Nalu
Já faz horas desde que Fellipo me tirou a força da boate, eu queria voltar lá, mas tenho medo de que o Hugo ou o Higor me encontre e me leve de volta.
Por muito custo convenci o Fellipo a ir até perto da boate colher alguma informação.
Fellipo — Eu fui até lá e descobri que a meninas foram levadas para hospitais diferentes eu conversei com um colega meu policial e ele disse que tem uma moça que foi resgatada do galpão e foi levada para o hospital central ela estava baleada e uma das meninas disseram que era a Melissa, mas ele não tem certeza de qual é o nome da moça, quanto a você, você foi dada como desaparecida.
— Baleada? Eu quero ir ao hospital em que ela está eu preciso vê-la por favor.
Fellipo — Eu não posso deixar você ir lá e se eles estiverem por perto podem pegar você.
— Você não pode me prender aqui eu tenho que ver ela, saber se está bem, eu vou escondido ninguém vai me ver.
Fellipo — Tá bom, mas eu vou com você e qualquer movimentação suspeita eu te tiro de lá.
— Ok
Enquanto isso...
Melissa narrando
Eu abri os olhos e vi ele, aquele homem lindo que não saiu dos meus sonhos todo esse tempo, eu fiquei com medo de estar sonhando de novo.
— Você? Eu estou sonhando de novo não estou? Você só aparece nos meus sonhos. Eu não quero acordar.
Diogo —Você não está sonhando eu estou aqui você quer alguma coisa?
Ao dizer isso ele chegou mais perto bem rápido e eu me assustei e por instinto me encolhi.
Diogo — Desculpe eu te assustei.
— Eu quero água por favor.
Nesse momento eu tentei me levantar e senti muita dor.
— Aiiiii
Diogo — Não se mexa você quebrou duas costelas e acabou de passar por uma cirurgia por causa do tiro que você levou no abdômen. Eu vou pegar água pra você.
— Muito obrigada.
Diogo — Meu nome é Diogo você se lembra de mim?
— Eu lembro você é o rapaz que eu pedi ajuda duas vezes a primeira foi quando eu fui sequestrada a segunda foi quando tomei o tiro, nem que eu quisesse eu conseguiria esquecer de você.
Diogo — Eu quero te pedir perdão por ter demorado tanto tempo pra te encontrar, eu procurei você dia e noite, eu revirei o Rio de janeiro atrás de você e eu estou feliz porque finalmente eu estou com você aqui sã e salva.
— Você não nos encontraria no Rio fomos levadas de lá no primeiro dia só não sei pra onde. Desde o dia em que fui sequestrada, eu soube que você viria me salvar eu não sei como, mas eu sonhava com esse momento. Você conseguiu encontrar a Nalu também?
Diogo — Nós estamos em São Paulo foi aqui que te encontrei, olha eu vou ser sincero com você a sua amiga está desaparecida tudo indica que ela fugiu no meio da confusão, mas não temos certeza.
— Ela estava na boate talvez ela esteja lá.
Diogo — A boate também foi invadida ao mesmo tempo que o galpão a boa notícia é que ela não está entre os mortos nem dos feridos.
— Houve muito mortos?
Diogo — Infelizmente sim quatro pessoas morreram e várias ficaram feridas, mas não pense nisso agora apenas descanse daqui a pouco o delegado deve vir colher seu depoimento agora que você acordou.
— Delegado eu não quero falar com a polícia.
Diogo — Ele está do nosso lado foi ele que me ajudou desde o princípio.
— Eu entendo, mas tenho medo.
Diogo — Olha talvez isso soe estranho, mas eu vou cuidar de você agora e nada mais de ruim vai acontecer com você eu prometo.
Eu segui o conselho do Diogo e tentei descansar não sei porque, mas pela primeira vez em muito tempo eu me sinto segura.
Um tempo depois o tal delegado chegou me fazendo perguntas.
Delegado — Olá, senhorita eu tenho algumas perguntas até fazer.
— Sim senhor pode perguntar o que quiser.
Delegado — Qual se nome completo?
— Meu nome é Melissa Torres.
Delegado — E sua família?
— Eu não tenho família, eu tinha minha Vózinha, mas ele foi morta no dia do sequestro.
Ao lembrar da minha vózinha eu comecei a hiperventilar, chorar e soluçar foi quando Diogo se aproximou eu me assustei de início, mas ele me acalmou me ajudando a respirar.
Diogo —Acho melhor o senhor volta outra ora delegado ela não está bem.
— Diogo eu entendo que você esteja preocupado comigo, mas eu preciso continuar e virar essa página da minha vida.
Delegado — Tudo bem então vamos mudar de assunto. Qual era a sua relação com o criminoso?
— Eu não tinha nenhum tipo de relacionamento com ele, ele cismou que eu era mulher dele só isso.
Delegado — Pra ele dizer que você é mulher dele algum tipo de relação vocês tiveram mesmo que não tenha sido com seu consentimento eu estou aqui pra te ajudar preciso que seja sincera comigo não vou te julgar.
Diogo — Delegado você está sendo muito invasivo com essas perguntas nós queremos ajudar ela e não constrange-la.
— Você quer a verdade eu vou dizer a verdade ele desde que ele me viu a primeira vez ele nutriu uma espécie de obsessão por mim, nós nunca tivemos nada ele achava divertido me espancar, mas eu nunca deixei que ele me tocasse.
Delegado — Diogo eu entendo o que minhas perguntas podem parecer, mas eu estou apenas fazendo meu trabalho eu preciso entender o que de fato aconteceu afinal de contas nós não sabemos nada sobre ela.
— Ele era um doente pra vocês terem noção foi ele quem atirou em mim graças a Deus estava escuro por isso estou viva.
Delegado — Essa séria minha próxima pergunta quem teria atirado em você já que sabemos que não foi nenhum dos nossos, e a propósito você teve sorte mas não foi por causa do escuro o tiro foi certeiro.
— Foi graças a Deus delegado ele atirou três vezes se os outros tiros tivessem pegado em mim eu certamente estaria morta. Por falar em morto me diga que ele está preso ou morto por favor.
Delegado — Esse é um assunto delicado.
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Atualizado até capítulo 56
Comments
Silvia Moraes
Coitada da Melissa!!
2024-03-28
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