Eu chamo-me Melanie, tenho 22 anos, e, sempre fui criada por uma mulher desconhecida após a morte dos meus pais... Existem diversas teorias sobre como ambos morreram e isso dói-me porque além de ser órfã desde os meus 3 anos, tive a honra manchada devido às maravilhosas pessoas que quiseram-me ver por baixo... Quando completei 16 anos a mulher quem cuidou de mim, acabou por dizer que eu tinha que trabalhar como uma maneira de agradecer por tudo o que ela fez pela minha pessoa. Na verdade, ela me obriga até porque vivo as custas dela... nunca me impressionei com muita coisa na minha vida, isso não até hoje onde do nada tudo acabou indo de pernas para o ar meio que do nada? Sim, trabalho num bordel, mas, não me orgulho disso... Sempre tive na mente que tudo o que vivi até aqui apenas é devido à falta de privilégio, da diferença social e preconceito com mulheres que precisam se sujeitar a tamanha imoralidade pela falta de oportunidade (não que seja algo assim)... Durante os meus dias nada me surpreendia... Sempre fui obediente e submissa a pessoas que mau conhecia devido à falta de conhecimento e justo hoje estou aqui sem entender, muito menos engolir essa tal história de substituir alguém privilegiada, e pior igual a mim!
— Você deve estar bastante confusa e assustada não é? _ Caleu a pergunta tentando acalmar a situação estranha e constrangedora.
— Não, jamais! Eu estava a trabalhar quando encontrei uma garota igual a mim como se fosse minha irmã gêmea que se assusta e corre sem olhar para os lados sofrendo um acidente e o motorista me obrigando a substitui—la para conhecer o seu futuro cônjuge com o corpo da garota do meu lado.
Aborrecida Melanie solta o verbo deixando o homem apenas rindo da situação.
— Até que és bem humorada não é!
— Não estou brincando, porque não a leva para o hospital e fala a verdade?... A garota bate as mãos exigindo uma explicação ao motorista que continua gargalhando de tanto rir da mesma.
— Entenda que se os caminhos de ambas não tivessem se cruzado com toda a certeza você não teria se tornado a minha válvula de escape, assim também uma garantia. Diz Caleu.
— Como assim válvula de escape?_ Curiosa a garota o questiona.
Silencioso o homem corta a conversa de um jeito comum, para o carro num local bastante esquisito desce a seguir em direção ao banco de trás abrindo a porta visando pegar o corpo da garota.
— Esta com os seus documentos originais?_ Caleu à pergunta.
— Não peguei nenhum documento quando sai._ Indignada a mesma responde.
— Quem é o doido que anda sem os próprios documentos hoje em dia? Escuta, vou só ali deixar o corpo dela, usarei o seu nome nela, como é o seu nome?
— Melanie…. Apenas Menaline.
— Ta certo… O seu nome será Ravena a partir de hoje, esqueça o seu verdadeiro, entendeu? Já que eu volto e se não estiver aqui—
— Vai ligar para a polícia e botar a culpa da morte da garota em mim e blá, blá, blá... Não precisa repetir, pois não sou idiota.
Caleu pega o corpo da garota e leva com todo cuidado para dentro do armazém industrial esquisito deixando a substituta sozinha.
— Essa é a garota que você me disse pelo telefone?_Uma voz bastante aguda é ouvida no escuro.
— Sim, apesar do impacto ela está estável ainda... Pode ser que ela fique viva ou não, só peço que cuide bem dela, e, sempre me dê detalhes sobre como está o estado dela, aqui tome.
Caleu estende o corpo da garota em meio a estranha e desconfortável escuridão, em seguida, a pessoa pega o corpo dizendo—o;
— Temos uma grande dívida com o senhor que nunca saberemos como pagar, portanto, não precisa se preocupar.
Diz a voz num tom de agradecimento.
— Muito bem! sempre estarei aqui quando eu puder... Agora devo ir, pois estou com um pacote que preciso entregar... Até mais.
Caleu se despede e retorna para o carro, enquanto tenta ver se a garota obedeceu ou não.
— Pensou que eu fugi ou algo assim?_ Ainda emburrada a garota retruca.
— Tive que conferir se o faria.
— Estou entre a faca e o queijo, o que mais posso fazer?
— Isso é o que deve sempre se perguntar sabia? Antes de fazer qualquer coisa preciso que saiba que está nas minhas mãos e deve-me lealdade, entendeu?
— Sim, preciso saber, por exemplo o porquê de mentir e usar-me. Pode explicar-me esse tal de válvula de escape?
— Ravena ia casar com um futuro multibilionário e bastante cobiçado dessa cidade, os pais de ambos fizeram um acordo prometendo os filhos como garantia... Se um deles desistir ou morrer , uma das empresas poderia perder crédito entendeu? Por isso, irá substituir até sabermos se ela sobreviverá, entendeu?
Os olhos da garota se enchem de esperança após o mesmo dizer sobre a situação da mulher levada por ele, e, animada ela diz;
` Como pensei... O mundo só gira em torno do capitalismo... Até a vida amorosa só gira através do dinheiro.’`
— Bom, se ela melhorar terei a minha vida de volta não é?
— Sim, mas, não crie tanta expectativa, pois não se sabe ainda se isso acontecerá ou não... Entendeu?
— Tudo bem..
Caleu liga o carro e segue até a mansão da familia, chegando lá são recebidos genuinamente?
— a nossa! Você este completamente encharcado e sujo! Vamos, entrem rápido!_ Uma das empregadas o diz.
— Sinto muito, houve um acidente no meio da estrada e ajudei a pessoa, mas, ficou tudo bem por isso demoramos.
As empregadas sem demora os levam até a casa e logo são encarados pela família que se encontram nada agradáveis com a demora.
— Já estava prestes a ligar para os seus pais, mocinha! Porquê demoraram tanto?_Heitor a questiona furioso.
— Lamento por isso, acontece que—
— Não se preocupe, uma das empregadas já nos avisou, agora vamos todos jantar já que estamos amarelos de fome.
Heitor com bastante frieza e raiva não o deixa explicar—se deixando o clima que já não estava nada agradável completamente desconfortável.
Ambos segue até a sala de jantar repleta de comida com muitas empregadas trabalhando.
— Então, vamos nos sentar não é?
[ Continua...]
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Atualizado até capítulo 101
Comments
Claudina Damasceno
saiu da ordem da cafetina para cair na chantagem do motorista
2024-07-17
0
Mininha
E agora?
2024-06-26
0