O meu coração está prestes a parar, não sabia o que dizer. Ele caminhou na minha direção e ficou na minha frente.
HUGO. O que está fazendo aqui?
"Estava indo até o seu quarto, ouvi um barulho e parei para te esperar."
HUGO. Como sabia que era eu, Liz?
"O senhor é o único que sobe as escadas batendo os dedos no corrimão, é como se estivesse cantando uma música."
HUGO. Está tudo bem, o que queria no meu quarto?
"Ficar um pouco com o senhor e com a minha mãe, só isso. Mas esqueci, devem estar cansados... Boa noite pai..."
HUGO. Boa noite filha...
HELENA. Ouvi a voz da Liz no corredor, tudo bem?
HUGO. Não, a minha menina mentiu para mim... Ela ia bater no quarto do Enzo, quando me viu despistou e voltou para o dela.
HELENA. Será que estão de rolo? Ficaria feliz, o Enzo é um bom rapaz, mas escondido não! E muito menos desrespeitar a minha casa... Amanhã vou falar com a Liz, fica tranquilo.
Na manhã seguinte, acordei e o sol já estava brilhando num céu azul. Todos estavam na praia, escutava os gritos das crianças mesmo com o quarto fechado. Tomei banho e desci, a minha mãe estava na cozinha com o meu pai, os dois estavam abraçados se beijando e não perceberam a minha presença.
HUGO. Obrigado por me dar uma família tão linda... Saiba que te amo demais.
HELENA. Também te amo meu velhinho... É o grande amor da minha vida, sempre vou te amar!
HUGO. Vai apanhar por ter me chamado de velhinho, vou te castigar por isso...
HELENA. KK adoro os seus castigos...
Ele deu uma apertada no bumbum da minha mãe e virou-se para sair, estava parada na porta e com certeza com as bochechas rosadas.
HUGO. LIZ... Amor... Vou resolver um assunto no escritório e daqui a pouco... Com licença filha, bom dia!
Ele ficou perdido, dei muitas gargalhadas e a minha mãe também.
HELENA. Ele ficou todo sem jeito... Então dona Liz, está ficando com o Enzo?
Ela falou assim, do nada. A minha boca deixou todo o omelete cair novamente no prato. Ana estava chegando e perguntou se estava ruim. A minha mãe pediu para ela sair e nós deixar a sós.
"O que está falando mãe? Gosto muito dele, sabe disso, mas não estamos namorando... Quando acontecer vou te contar, ok?"
Saí da cozinha e voltei em seguida.
"Mãe, queria ir até a praia, mas não tenho biquíni."
HELENA. Pedi para a Laura ir comprar, estão no meu quarto.
Escolhi um preto e coloquei, a minha mãe me ajudou pois não tenho muito costume com isso. Descemos e resolvi ir até onde todos estavam. Enzo estava com Luca e João Henrique jogando vôlei. Marina estava próxima deles. Enzo quando me viu ficou parado com as mãos no quadril sacudindo a cabeça em desaprovação.
MARINA. Uau! Por isso estava sempre escondida, tem um corpão de mulher muito mais velha... Não parece ter só dezessete.
"Cala boca Marina, estão todos me olhando..."
LAURA. Que mulher linda... Olha só Davi, se fosse mais jovem poderia namorar a Liz.
O Enzo ficou roxo de raiva, não sabia o que dizer. O meu pai apareceu e logo todas as gracinhas pararam, ele não gostou nem um pouco do tamanho, mas não disse nada.
O fim de semana foi ótimo. Enzo me olhava, mandava beijinhos escondidos e sempre que podíamos trocamos uns amassos bem gostoso.
EMILY. O que isso Enzo, está todo arranhado, parece que passou debaixo de um arame!
As costas dele estava toda arranhada, imediatamente olhei para as minhas unhas, estavam enormes.
ENZO. Caí e me machuquei...
MATTEO. Talles, o seu filho é um caso perdido... Olha o estado que o garotão está! KKK
TALLES. Você ficou pior um dia, e era muito mais jovem.
Todos deram muitas gargalhadas, Enzo me olhava com tanto desejo que comecei a sentir arrepios no corpo, só me imaginava nos braços dele, e logo percebi que as minhas bochechas estavam coradas.
HELENA. Liz, por que está tão vermelha?
Enzo desviou imediatamente o seu olhar. Fiquei sem reação e apenas olhei para a minha mãe sem dizer nada. O meu tio continuou com a gozação em relação aos arranhões nas costas do Enzo.
MATTEO. O Enzo tá pegando geral KK...
EMILY. Fico imaginando para quem o Enzo puxou... A mãe ou ao pai?
TALLES. Ao pai... O infeliz não valia o chão que pisava KKK... Até encontrar a mãe do Enzo, ele andou pisando na bola com ela, ela simplesmente deu o troco. Ele ficou doente, uma semana sem comer, só emagreceu, ficou internado e ela apareceu lá com o atual KKK.
ENZO. Quem pai?
TALLES. O seus pais KKK... Você é babaca igual ele...
ENZO. Estranho, o senhor nunca fala dele, não sabia desse lado dele. E mãe, estava jogando futebol e machuquei na tela que tem em volta do campo é isso!
Ele ficou muito sério, a minha tia por sua vez começou a dar gargalhadas.
EMILY. Pede para a tela aparar as unhas... Não quero que o meu filho fique todo marcado por causa dessa vadia... Está ouvindo Enzo?
A minha língua teve comichãoes para responder a minha tia, mas não podia.
ENZO. Tá bom mãe... Pode deixar que vou pedir...
MATTEO. Então foi realmente uma garota KKK...
Eles não dão um minuto, queria dar gargalhadas da situação, mas não queria correr o risco de nada.
