Já fazia dias que meu chefe havia viajado, Fernando e Frederico já estavam de volta mais Felipo não. Seline havia me dito que os irmãos estavam bem preocupados com estado de saúde de Jackeline, mais eles não falavam sobre ela ou sobre o que levou todos a viajarem, na verdade eu estava com vergonha de aprofundar a conversa. Meu amigo estava sobrecarregado com as atividades do meu chefe e eu estava fazendo o que era possível para colaborar.
-Pamela, temos uma reunião com Alana, você pode me acompanhar?- meu amigo me pergunta com aparência cansada.
-Claro Nando, preparo algo?- procuro tornar tudo mais leve para ele .
-Não, só faça nota. Estou cansado posso perde algo- eu percebo.
Alana era uma mulher lindíssima, casada com Enrico é sócia de Felipo, ela era reponsavel por projetos tecnológicos incríveis, começou uma empresa e se tornou a melhor em seu ramo. Ela era o espelho para qualquer mulher, ela me despertava curiosidade.
-Fernando, como vai?- a mulher pergunta cumprimentando meu amigo., em seguida educadamente me cumprimenta.
-Deve saber do ocorrido não é Alana? Estamos passando um momento difícil, especialmente para Felipo.- toda minha atenção está na conversa.
-Felipo deve está arrasado, ele foi noivo dela por 2 anos.- noivo? Como eu não sabia disso? Não perca o foco Pam.
-Bom, ela chamava por ele, Jack é como uma irmã para mim e Fred, esperávamos que em algum momento eles conversassem e acertassem seus desentendimentos, mais os anos passarram e sobraram apenas mágoas entre meu irmão e ela. Ambos seguiram suas vidas e talvez isso tenha sido bom para todos.- Fernando olha para mim como se isso fosse fazer sentido.
-Bom… eu vim porque o projeto está concluído, Felipo queria divulgar na apresentação anual em Barcelona, não posso ir tenho meus filhos então vim trazer pessoalmente as informações para o reponsavel pela apresentação.-a mulher continua.
São horas de conversa sobre a tecnologia, o quanto é inovadora e quais os ganhos estimados. Quando a reunião encerrou minha mente voltou ao modo curioso é eu queria mais informações:
Então eles eram noivos?
Será que ele ainda gostava dela ?
Porque estou me perguntando isso? Lógico que não tenho nada haver com a vida pessoal do meu chefe.
-Pam? Tudo bem? Você pareceu e meio estranha na reunião ?- Nando pergunta, ele sempre com ar de quem sabe mais do que deixa transparecer em palavras.
-Não é nada, eu tenho algumas consultas…. Tenho sentido algumas dores de cabeça e é isso.- falo fugindo do meu amigo, ele é muito cruel, ele sabe que estou curiosa mais mantém pra si a informação.
- Esculte Pam… estou ausente, precisamos conversar como amigos que somos e eu tenho uma eternidade de coisas pra perguntar e falar, mais não pense besteiras ok… você se auto sabota em tudo querida, então entenda como um conselho de quem te quer bem, nada é o que parece.- de novo essas palavras vagas.
-Fernando, por favor vá logo antes que Seline me mate, e obrigada por me deixar aqui, vou tomar um belo café e logo subo para casa.- dispenso ele antes que eu tire minha pose profissional e entre no papel da secretaria fofoqueira.
-Tem certeza?- ele sempre cuidadoso.
-sim, tenho.- decido me livrar da vontade louca de perguntar mais.
Entrei na cafeteria e resolvi sentar e analizar tudo em volta da minha vida, eu vinha perdendo o foco e isso vez ou outra me tirava o chão. Eu era uma garota pobre que herdou uma casa e estava sozinha no mundo e agora precisava conquistar seu caminho e beijos quentes com o chefe não ajudariam.
-Paula?- eu estava sentando quando um homem elegante me abordou-Paula é você?
-Olá, me perdoe, Paula é minha mãe, eu sou Pamela.- digo curiosa.
-Sua mãe, sim… veja esses olhos não são de Paula, mais a semelhança é realmente incrível.- ele fala- como ela está?
-Minha mãe faleceu senhor, tem um pouco mais que um ano. - o homem fica branco.
-Se sente bem?- ele parece jovem, mais é uma reação bem estranha.
-Você disse mais de 1 ano, ela morreu?- ele repete ainda abalado.
-Sim, ela morreu de câncer. Foi complicado e confesso que ainda me vejo presa a nossos sonhos.- divago.
-Ē seu pai? - pergunta com desgosto..
-Não sei que grau de intimidade tinha com minha mãe, mais deveria saber que sempre foi somente nós duas, ninguém além.- falo
-Como assim?- quem è esse nome?
-Senhor, talvez não visse mamãe a um bom tempo, mais eu não te conheço e posso dizer que se mamãe não dividiu isso para você ela tinha seus motivos.- sinto minha intimidade invadida.
-você se parece com ela, não só fisicamente. È independente, franca e direta.- ele respira fundo
-Nos duas sempre gostamos de sinceridade- falo como um indireta.
-Pamela, obrigada por dividir comigo esse pequeno tempo. Logo nos veremos.- homem estranho.
Ele sai de deixa sobre a mesa um cartão com seu telefone. Pedro Romano.
O que ? Meu sobrenome? O que é isso?
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Zenith Afonso
Acho que ela vai ganhar um pai.....
Nossa...mais uma história que a "mocinha, " encontra o pai...que nem sabia que tinha....
2025-02-09
1
dani
sinto que vem muito rolo ainda nessa história
2025-03-07
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Dinanci Macorin Ferreira
Não seria o pai de Pamela?
2025-02-05
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