A minha cabeça está prestes a explodir, o meu rosto queima por causa do tapa que aquele babaca me deu, coloco gelo e muita maquiagem e vou preparar um bolo, olho na vidraça, e minha mãe e seus conselhos vem na minha memória, e sinto uma tremenda raiva de mim mesma, por me permitir está nesta situação, não consigo me conter e uma lágrima cai dos meus olhos, saio da minha concentração quando ouço o apito do forno, avisando que o bolo está pronto, o cheiro de nozes toma conta de toda casa, pego o bolo e decido levar para senhora Cecília, ao chegar vejo que ela está mexendo no jardim, ela me ver de longe, e abre um longo sorriso
Cecília- Flávia, minha linda, como você está?
Flávia- Eu estou bem senhora Cecília, e a senhora como está? eu te trouxe um bolo de nozes
Cecília- Que delícia vou passar um café e vamos comer juntas, me conta como você está, você parece que andou chorando de novo
Flávia- Não se preocupe, eu estou bem, só um pouco de dor de cabeça, mas me fale das roseira a senhora adubou?
Cecília- Sim, espero que em breve elas floresçam muito, venha vou colocar a mesa
De repente ouço um barulho, e sinto aquele perfume que faz meu coração errar a batida, e a senhora Cecília dá um sorriso sincero
Cecília- Otávio, meu filho, chegou na hora certa, venha vamos tomar um café, advinha... a Flavia fez seu bolo favorito, e olha que eu nunca comentei com ela, ela adivinhou
Ele se senta em silêncio e aprecia o bolo
Otávio- Meus parabéns Flávia, está do jeito que eu gosto, maravilhoso...
Cecília-Você não vai comer nada filha, experimente esse bolinho que eu fiz
A senhora Cecília me diz carinhosamente enquanto Otávio coloca chá na minha xícara
Dou um gole no chá, e meus olhos sem querer se cruzam com os dele que está sentado na minha frente, pego o bolinho e dou uma mordida engulo sem reação, Otávio me deixa tão nervosa que nem vi o que estava comendo, a realidade volta para minha mente quando a senhora Cecília desconfiada diz
Cecília- está bom o bolinho de camarão com queijo, minha filha?
Flávia- Oi, o que a senhora disse, e minha vias respiratórias já começam a se fechar, e meu corpo começa aparecer manchas vermelhas
Cecília- Minha filha, o que foi?
Otávio- Flavia, o que está acontecendo?
Não consigo responder, enquanto eles ficam muito assustados, Otávio tenta me levantar dizendo que vai me levar no hospital
Flávia- Otávio a bolsa...
Otávio- Fala Flávia, o que foi, o que você está tentando dizer
Flávia- o remédio na bolsa
Otávio- Mamãe pega a bolsa dela
Ele me olha assustado e eu sussurro, alergia...camarão
Otávio- Mamãe, mamãe procura um remédio aí vai, ela tem alergia a camarão
Cecília- Ai meu deus Otávio, eu quase a matei, aí meu filho e se ela morrer
Otávio- Para mamãe, fica calma ela não vai morrer, me dá o remédio
Ele coloca o remédio na minha boca e me pega nos seus braços me leva até o seu quarto e me coloca na sua cama, os meus sentidos está voltando a si quando sinto o seu cheiro, e ouço a voz suave da dona Cecília
Cecília- Não é melhor levarmos ela ao hospital
Flávia- Não, não precisa senhora Cecília, eu já estou ficando boa
o telefone dela toca e vejo ela saindo do quarto, e Otavio a acompanha com os olhos até ela passar pela porta na sequência ele segura minha mão e diz
Otávio- Assim você me mata de susto, por favor não faz mais isso
Flávia- Otávio, não diz isso por favor, estamos concentrados um no outro, quando a senhora Cecília arranha a garganta logo atrás dele com semblante de desconfiança, e eu me coloco de pé imediatamente, morta de vergonha
Cecília- Minha filha aonde você vai?
Flávia- Eu vou para casa, estou me sentindo melhor, então é hora de ir
Cecília- Otávio o Heitor ligou, a Claudia entrou em trabalho de parto, eles estão no hospital você me leva lá
Otávio- Claro mamãe
Flávia- Estou indo senhora Cecília...
Cecília- Mas minha filha você está bem mesmo, estou muito envergonhada com você, eu quase te matei
Flávia- Dou um leve sorriso, e a tranquilizo, não se preocupe com isso, como que a senhora ia saber das minhas condições de saúde, a culpa foi minha que não prestei atenção, eu já vou, que seu neto venha com saúde
Saio e vou para casa, graças a deus Santiago não está, durmo um pouco e algumas horas me levanto e vou correr, preciso esquecer Otávio, corro o mais rápido que posso até chegar onde o encontrei pela primeira vez, me sento ali e choro a angústia em toda minha alma, ouço um barulho e levanto os olhos e vejo aquelas pernas torneadas e cheias de pelos, imagino que estou tendo uma alucinação, mas minha alucinação fala
Otávio- Flavia...olha o que é destino está fazendo, nos encontramos novamente
Flávia- Otávio, você não devia estar no hospital com seu irmão
Otávio- Sim, mas o bebê já nasceu e está bem, mamãe está lá com eles é um lindo menino
Flávia- Que bom, fico feliz, sua mãe deve está em êxtase
Otávio- Sim, ela está maravilhada, e você não devia estar se recuperando?
Flávia- Eu já estou bem, dormi um pouco, agora me sinto melhor, e eu já vou, dou um passo para frente e ele segura meu braço, me contenho com a dor das pancadas de Santiago
Otávio- Espera não fuja de mim, o que foi, está sentido alguma coisa?
Ele diz desconfiado
Flávia- Não estou fugindo, só tenho que ir e eu estou bem, a quem eu estou tentando esganar, claro que estou fugindo, e claro que tudo em me dói, aquele maldito acaba comigo
Otávio- Mais Flávia você parece estar sentindo dor, ainda é efeito da alergia, ela te deixa dolorida?
Balanço a cabeça em negativa enquanto dou passos para ir embora, ele caminha rápido atrás de mim e segura o meu braço com mais força e eu não aguento e dou um gemido alto de dor, Otávio arregala os olhos e para na minha frente e tira a minha blusa de moletom para trás e vê os hematomas nos meus braços, me olha incrédulo e diz sem tirar os olhos dos meus braços
Otávio- Quem fez isso com você?
Abaixo a cabeça sem saber o que responder, ele segura o meu queixo, levanta a minha cabeça e diz me olhando fixamente
Otávio- Foi aquele cara?
Fala Flávia, aquele homem bate em você?
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Atualizado até capítulo 54
Comments
Jaqueline Silva
fala a verdade mulher .se liberta ...
2025-03-30
0
Anatalice Rodrigues
Jesus Cristo. /Slight/
2025-02-06
0