EMILY. O Enzo podia ser igual ao Luca, ninguém sabe de nada sobre a vida dele, super tranquilo, nada de meninas em casa... Muito menos sutiã no escritório!
Fiquei com o coração gelado quando minha tia falou isso. Ele percebeu que fiquei chateada e foi logo dizendo a minha tia.
ENZO. Isso é passado, não faço isso mais....
Marina observava a conversa e ficou toda sorridente ao ouvir falar do quanto o meu irmão é certinho. Eles se afastaram para jogar vôlei e a conversa continua.
HELENA. Luca é discreto e muito sério igual o Hugo, mas se reparar bem ele fala com os olhos. Ele está ficando com aquela garota KKK, tenho certeza.
HUGO. Ficando não, ele vai pedir ela em namoro, te garanto isso...
HELENA. Ele olha para ela com um sorriso tão sincero... Ele só é discreto, mas deve fazer atrocidades com essa garota KKK, era assim comigo e o Hugo.
HUGO. Amor... Tudo bem, todos já entenderam.
A minha mãe olhou séria para o meu pai e ele começou a sorrir. As horas foram passando muito rápido, eles entraram e nós ficamos na praia. Marina deitou-se do meu lado na espreguiçadeira e ficamos ali conversando.
MARINA. O Enzo é um pervertido, deveria pelo menos se cobrir...
"Deixa ele Marina, não vamos dar atenção para isso..."
Luca veio na nossa direção todo cheio de gracinhas, ele está com certeza apaixonado pela Marina. Ele estava com a bola na mão e jogou para ela.
LUCA. Pensa rápido!
Ela se assustou e acabou se machucando com a bola.
MARINA. Ai Luca... O meu dedo... Ai me ajuda...
O dedinho dela bateu na bola e acabou se machucando. Marina começou a chorar de dor. Luca ficou apavorado com a cena. Fui com ela para dentro pedir ajuda, enquanto Luca pegava nossas coisas.
ENZO. Não acredito que ela quebrou o dedo... Como assim?
HELENA. O que houve? Marina, por que está chorando...
Acho que ela quebrou o dedo... Temos que levar ela para o hospital!
LUCA. A culpa é minha, joguei a bola para ela... Acabou batendo dedinho e machucou.
HUGO. Tenha mais atenção Luca! Deixe-me ver Marina.
Ela soltou um grito horrível quando o meu pai tocou. O Luca ficou pálido e o melhor foi a Marina preocupada com ele.
MARINA. Não fica assim Luca, a culpa foi minha estava distraída... Mas já estou muito bem...
HUGO. Não está não, o seu dedo está quebrado.
O meu irmão passou as mãos pelo cabelo e levou até o rosto, em seguida foi até ela e a abraçou forte na frente de todos.
LUCA. Desculpa, não foi minha intenção te machucar... Queria muito estar no seu lugar!
Ela ficou vermelha e não conseguia falar nada, ele por sua vez beijou a sua cabeça e depois a sua mão. Marina estava quase morrendo e nem era pelo dedo.
LUCA. Pai... Vou colocar outra roupa, vou levar ela para o hospital.
E assim foi, a minha mãe ficou por perto enquanto eles se vestiam. Luca voltou tão bem arrumado e com um perfume que a Marina ama.
"Olha, coloca esse vestido para você ir..."
LUCA. Deixa que te ajudo...
Ele colocou o vestido nela por cima do biquíni, em seguida arrumou e prendeu os seus cabelos, os meninos observavam tudo em silêncio, e o meu pai já estava com as chaves do carro na mão esperando por eles.
LUCA. Vamos, já liguei para os seus pais e avisei que estamos indo.
MARINA. Não deveria ter feito isso...
LUCA. É menor de idade, embora o meu pai esteja nos acompanhando é necessário a presença dos teus pais.
Eles entraram no carro e foram. Marina sentou-se atrás e Luca ficou com o meu pai no banco da frente.
Chegando no hospital ela foi logo sendo atendida. Luca e o meu pai ficaram do lado de fora esperando notícias. Uma enfermeira se aproximou deles e mostrou um casal.
HUGO. Bom dia, sou Hugo e esse é o Luca, meu filho, são os pais da Marina?
A senhora com o nome de Lúcia acenou que sim, o seu esposo senhor Rafael, estava muito preocupado, e antes que o meu pai falasse foi logo perguntando.
RAFAEL. Mas o que houve para ela se machucar?
LUCA.Sou o culpado senhor, joguei a bola de vôlei para ela pegar... Não sei ao certo o que houve, mas ela não conseguiu, a bola bateu no seu dedo e acabou a machucando.
LÚCIA. Tudo bem, não foi intencional... Foi uma fatalidade, veremos e que vai acontecer.
LUCA. De qualquer maneira, peço mil desculpas pelo ocorrido.
Logo o médico que estava com ela saiu e foi perguntando quem eram os pais dela. Ele explicou que houve sim uma fratura, porém ocorreu mais de uma e a única solução é uma pequena cirurgia.
RAFAEL. Tem certeza que foi uma bola que causou isso? Podemos falar com ela?
Os pais entraram, e Marina explicou que a bola bateu na ponta do dedo, fazendo ele torcer para trás.
MARINA. Obrigada por terem se preocupado comigo!
A cirurgia seria rápida e deveria ser feita imediatamente.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Fatima Gonçalves
GENTE COMO PODE UMA BOLA PEGAR NUM DEDO E TER OUTROS ATINGIDOS
2024-12-14
0
Julia Santos
ha ha ha essa daí nasceu pra ser trouxa e usada nè
2024-11-18
0
marciamattos mattos
que lindo o Lucca todo preocupado e cuidando da Marina
2024-07-03
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