Capítulo 19

Nos calabouços da base, Dayana chegava sorrateiramente sem que ninguém notasse sua presença. Logo chegou às celas onde os soldados de Arista se encontravam e, com altivez, parou diante destas e falou.

— Bom dia, cavalheiros... vejo que meus novos amigos estiveram se divertindo um pouco sem mim...

Os soldados pareciam um tanto maltratados, já que tanto o conde quanto o ministro, para extrair a informação sobre o antídoto do veneno que haviam administrado em Dayana, os torturaram por horas. Um dos "Bandidos", ao ver a jovem completamente recuperada, disse.

— Deveria nos agradecer, pelo visto sobreviveu graças à nossa ajuda...

— Por favor, cavalheiros, não finjamos que a ajuda de vocês foi desinteressada. Pelo que vejo, não foi fácil obter o antídoto e também não pensem que estão falando com uma novata. Agora, vamos falar de algo mais interessante, quais são os planos de vocês? O que vem a seguir?

Os bandidos olharam para Dayana sem entender bem as palavras da senhorita e esta acrescentou.

— Vamos, rapazes, podemos fazer isso da maneira fácil ou da maneira difícil, mas confesso que quando me ponho dura costumo não saber me controlar.

— Não sabemos do que está falando, estamos aqui contra nossa vontade...

— Sério? Que cruéis somos, não é mesmo? — Dayana se aproximou mais da grade e acrescentou — Por que não me contam por que um grupo de soldados de Arista se deixou prender sem oferecer resistência... — O homem à frente, olhando para a mulher e esta, com um sorriso, acrescentou — ao contrário dos meus novos amigos, eu sei de tudo. A questão aqui é, como vocês querem fazer isto, cavalheiros, da maneira fácil ou da maneira difícil? Na verdade, faz muito tempo que não faço isso e já estou até me animando.

Os demais soldados se levantaram do chão e Dayana sorriu, para então pegar um grampo de seu cabelo e dizer.

— Pela maneira difícil então... — Sem mais, aproximou-se da grade e, pegando o cadeado, o abriu. Logo os soldados que se encontravam nessa cela saíram e, ao ser rodeada por cinco homens, a garota sorriu. — Muito bem... O interrogatório começou.

No escritório do ministro, um soldado dava o relatório do que havia conseguido investigar ao ministro. Ao ver que a informação que o soldado lhe dava era pouca ou nenhuma, o ministro, frustrado, enviou o soldado novamente em busca de respostas.

Cristian, assim como Víctor, ao ver o quão ansioso Stefan estava tentaram acalmá-lo, mas logo um soldado bateu as portas do seu escritório, e entrando um tanto agitado, falou.

— Senhor, deve ir aos calabouços agora mesmo... a senhorita que vocês trouxeram se trancou com os prisioneiros e os gritos que saem de lá são... aterrorizantes.

Tanto Víctor quanto os irmãos Ferreira olharam surpresos para o soldado e, ao ver que o que dizia era verdade, Stefan se levantou de sua cadeira e disse.

— Acho que é hora de enviar de volta a senhorita Lauren.

Sem mais, dirigiram-se aos calabouços e, enquanto estavam chegando, os gritos desesperados de socorro começaram a ser ouvidos. Os irmãos e o jovem duque, ao ouvir isso, começaram a correr em direção às celas, mas ao chegar encontraram a porta que conectava ao corredor das celas bloqueada. Os três começaram a procurar uma maneira de abrir as portas até que de repente esta se abriu, para depois deixar ver uma Dayana completamente sorridente.

— Olá, cavalheiro, vejo que os rapazes chamaram sua atenção com tantos gritos...

Víctor — Senhorita Lauren, o que estava fazendo lá?

— Buscando respostas... O quê? Não me digam que vocês ainda não o fazem?

Stefan — É suficiente, não sei com que intenção veio aqui, mas vou ter que pedir que se prepare para sua viagem, amanhã pela manhã a enviarei de volta.

Dayana franziu o rosto e, cruzando os braços, disse.

— Muito bem, se é isso que quer, eu irei, só devo dizer que os soldados de Arista estão a caminho, acho que precisa de todos os seus homens aqui, mas como desejar...

Cristian — Espere, o que está tentando nos dizer?

— O que ouviram, em breve atacarão este lugar, os homens ali — disse Dayana apontando para suas costas — são soldados de Arista que se passaram por bandidos para atacar os soldados da guarda imperial. Tinham como objetivo matar o ministro da guerra, mas ao ver que seus planos falharam tiveram que elaborar outro em cima da hora. Não muito longe daqui há um exército esperando que caia a noite para atacar a base...

Víctor — Espere, como sabe de tudo isso...?

— Por que acha que gritavam tanto? Perguntei gentilmente e acabaram de confessar eles mesmos, se não podiam matá-los, sua ideia era envenenar a maioria para poder acabar com todos vocês de uma só vez. A verdade é que gosto de como pensam, seu plano não é tão mau, só falta uma boa execução...

Stefan, Cristian e Víctor ao ouvir as palavras da garota, a olharam com o rosto franzido e o primeiro a caminhar em direção aos calabouços para corroborar tudo o que senhorita Lauren dizia foi o ministro. Dayana, ao ver a desconfiança que este lhe tinha, suspirou e começou a caminhar em direção ao quarto, mas de repente uma mão grande segurou seu antebraço e falou.

Cristian — Estou certo de que há algo que não está nos dizendo. Tenho a sensação de que sabia do ataque antes de vir para cá...

Dayana, que não esperava essas palavras do conde, soltou-se suavemente de seu agarre e, um tanto nervosa, disse

— Impossível, como saberia algo assim? — Víctor também notou seu nervosismo e Dayana acrescentou — Como acabei de contar, esses homens acabaram de confessar tudo a mim...

Víctor — Também não acredito em você, senhorita Lauren. O que diz é muito suspeito. O que está escondendo?

Dayana olhou para ambos surpresa por sua dedução e, sem saber como se defender, respondeu.

— Não acreditariam se lhes dissesse.

Cristian — Prove-me, ao contrário do meu irmão, estou disposto a ouvi-la.

Dayana olhou para o conde e, com alguma dúvida, disse.

— Muito bem, contarei tudo, mas uma vez que termine, não me olhem como se estivessem loucos porque acreditem, eu não estou. — Tanto o conde quanto o Jovem duque, assentiram levemente e Dayana acrescentou. — posso ver o futuro... tenho visões que me mostram fragmentos de eventos que, se não mudarem seu curso, coisas muito ruins vão acontecer...

Cristian olhou para Víctor e este de volta, não entendiam por que senhorita Dayana estava tentando mentir para eles, mas logo a voz de Stefan se ouviu atrás dela e perguntou.

— O que acaba de dizer?...

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