas pai....

- eu não sou seu pai, se tem vergonha de nós, se nos despreza, então não tem porque continuar aqui - ele se aproximou dela que deu alguns passos para trás - você é uma infeliz ingrata! sempre nos deu trabalho, nunca foi exemplar como a sua irmã, e saiba que todo o nojo que sente por nós, eu também sinto por você.

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Comments

Magnólia

Magnólia

Parágrafo forte autora! Sentir aqui todo esse sentimento de desgosto do Jacob

2025-03-23

0

Lucianna

Lucianna

Toma vadia

2025-03-23

0

rafamendes

rafamendes

eita gostei

2025-03-15

0

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