Melissa
Desde o dia em que o Higor voltou e me deu aquela surra eu estou no quartinho que fica no galpão, eu tenho sentido muita dor depois daquele dia acho que quebrei alguma coisa, mas não tenho como saber eu só consigo ficar deitada encolhida as vezes ele vem aqui fica me observando e logo vai embora, esses dias ele disse que eu deveria ser igual a Nalu que é uma ótima prostituta tem até cliente fixo.
Higor — Se você fosse igual ela já teria feito sexo comigo e seus problemas estariam resolvidos eu sei ser agradecido a quem me satisfaz.
Ele disse isso e saiu eu não sei o que se passa na cabeça dele.
Todos os dias eles trazem o comprimido pra que eu tome, mas eu faço como aprendi e apenas finjo tomar e até finjo que estou drogada pra que eles não percebam.
Hoje o dia começou como sempre eu não sei exatamente que dia da semana é ou do mês porque já perdi a noção do tempo parece que estou aqui há anos só sei diferenciar o dia da noite porque de dia me trazem o comprimido e a noite eu ouço eles falaram que é hora de levar as garotas para trabalhar, aqui onde estou tem algumas garotas que ficam em outros quartinhos, na verdade, esse lugar parece uma prisão cheia de celas, hoje a Nalu passou aqui rapidinho escondido me deu um beijo e saiu
Eu fiquei o dia todo encolhida no canto porque estou com muita dor escutei quando as meninas saíram e continuei deitada eu só cochilei um pouco já que não conseguia dormir eu estava tremendo de frio a ponto de sentir arrepios acho que deve ser febre por causa dos machucados mal curados.
De repente ouço um barulho muito alto parecia tiro, mas eu estava tão cansada que não consegui me mexer, foi quando o Higor chegou.
Higor — Anda Melissa levanta não tá ouvindo é tiro estão invadindo o galpão.
Ele entrou desesperado no quartinho gritando comigo pra eu levantar, mas eu não conseguia, então ele me puxou me arrastando pelos corredores.
Hugo — Higor o que você está fazendo vamos embora temos que fugir.
Higor — Eu não vou sem ela.
Hugo — Você tá louco ela não consegue andar não dá pra atirar nesses merdas e carregar ela eu não quero ser preso nem morto ainda mais por causa de uma vagabunda.
Higor — Pode ir eu não saiu daqui sem ela.
Ele vendo que eu não aguento andar me pega no colo, mas logo desisti ele está praticamente cercado ele não vai conseguir sair comigo, então ele faz algo inesperado.
Higor — Se você não vai ser minha também não vai ser de mais ninguém.
Ele se vira pra mim e atira três vezes estava escuro um dos tiros pega em mim, ele se vira e foge, logo ouço uma voz grossa falar que vai ficar tudo bem eu vou te tirar daqui, então eu digo com certa dificuldade o que está em minha cabeça.
Moço — Me deixa aqui vai por favor procura a minha amiga o nome dela é Nalu acho que ela tá aqui dentro em algum lugar.
Depois de dizer isso eu apago.
Nalu narrando
O meu dia começou normal, como sempre passei o dia arrumando tudo eu tenho estado mais animada Fellipo me disse que logo conseguiremos fugir.
Quando deu o horário de ir pra boate eu fui escondido até o quartinho da Melissa pra ver como ela estava e fiquei bastante preocupada ao ver ela queimando de febre, mas eu não podia fazer nada. Chegando na boate eu avisei pro Hugo que estaria no quarto de sempre com o meu cliente e ele apenas consentiu.
Eu já cheguei no quarto dizendo para o Fellipo que nós temos que adiantar a nossa fuga porque eu tenho medo que a Melissa não resista.
Do nada começou uma gritaria lá fora.
Fellipo — Que barulho é esse?
— Parece tiro.
Fellipo — Fique aqui eu vou ver.
Ele saiu e eu fiquei esperando.
Fellipo — É tiro temos que sair daqui vamos é a nossa chance de fugir.
— Então vamos.
Nós saímos juntos e estava assustador uma verdadeira zona de guerra tiro pra todo lado, Fellipo gritou para que eu me abaixasse e foi me puxando até a saída, mas quando chegou eu disse que não queria ir sem a Melissa.
— Eu não vou.
Fellipo — Vai sim.
— A Melissa Fellipo tenho que buscar ela
Fellipo— Eu vou te deixar em segurança e volto pra buscar ela.
Eu não concordei e tentei voltar, então ele me pegou no colo me levou a força, mesmo eu me debatendo e me jogou dentro do carro trancou as portas entrou no motorista e arrancou com o carro e ele só parou quando chegou na casa dele, eu fui chorando o caminho todo me sentindo culpada por deixar a Melissa pra trás.
— Eu preciso voltar ela precisa de mim.
Fellipo— Eu sinto muito Nalu, mas eu precisava te tirar de lá.
Diogo narrando
Depois que o delegado deu as instruções eles atiraram no portão e entraram foi uma correria e uma gritaria eu comecei a ficar impaciente por que toda hora vinha um policial tirando uma garota diferente e nada da minha menina sair.
O policial que estava comigo tinha um radinho e através dele nós escutávamos tudo o que estava acontecendo lá dentro foi quando eu escutei.
Delegado — Droga acho que deaquele desgraçado atirou em uma garota.
Nessa hora eu soube que era ela, então eu saí do carro em disparada em direção aquele galpão tive que me abaixar e pular alguns corpos fui empurrando todas as portas de quartos todos vazios dando de cara com o delegado que se assustou e apontou a arma pra mim eu levantei às mãos e fiz sinal e andei até a porta do quartinho que estava a sua frente olhei pra dentro e vi uma garota que eu tinha certeza ser ela mesmo não dando pra ver direito por causa do escuro eu fui até ela a peguei no colo.
Então eu falei.
— Vai ficar tudo bem eu vou te tirar daqui.
Ela disse com muita dificuldade algo que eu não esperava.
Melissa — Moço me deixa aqui vai por favor procura a minha amiga o nome dela é Nalu acho que ela tá aqui com dentro em algum lugar.
Dito isso ela apagou e nesse momento ela me impressionou, correndo o risco de morrer de hemorragia
ela me pediu que a deixasse e salvasse sua amiga, agora sim eu tenho certeza ela é um anjo o meu anjo.
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Atualizado até capítulo 56
Comments
Vanessa Kolansky
😢😢😢😢😢😢
2024-10-31
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