Santiago- Flavia...
Flávia- Oi, Santiago
Santiago- Você não vai comer?
Flávia- Eu não posso Santiago, você sabe que eu sou alérgica a camarão
Santiago- Coma Flavia, eu estou te mandando
Flávia- Santiago por favor, eu não posso
Santiago- Você vai comer agora
ele segura meu braço e aperta, me fazendo sentir como se meus ossos estivessem se quebrando, ele pega o talher e enche, segura minhas bochechas e as aperta enfiando a colher na minha boca
Flávia- Por favor, Santiago está me machucando
Santiago- Está vendo Flavia, o que você me obriga fazer, faça o que estou mandando e come logo essa comida
Sinto as lágrimas quentes escorrendo nas minhas bochechas enquanto o risoto de camarão desce seco pela minha garganta, e em minutos minhas vias respiratórias começam a se fechar, e ele me olha se divertindo, tento tomar minha medicação, mas sou sua melhor distração ele espera até que eu esteja quase sem ar para permitir que eu tome o remédio, vou para o meu quarto passar mau e esperar o remédio fazer efeito e horas depois começo a melhorar e tudo que eu quero é sumir da frente dele, estou esgotada psicologicamente, saio e vou caminhar um pouco afastada da casa, peço a deus forças e coragem para que eu possa me libertar deste pesadelo, olho para casa vizinha e percebo que temos vizinhos novos, a dor, o desamparo, a desesperança invade o meu peito, quando ouço uma voz suave e doce
Mulher- Minha querida, por que você está chorando? Neste mundo um rosto tão lindo quanto seu devia ser proibido de cair uma lagrima, como pode olhos tão perfeitos está carregado de tantas lágrimas e tanta tristeza
Flávia- Me desculpe senhora
Mulher- Desculpas porque minha linda, eu sou a Cecilia, sou sua nova vizinha estou morando aqui agora, e vou estar aqui sempre e não quero ver esses olhinhos cheios de lágrimas
Imagem da internet
Cecilia
Flávia- Oi, Senhora Cecília, eu sou Flávia como a senhora está, me desculpe por te receber assim, digo secando as lágrimas
Cecília- Não se preocupe, minha querida, vamos tomar um chá assim você me conta o porquê de tantas lágrimas, e enquanto tomamos o chá você me ajuda com o jardim, você conhece as flores?
Flávia- Algumas
Cecília- Então me dê dicas de como fazer as roseiras florir, acho que as minhas estão chateadas comigo, pois não querem florir, vamos tomar um chá enquanto falamos sobre elas
Flávia- Não sei se devo, não sou uma boa companhia neste momento
Cecília- Claro que você é, e eu vou adorar sua companhia, eu tenho um chá calmante muito bom
Ela diz entrando na casa e indicando o caminho para mim, neste dia triste e nublado conhecer a senhora Cecília está sendo um balsamo para o meu coração, ela é serena, tranquila sua voz transmite paz, penso um pouco e aceito o convite para o chá, nesses anos ao lado de Santiago sempre evitei me aproximar das pessoas, e ele nunca me deixou ter uma amizade, e eu preferi assim desde que a cerca de dez anos atrás quando morávamos no centro de são Paulo, conheci Gabriel ele era filho de uma funcionária da empresa de Santiago, ele era economista e me ofereceu pequenos trabalhos para fazer em casa, Santiago se enfureceu tanto que depois de um tempo Gabriel e sua mãe desapareceram e tenho certeza que foi ele quem sumiu com eles, mas diante de tudo que ele me tem feito passar, vou me dar ao luxo de me aproximar da senhora Cecília, gostei muito dela, mas sei que vou ter que ter cautela, vou ter que tomar muito cuidado para que ele não me descubra, entro na casa dela, para tomar o chá e tem cheiro de tinta fresca, e as paredes são brancas mas algumas são verdes, e seu jardim é muito bonito
Flávia- Seu jardim está muito bonito senhora Cecília
Cecília- Sim, está mesmo, meu filho contratou um jardineiro para cuidar em quanto a casa estava em obra, mas agora as roseiras não querem florir
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Atualizado até capítulo 54
Comments
Anatalice Rodrigues
Ainda bem que ela encontrou alguém para conversar.
2025-02-06
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