Capítulo 18. Obrigações e responsabilidade.

Luar incomodada com o homem na porta o ficou encarando enquanto Abraham bebia a água, depois de alguns minutos aquele homem viu o rosto de Abraham e seus olhos parecia haver um brilho como se estivesse olhando pra alguém que não via a anos, ele veio se aproximando e Luar até que tentou empatar sua aproximação, mas quando viu o rosto daquele homem ela ficou imóvel. – Ei você, está tudo bem? – Ele perguntou com muita calma e Abraham respondeu. – Sim estou bem. Mas o que você faz numa base militar abandonada? – A questão foi levantada e o homem respondeu. – Mas não estava abandonada eles foram todos mortos pelas plantas que começaram a crescer ao redor da base. Elas estão vivas e se alimentam de pessoas, eu estou aqui por que tenho uma campamento com quase duzentas pessoas próximo as pirâmides e vim atras de remédios e mantimentos. – Abraham não percebeu nada de anormal na fala daquela pessoa e falou. – Você também deve querer saber o que viemos fazer aqui! – Ele fez que não com a cabeça, - Eu já ouvi vocês e ouvi que naquele foguete tem algo que vai matar a todo mundo da terra. E por mim tudo bem se acontecer, não existe nada que possa me prender mais a essa vida ou não existia. – Ele falou a última palavra quasse sussurrando, Aquiles se meteu na conversa e falou. – Está bom vocês dois. Temos algo a contar pro Abraham, mas acredito que de alguma forma você também precise escutar o que vamos falar. – Estava na cara que aquilo era ciúmes, mas as palavras que vieram depois eram tão serias quanto a bomba.

- Quando a gente foi pegue pelo Dr. Lucas O. Rick foi possível ver que ele tinha quatro tanques com clones e um era você Abraham, os outros se chamavam de Rick que era o mais próximo da sua idade, o mais novo Litch e o ultimo era o Carlos. Cada um dos clones teria uma função, mas acreditávamos que no dia que tudo começou eles tinham sido destruídos, mas acho que escaparam e como cada um teria a sua função ficou claro que você carregaria os poderes para restaurar a vida e a existência das pessoas, o Rick e o Litch não existia nada escrito nos tanques deles, mas no do Carlos estava escrito propagar a vida e ter uma família. E você senhor que apareceu hoje e nos ajudou com a água acredito que não foi por acaso, pois olhando para o seu rosto e olhando para o do nosso amigo a semelhança entre vocês e quase assustadora. Por acaso você é o Carlos Gomes Azevedo? – perguntou no final o Sanches, e o homem respondeu. – Não! Eu me chamo Ricardo Azevedo Barros mais Carlos Gomes Azevedo foi meu pai. – A sua explicação fazia todo o sentido para Luar pois mesmo se parecendo com Abraham ele tinha traços diferentes. – E Rick e Litch são meus tios eles estão no assentamento me ajudando com os abrigados que conseguimos ajudar. – Isso mudava tudo pois o Abraham teria a chance de conhecer de certa forma a sua família. A ideia inicial era evitar a explosão da bomba mais ainda tinham alguns anos para evitar tal catástrofe, então antes decidiram ir ao assentamento, mas deixando quimeras vigiando para que nada possa sair do controle deles. Durante aquela noite todos descansaram na base militar e Carlos recolheu tudo o que precisava e colocou no jipe, Abraham, ainda estudava o algoritmo que desestruturava o DNA, aquilo levou bastante tempo até que Aquiles chegou abraçando o Abraham por trás e dando um beijo no seu pescoço. – Vamos dormir, senhor cientista? – Abraham até que abriu a boca pra responder, mas Aquiles mostrou a hora no smartphone e já passava da meia noite. – Sei que isso é importante pra você, mas precisa descansar e eu preciso de você. – Abraham perguntou pelos outros. – E o que os demais estão fazendo, e aquele rapaz o Carlos? – Aquiles deu um sorriso e respondeu. – Ciel e Quilan estão dormindo lá no topo, querem ficar a luz da lua, Sanches e Luar estão em um dormitório, o Carlos está no jipe com as demais quimeras que fizeram o acampamento lá fora, e nos bom podemos dormir aqui mesmo eu trouxe uns lençóis e travesseiros. Então vamos! – Como não teria como ele fugir daqueles olhos de gato pedinte, ele simplesmente saiu do computador e foi com Aquiles arrumar um lugar no canto da sala para ficar o mais confortável e dormi. Depois de alguns minutos Abraham dormia exausto no colo de Aquiles e foi quando alguém entrou, foi o Carlos e o Aquiles pediu silencio, pois já faziam sete noites que Abraham não dormia. – Eu já imagino o que você veio fazer aqui. – Ricardo fitou Aquiles como quem diz: como assim? – Você veio olhar pra ele e matar as saudades do seu pai! – Ricardo não acreditava que o homem que sedia o colo pra Abraham dormir tinha acertado o que ele queria, mas logo Ricardo foi tirado de seus pensamentos quando o Aquiles o chama. – Faz quantos dias que você não dorme? Não importa vem aqui! – Ele bate num travesseiro chamando o Ricardo para vir descansar também, no início ele ficou relutante mais depois ele aceitou e podendo ver Abraham bem de perto, percebeu que seu pai e aquele homem eram muitos parecidos e isso trouxe memorias que o fizeram chorar em silencio Aquiles abraçou os dois, Abraham ressonava já a algum tempo e Ricardo logo veio dormir em sono profundo. Antes do amanhecer Luar e Sanches entraram onde Aquiles estava com os dois rapazes dormindo e baixinho falou. – Bom dia! – Luar apenas sorriu com a cena, pois agora sabia que Abraham tinha uma família. – Bom dia. – Ela estendeu uma xicara de café pro Aquiles que aceitou. – E já temos alguma resposta do que fazer daqui pra frente? – Perguntou Sanches, e Aquiles respondeu. – Sobre a equação, nada ainda. Mas acho que vamos primeiro na aldeia desse garoto ajudar os refugiados e conhecer os outros clones. Sabe tem algo que não está batendo, por que só o Abraham e o pai desse garoto são parecidos, pois pelo que ele falou ontem aqui os outros dois estão vivos e no assentamento, mas a reação ao ver o Abraham é o que realmente demonstra que os outros dois não são parecidos. – Isso ficou martelando na cabeça deles.

