CAPÍTULO 6

Senti ciúmes quando ele falou sobre todas as bocas. Que nojo que eu senti quando ele falou, deu vontade de esganar o pescoço dele. Mas seria ridículo se eu fizesse isso. Na verdade eu ria, pra mim não demonstrar a minha fraqueza, mas por dentro eu pulava de ódio. Também quem mandou casar com o homem mais lindo do mundo, agora eu sabia que ele era só meu.

E que nenhuma sirigaita ia tocar um dedo nele, que eu ia quebrar os dedos das oferecidas. Riso. Nos primeiros meses de casamento fazíamos amor duas vezes por dia. O que deixava ele mais surpreso era a forma como eu agia intimamente. Aquele jeitinho tímido que eu tinha era apenas um disfarce. A única pessoa que me conhecia bem era eu mesma.

A maioria dos homens subestimam as mulheres pelas aparências, e comportamento. Sabe aquele ditado que diz, nunca compre um livro pela capa! E sim leia a sinopse da história. E isso deixava ele confuso porque entre quatro paredes eu tinha total controle, que aliás eu odiava perder o controle.

Mas como a natureza humana é mais forte do que nós mesmos podemos imaginar. Pelo fato de eu me resguardar de não ser aquele tipo de mulher que adora ser o centro das atenções, era porque eu sabia quem eu era. E até onde eu ia no quesito prazer. As mulheres de hoje em dia perdem muito tempo querendo agradar os homens fazendo propaganda enganosa querendo mostrar algo que elas não são.

Depois o feitiço vira contra o feiticeiro, porque o homem compra a ideia que elas fazem questão de gritar aos quatro ventos. E na hora da intimidade nem sabem como fazer para agradar o homem que elas desejam ardentemente. Eu nunca tinha pensado nisso, mas pelo que Mateus falou que pelo fato de eu ser uma mulher ocidental não era diferente de uma mulher oriental.

— Como assim eu sou

uma mulher oriental? Perguntei espantada pra ele.

— Como você sabe, em Dubai as verdadeiras joias ficam na vitrine, porque lá o ladrão não se atreve a assaltar, se não morre. Já as mulheres não costumam expor seus corpos, mas isso não quer dizer que os homens não deixam de desejar, pelo contrário eles ficam fascinados querendo saber o que elas escondem por trás de toda roupa que elas usam para esconder o rosto deixando somente a boca, e os olhos expostos.

E não era a maneira de eu me vestir que fazia alguma diferença. E sim o meu comportamento que fez Mateus se encantar por mim. E ele prezava muito a minha discrição. Por isso que ele achou que eu era especial para ele. Embora muitas vezes eu tenha duvidado do amor que ele sentia por mim.

Mas aos poucos a minha insegurança foi dando lugar ao amadurecimento, e fui aprendendo a ter mais confiança em mim mesma. A partir do momento que comecei a me amar mais, a me admirar também, eu descobri que eu era capaz de fazer qualquer homem feliz. E de fato eu estava. Pra dizer a verdade eu nunca conseguia confiar em ninguém a respeito de falar sobre a minha vida íntima. E meus sonhos e desejos. Sempre preservei assuntos que só dizem respeito a mim mesma. Eu não era daquelas mulheres que gostam de propagar o que fazem ou deixam de fazer na cama. A maioria das mulheres adoram contar vantagem pra provocar inveja nas outras.

Não sei porque algumas que eu conheço adoram ser o centro das atenções tentando mostrar porque veio ao mundo. Na minha opinião eu acho que tudo é carência, e insegurança. Porque vejamos. Se toda mulher for bem resolvida ela não precisa ficar provando todos os dias do que é capaz.

Mas como eu estava dizendo, nos primeiros meses de casamento éramos um casal feliz que costumávamos sair todas as noites em jantares, e íamos dançar como dois jovens apaixonados pela vida, e pela aventura. Tínhamos algo em comum que era a fome de viver intensamente. O problema que tanto eu como Mateus estávamos ficando viciados em sexo. Sim porque ele despertou uma mulher devassa que nem eu mesma sabia que existia dentro de mim. E sabe aquele ditado que depois de provar o doce do mel fica difícil largar. Éramos famintos de amor.

A química que havia entre nós era tão poderosa que ficava difícil resistir à atração que ambos sentimos um pelo outro. E quando a vontade apertava, precisávamos desesperadamente ir em lugares adequados para fazermos amor. Ou seja, se estivéssemos em viagem tínhamos que ir às pressas para ir ao um motel mais próximo. Nossas fantasias ultrapassam todos os limites.

A química entre nós era tão poderosa que eu sentia quando ele me olhava toda vez que eu fazia algum serviço doméstico. Afinal de contas eu era dona de casa e cuidava da casa que era enorme com quatro quartos, três eram de hóspedes e o nosso de casal enorme. Havia um jardim em frente a nossa casa. Eu vivia num paraíso pela beleza da casa bem arquitetada por um arquiteto de confiança que ele contratou.

Mateus sempre falava que não queria que eu fizesse os serviços domésticos. Queria contratar uma empregada doméstica. Era eu que não queria. Não sei porque, mas eu não queria que nenhum estranho tocasse nas minhas coisas.

Bobagem minha é claro. Dava trabalho para lavar a roupa, limpar a casa, cuidar do jardim e de mais dois cachorros, e dois gatos que nós tínhamos. Mas era gostoso fazer, e eu queria ficar sempre a sós com meu marido. Porque o fogo que tínhamos era bem melhor estarmos só nós dois.

Assim não precisava esperar a noite ou se fosse o caso teria que esperar a empregada ir embora. Tudo valia a pena eu estar só com ele. Mas como eu estava dizendo eu adorava andar dentro de casa de bermudas ou saia, e sentia ele me comendo com os olhos quando me via de joelhos limpando o piso da casa.

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Leda

Leda

Não existe diálogo?

2024-03-10

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