Preparando o café observo Santiago, dar goles rápidos na xícara, ele me olha de cima para baixo e diz com desprezo, enquanto eu corto um pedaço de pão
Santiago- Você vai comer esse pão?
Você não acha que já está gorda o suficiente para ficar se entupindo de massas, olha para você precisa fazer uma dieta
O meu apetite acaba na hora, sei que não estou gorda, mas minha autoestima vai ao chão
Santiago- Flávia, você devia correr mais de cinco quilômetros por dia para ver se emagrece, não gosto de mulher gorda
Ele se levanta e sai, me deixando sem rumo mais uma vez, coloco o tênis, é melhor eu correr mesmo, penso olhando meu reflexo no espelho, saio o mais rápido que posso, olho no relógio de pulso e vejo que já corri por quatro quilômetros, me entristeço começo a chorar de novo, tenho que correr para esquecer, ou pelo menos para que tudo isso se torne menos doloroso, quando me encontro perdida com os meus fantasmas, sento e me encosto em uma grande árvore e choro, e ali fico amargando meu sofrimento, quando ouço uma voz forte, levanto lentamente a cabeça, os pés usa um tênis confortável de corrida, as pernas é torneadas e cheias de pelos masculinos, ele é muito alto e forte, seus olhos verdes misturado com um castanho é cheio de dúvidas, seus cabelos castanho escuro levemente molhados de suor, confesso que senti uma mistura de medo com emoção, meu coração se acelerou, e o suor gelado escorreu por minha testa
Otávio-Tudo bem com você?
Ele diz me olhando curioso
Flávia- Eu estou bem, não se preocupe, não dou tempo para que ele pergunte muito, logo saio e volto para meu cárcere
Santiago- Flavia, você demorou onde você estava?
Com meus Olhos ainda cheios de lágrimas, olho para Santiago incrédula, é como se ele não tivesse noção do mal que ele me faz
Flávia- Eu fui correr os cinco quilômetros a mais que você disse que eu precisava
Santiago-Se arrume vamos sair
Flávia- Aonde vamos?
Santiago-Tenho um negócio importante, vou almoçar com cliente e você vem comigo
Flávia- Eu não vou com você
Santiago-O que você disse?
Ele arregala os olhos em minha direção, sem acreditar, ele fecha a mão em punho, e eu me encolho com medo
Imagens da internet
Flávia- Eu disse que eu não vou com você, eu tenho muitas coisas para fazer, falo insatisfeita, é quando ele segura meu cabelo, puxa minha cabeça para traz, tenta se conter, e olha nos hematomas em meu rosto e diz com desprezo
Santiago- É melhor que você não vá mesmo, olha essa sua cara horrível, nem uma maquiagem você usa
Ele me empurra e sobe as escadas da casa em direção aos quartos, naquele dia depois que Santiago saiu para sua reunião de negócio, eu tomei banho e passei bastante base nos hematomas e fui até a pequena padaria que fica na vila, em frente tem uma pequena praça onde as crianças brincam, elas correm de um lado para o outro felizes escorregando, balançando e se divertindo, meu coração ao mesmo tempo que se sente feliz em ver elas, se entristece ao se lembrar do meu filho, se ele estivesse aqui teria 13 anos, as lembranças daqueles dias vem na minha cabeça, eu andava na rua voltando da faculdade, era meu último ano eu estava cursando economia meu sonho era me tornar uma grande economista, e trabalhar em uma grande empresa passando em frente uma praça onde se concentrava uns bares alguns rapazes que ali estava, assoviaram e disseram algumas cantadas ao qual eu nem olhei, Santiago tinha por hábito me seguir, e naquele dia ele estava no carro me acompanhando pela rua, um dos rapazes caminhou rápido parou na minha frente e disse Princesa me passa seu telefone
Não tenho interesse, eu sou uma mulher casada, ele só colocou as mãos para trás e disse que pena, dei alguns passos para frente enquanto o rapaz se afastava e sinto as mãos de Santiago ele me arrasta para o carro
Sua vagabunda, é assim que você anda na rua dando ousadia para esses machos Santiago, eu não estava dando ousadia para ninguém, eu não tenho culpa, você é uma vadia, que não se coloca em seu lugar de mulher casada, ele cuspia de tanta raiva Santiago por favor... eu implorei naquele dia, enquanto ele me arrastava para fora do carro, quando entramos na sala da casa, ele me deu um soco, por ser uma mulher pequena e franzina, caí tonta, tudo girava, meu corpo ficou dormente, e minha visão ofuscada, eu o via me chutando, e ao mesmo tempo me xingando, cada pedido meu, era um chute um tapa, ele só parou quando eu murmurei entre dentes Santiago, por favor nosso filho vai se machucar, eu estou grávida, mas já era tarde demais, o sangue quente já escorria pelas minhas pernas, Isso foi um tempo difícil, que eu não consigo esquecer, a dor de ter perdido meu filho, massacra minha alma todos os dias, e ele sempre me culpou pela perda do bebê, teve a cara de pau de dizer no hospital que rolei escada abaixo, depois disso comecei a me prevenir, escondida dele comecei a tomar anticoncepcional, para que isso nunca mais acontecesse, eu jamais ia dar um filho aquele monstro.
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Atualizado até capítulo 54
Comments
Nalu Correa
EM MATERIA DE SOFRIMENTO A AUTORA E OTIMA EM ESCREVER MAIS ISSO VAI DEMORA MUITO PRA ACABAR PORQUE ESTE MOSTRO MERECE SOFRE PRA VER SE BOM SER MOSTRO ELA MERECE SER FELIZ ☺️ ELA NUNCA CONHECEU A LIBERDADE PRA SER FELIZ
2025-03-07
1
Anatalice Rodrigues
Credo, apanhou até perder o filho. É não fugiu desse monstro.
2025-02-06
1
Aparecida Fabrin
que que isso gente quanto sofrimento para uma pessoa só../Sob/
2025-01-17
1