— Ué! Já é de manhã?_ Resmunga Melanie.
Por dado momento a maçaneta da porta se mexe, mas, devido a porta estar trancada não é possivel entrarem... Assustada a garota diz;
— Se for vocês empregadas novamente apenas aguardem um pouco pois acabei de acordar!_ Exclama ela no mais alto e bom som.
— Sentimos muito... É que você sempre nos disse que queria o quarto arrumado logo pela manhã por isso nós viemos novamente.
'' Ah! Aquela garota mimada sempre tratando—as assim, e, agora eu quem devo fazer esse papel com elas me olhando com os seus rostos nada agradáveis... É triste pensar no quão mal elas eram e serão tratadas daqui em diante.''
— Aguardem por um instante, já já estou saindo do quarto... Portanto, busquem algo para fazer enquanto ainda estou aqui._ Diz a garota.
Após ouvirem tais palavras as empregadas acabam por se retirar dali rapidamente... Observando a sombra das .mulheres se afastando pela beirada da porta Melanie se entristece consigo mesma perante tal situação enquanto se joga de joelhos no chão lamentando tal ocorrido.
— Que coisa! Isso é desumano de se fazer e agir com as pessoas! Como pode alguém pisar de maneira tão humilhante nas outras pessoas só por causa daquilo que tem ou possui? A felicidade está em tratar as pessoas com grande respeito, e, foi isso que me ensinaram a ser, não dessa forma mediocre.
Melanie cai em prantos ao dar—se conta da tenebrosa dor que sente no peito acompanhada de um estrondoso vazio.
Cansada de tanto derramar lágrimas a garota se recompõe suspirando... Em seguida aproxima—se do closet de joelhos.
'' Sei que vi isso ontem, mas, sempre que vejo esse grande guarda—roupas me impressiono com tamanha riqueza e luxo que essa tal garota possui ou possuía já que a morte foi confirmada.. Ainda estou com a pulga atrás da orelha sobre o fato de nos parecermos tanto e nos conhecermos de um jeito que não foi tão legal de vivenciar.''
Presa nos seus pensamentos Melanie sai escolhendo a dedo a roupa que irá usar, e, já escolhendo—a pega levando para o banheiro.
— Até que não é tão ruim viver assim, para mim é melhor do que naquela estalagem fedendo a mofo... Sem contar que tinha que ficar limpando pois aquela velha não gostava de sujeira pois iria assustar os clientes! Vou aproveitar tudo isso que não tenho direito até saber qual será a minha punição o mais tardar possivel.
Murmura a garota.
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Do outro lado de onde a garota vive, esta Hector o seu noivo desperto novamente sentado na cama encarando o nada completamente suado com seus botões do pijama bastante desarrumado.
'' Aff, já é de manhã?''
Resmunga o rapaz chateado.
Bocejando o mesmo leva a mão esquerda até a boca fechando—a, após dar—se conta do anel no dedo anelar o encara com o olhar fixo e frio.
— Ah, pensei que tudo era um sonho... Realmente estou noivo... Agora vou tomar um banho e falar com o meu pai sobre a data do tão inesperado e apressado casamento.
Revirando os olhos ao comentar tais palavras o mesmo desliza descendo da cama... Põe os chinelos nos pés indo até o seu enorme guarda—roupas a fim de procurar a melhor roupa para se encontrar com o seu pai.
Já escolhido o rapaz entra no banheiro... Em seguida abre a torneira entrando na banheira após tirar suas roupas do corpo relaxando a cabeça sob a beira da banheira com o olhar fixo no teto do lugar.
'' Hah! Estou exausto... Cansado de ter que lidar com pessoas que só sabem da ordens, daqui em diante tudo será mais ainda conforme a música que o meu querido pai tocar... Talvez para me monitorar ele vai querer que a minha pessoa more aqui após esse casamento ridículo acontecer, e, para obter a sucessão preciso obedecer tudo à risca. Sinceramente isso tudo é pior que qualquer coisa e a maior tolice que já fiz na minha vida... Tudo a troco de nada.''
Resmunga o rapaz.
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— Pronto! Agora devo descer como todo bom filho faz e tomar meu café da manhã... Após isso conversarei com ele sobre o tal bilhete deixado na porta onde estava escrito para não da inicio hoje ao meu cargo na empresa.
Hector sai do quarto, desce as escadas encontrando seus irmãos indo até a sala do café.
— Bom dia meninos!_ Diz Hector os cumprimentando.
— Ué! Papai disse que você começava hoje na empresa, porque esta aqui?_Hélio, o segundo filho o questiona.
— É justamente sobre isso que vou falar com ele assim que chegar. Por acaso não foram vocês que deixaram o bilhete debaixo da porta do meu quarto?
Curioso o irmão mais velho os perguntam deixando ambos confusos encarando—se bastante.
— Não! Infelizmente não... Que bilhete é esse?
— Ah! Deixa isso para lá. Talvez ele mandou alguém daqui pra entregar e como não acordei ou atendi a porta deixaram por lá.
— Fui eu!_ Yelena que escutava a conversa confessa atrapalhando ambos?
— Por quê?_ Hector pergunta.
— Ordens diretas do seu pai... Ele me disse que quer ter uma conversa com você, e, conforme a sua resposta pode ser que amanhã começa lá e ele fica em casa._Responde a mulher num tom frio e sério na voz.
— Entendo.
'' Tenho certeza que é mais alguma da sua enrolação pai! Agora só me resta saber o que mais vai exigir de mim!''
Pensa o mesmo um pouco furioso.
— Estava indo tomar café? Parece que estavamos indo fazer o mesmo.
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Mais tarde naquele mesmo dia já no escritório do pai...
— Então, o que o senhor queria conversar?_ Pergunta Hector.
— Serei breve... Bom, o seu casamento será marcado para o próximo mês... Será um casamento no civil como sabe bem. Você e a sua futura esposa irão morar na mansão vizinha a nossa... E... Aviso que quero um neto antes de mais nada..
Hector se surpreende com o pedido feito pelo seu pai, e, inconformado diz;
— O senhor sabe que não quero ser pai! Isso já é demais e não estou preparado para isso!.
— Eu sei disso Hector! Mas, ou você faz o que estou mandando ou não vai ganhar nada de mim e será deserdado imediatamente!
Heitor grita assustando—o mais ainda.. Apesar de perplexo Hector se aproxima da mesa dizendo em resposta;
— Pode pelo menos esperar até passar o ano da minha avaliação na empresa?
Lágrimas escorrem nos olhos do rapaz após se submeter a tal pedido feito por seu pai.
— Isso era o que ia falar se não tivesse interrompido, portanto, antes que eu morra preciso de um neto.
— Tudo bem.
— Vou avisar aos pais da garota sobre a data do casamento, onde irão viver e tudo mais... Aos trâmites de tudo eu cuido, você e ela só escolhem as roupas e me obedece, entendeu?
— Com certeza.
Hector deixa o escritório, e, indignado corre para o seu quarto ignorando o resto do pessoal ali na sala.
— Hector!_ Yelena o chama mas sem sucesso algum.
— Deixe ele! Apenas fique na sua mulher!_ Grita Heitor para a sua esposa que se assusta com tal reação.
[ Continua...]
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Atualizado até capítulo 101
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