Algumas horas depois Abraham acorda e vê ali do seu lado o Ricardo, aquilo não o deixou incomodado, ele apenas tocou no braço do rapaz e que acorda e Abraham fala. – Ontem quando passei mal ontem eu vi seu pai e ele me pedia pra cuidar de você. – Abraham nunca tinha visto Ricardo e não lembrava de seu passado com clareza, mas ele aceitou aquela missão, era uma obrigação que ele não iria fugir. Ricardo apenas estendeu a mão que Abraham apertou e foi quando Aquiles falou. – Será que da pro tio e sobrinho se levantar, eu já estou com câimbras. – Claro que era só uma piada tanto que ele começou a rir, depois ele mostrou pros rapazes onde estava o café. – Nós vamos até seu centro de refugiados e vamos fazer o possível para manter vocês seguros. – Eles dois conversavam entre uma xicara de café e outra, - Eu ouvir você falando sobre o projeto genoma e o desestruturador de DNA. – Então Abraham decide explicar o que realmente aconteceu com a terra: Um aglomerado de gases com modificadores genéticos escapou de um centro de pesquisa na Cidade do Cabo, e dentro desse centro de pesquisa existia um laboratório secreto onde um cientista chamado Dr. Lucas O. Rick criou os seus clones onde eu sou um e provavelmente seu pai foi outro, e acredito que seus tios que estão no assentamento também são clones, mas além dos clones ele pegou pessoas em aleatório para tentar corrigir com a horta genética a falha do projeto antecessor onde meus amigos e eu formos modificados para tentar salvar o maior numero de pessoas e corrigir o erro de nossos colegas, mas a mudança começou a acontecer em nível célula e global. E não existia mais controle de parar esse gás que deve ter infectado plantas, animais e pessoas. Algumas nos ainda chamamos de humanos naturais pois não tiveram modificações físicas ou externas como poderes, mas a maior parte da população talvez tenha vindo a óbito, pois não são todos que são compatíveis com as modificações que esse gás faz no DNA. Então enquanto a gente lutava pela nossa sobrevivência ainda não sabendo o que éramos capazes de fazer descobrimos um smartphone e nele está agendado o dia e a hora dessa bomba ser lançado e nele tem o destruidor de DNA. É bem assim no começo a maioria das células no corpo tornam-se senescentes, mas como o dano é irreparável, ocorre a apoptose que funciona como o último recurso tentando prevenir as células, mas no final elas se tornam carcinogênica. Em outras palavras, toda a vida com a horta genoma morre e é por isso que estamos aqui mais temos ainda um tempo e vamos usar esse tempo com sabedoria.

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