Foi tudo uma correria, mais eu estava mais calmo em estar em casa, mesmo sentido que minha privacidade estava sendo invadida pela presença de alguém que já não era parte do meu mundo, eu conseguia me sentir mais calmo e relaxado em está no meu ambiente.
Jackeline falava, falava, falava e minha mente só conseguia processar o quanto eu sentia falta da presença da Senhorita Romano. Eu me pegava lembrando de suas pequenas reações, quando ficava nervosa, o vermelho tomava toda sua face, flertando com seu pescoço, seu único alívio era desabafar algo irritantente e desafiador, quando ficava pensativa ela colocava a ponta da caneta em seus lábios porra… eu só conseguia olhar. Quando queria algo mordia o lábio e eu precisava desviar meu olhar para não me torna um lunatico.
-…você continua sendo incrivelmente gentil Felipo, eu não tenho palavras, tudo isso…- Jackeline fala assim que percebe o quarto aparelhado para recebe-la e a enfermeira em seu posto.
-Jackeline, descanse. Amanhã a enfermeira estará cedo aqui, eu vou trabalhar de casa então qualquer dúvida fala com a senhora Camile, ela poderá te auxiliar.-sai antes que ela puxasse um novo assunto.
A noite foi longa, eu não conseguia pensar em nada a não ser no encontro com Pamela, eu queria vê-lá eu precisava tocar meus olhos em sua presença. Logo pela manha fiz meus exercícios, tomei um belo banho e conversei com Senhora Camile para preparar um café da manhã para mim e Pamela.
Eu estava no escritoririo quando escutei a risada que mandava comandos ao meu pau sem que eu conseguisse impedir. A anciedade me dominou e eu quis ser o motivo desse som agradável, caminhei até a porta quando me deparei com Kiara roubando a atenção da mulher a minha frente e eu só consegui me surpreender.
Ela não se importava que a cachorra a amassasse toda sua roupa, e sua atenção era toda da bola de pelos mais linda da mundo, portanto minha mascote já havia roubado a atenção da mulher que dominava meus instintos e havia ganhado muito mais que eu.
Lá estava aquele corpo cheio de curvas, eu não conseguia deixar de olha-lá, o tempo em que passei longe pareceu uma eternidade, eu precisa da presença dela. Quando seu olhar se voltou para mim eu fiz questão de que ela percebesse o quanto eu estava checando cada canto do seu corpo, percebi o quanto eu a afetava, sim era isso que eu queria.
-Eu estava te esperando Senhorita Romano. Mais vejo que Kiara foi mais rápida que eu.- percebo que ela fica sem graça e seu rosto vai tomando uma coloração avermelhada.
-Perdão Senhor Gallo, essa pequena garota roubou minha atenção, mais já estou pronta, podemos começar?- ela passa a mão em Kiara que parece não está disposta a ceder um sentimento se quer do carinho que vinha recebendo.
Faço sinal para que ela passe por mim e sigo seu rastro como um viciado em sua presença.
Ela olha o ambiente e percebo a sútil aprovação, eu consigo ler cada reação que seu corpo expressa, ela não esconde nada.
-Pedi que a senhora Camile preparasse um café para nós dois na varanda. Pode me seguir?- falo ainda caminhando até a varanda do escritório.
-Senhor, realmente não precisa eu estou bem.- ela tenta soar profissional.
-Senhorita Romano, me acompanhe, temos assuntos pendentes.- não dou espaço para que ela reclame.
A mesa já está posta, vejo o momento que é lá se senta, eu não consigo tirar meus olhos dela.
Sirvo o café, em seguida percebo seu desconforto.
-Vejo que não está à vontade.- tomo um gole de café.
-Sou sua secretária senhor, essa situação- ela faz gesto com a mão.- Não me parece confortável ou profissional.
-Me fale sobre você Senhorita Romano?- ignoro inicialmente sua demanda.
-Não vejo o que seria interessante a respeito da minha vida.- aí está a secretária odiosa.
-Tudo a seu respeito me parece interessante.- percebo que ela está nervosa.
-Senhor eu acho que…
-Pamela, entre nós já ocorreram muitos desitendimentos, eu muitas vezes não entendi os sinais e hoje eu quero ser direto com você e realista. Eu não consigo parar de pensar em você. Todos os momentos eu sinto a necessidade de está perto de você, e eu não quero mais fugir disto.- olho em seus olhos que me observam atentamente cada palavra minha.- Eu quero você pra mim.
Sua reação é inusitada ela acaba derramando o café da xícara na mesa.
-Desculpa… desculpa eu… eu…
Levanto e seguro sua mão.
-Podemos conversar com todas as cartas na mesa senhorita Romano?- sinto seu corpo relaxar ao meu toque.
Antes que ela responda, a porta do escritório é aberta e Jackeline passa por ela em uma cadeira de rodas. Ela olha para a cena e algo em seu semblante demonstra desgosto.
-Felipo eu achei que estivesse trabalhando.- Jackeline fala.
-Jackeline, eu disse a você que se precisasse de algo poderia procurar a senhora Camile, eu estou ocupado no momento.
-Desculpe senhor…. Eu… eu …-Pamela solta suas mãos das minhas e tenta falar.
-Senhorita Romano, essa é Jackeline uma amiga da família.- eu falo.
-Não só amiga da família, parte da família. Fomos noivos, Felipo, e eu preciso que me leve a uma consulta, eu iria sozinha mais sua mãe fez questão de que me acompanhasse, por isso estou aqui.- como uma garota birrenta, ela já foi mais madura.
Sinto uma frustração imensa, não devo nada a Jackeline, mais esse também não é o momento de discutir, preciso esclarecer as coisas com ela.
-Senhorita Romano, amanhã gostaria de retomar essa conversa, mais te encaminho mensagem e agendamos um melhor horário. Os contratos que preciso que me encaminhe por e-mail estão sobre a mesa e as revisões já encaminhei a você.
-Sim Senhor.- ela fala tomando uma postura rígida e profissional.
-Em breve nos falamos, muito em breve.- São promessas feitas a mim, mais que para ela.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Juliete Figueiredo
se ela está consciente e consegue se locomover pode pagar apartamento, transformar em uti e contratar mil enfermeiros, se sua mãe quer que ela tenha companhia que ela vá então ou ponha seus irmãos que se dizem irmãos dela para reversar os cuidados
aí aí
você particularmente não tem mais intimidade pra estar colocando uma mulher que virou as costas pra você dentro da sua casa
2025-03-02
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Giorgia
Aí que saco, quando um homem se vê na posição de ser comandado pela família e se predispõe a essa situação , como um cachorrinho de estimação.... Nada mais ridículo....
2025-02-19
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Cecília Gazzaneo
Nise Vasconcelos, penso como você. Além de passar o rodo geral, manipula a menina ao seu bel prazer. Aff. Odeio homens assim.
2025-02-02
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