Era ano de 2809 e eu não tinha um bom convívio na escola dentro da cúpula: depois da guerra que devastou o planeta a humanidade criou cúpulas extremamente fortes e resistentes a qualquer evento climático extremo além de ser também resistente a ataques suportando até misseis. Os prédios têm a altura de 200 andares e vivemos muito acima do solo que foi resfriado produzindo uma atmosfera artificial, onde temos uma fábrica de oxigênio( plantas naturais com fios e um bioclima artificial), e uma arca onde possui genes de todos os antigos animais que habitavam a terra, que serve tanto para tentarmos algum dia recuperar o nosso planeta e repovoá-lo de vida vegetal e animal, apesar de não sabermos o quanto a vida animal marítima foi afetada, apenas sabemos que alguns animais marítimos sofreram mutações. A cúpula tem o tamanho do estado de São Paulo, no Brasil (com o tamanho de 248.209 km²), existem em torno de 15 cúpulas pelo mundo e mantemos a comunicação por código Morse já que todos os satélites estão fora de funcionamento.
“Eu me chamado John Phillip, mas minhas tias me chamam de apenas Phillip; tenho 17 anos, cabelos loiros com olhos e pele castanhos amendoados, sou meio parrudo e tenho 1,70 de altura, meu rosto e meio quadrado com covinhas e olhos iguais aos antigos indígenas, meu nariz é fino com uma leve curvatura na ponta, tenho lábios um pouco carnudos e meus cabelos caem nos meus olhos, pois eles são da altura dos ombros.”
“Hoje é dia de aula e não tó muito animado, pois será sempre a mesma zoação dos meus colegas de classe, sempre me chamando de estranho, esquisito, etc...”
A escola se localiza acima do prédio mais alto na base superior da cúpula que fica aproximadamente cerca de 1,500km de altura e era coberta por um vidro com um filtro fume que permitia a luz do sol entrar na cúpula atingindo sem nenhum tipo de ferimento por radiação e na parte onde ele estava o fume era quase 100% de desempenho em sua função, o sol mal passava e só passava o suficiente para iluminar as classes igualmente a uma lâmpada fluorescente.
A classe era totalmente branca com uma lousa virtual, as carteiras eram de um tipo de fibra de metal branco e a mesa era apenas uma haste com um sensor holográfico. Não existiam professores tudo era virtual e a energia vinha de enormes placas solares, pois já que estavam no mais alto a luz do sol era abundante gerando a energia que eles necessitavam.
“A minha sala era composta por mais 15 alunos e um supervisor de desempenho, nós o chamávamos de Rick: a sua roupa era estilo country e usava um chapéu de cowboy, ele era branco com olhos pretos e cabelos castanhos e sua expressão era sempre seria às vezes parecia que quando estávamos distraídos ele aparecia do nada como se não desse um passo surgia em nossos ombros para ter certeza de que fazíamos nosso dever, tudo nele era estranho. Todos eram atletas e líderes de torcida na minha classe então vou dispensá-los desse sofrimento todo.”
“O convívio que eu tinha com os outros alunos da escola era no mínimo 5% até que uma bola de purê atingiu minha cabeça e ai caiu para 0%, e daí não podia ficar pior isso eu imaginava que não.”
“Um dia colocaram um tipo de desenho camuflado em minha cadeira e eu sentei não sabendo o que aconteceria comigo, no término do período vespertino de aula fui em direção à praça de alimentação q ficava três andares abaixo e como não dava para ir de elevador tive que ir andando e todos me olhavam com um olhar de nojo até que ouvir uma música vinda das laterais do corredor que eu já havia estado:”
- John Phillip careta e estranho agora dar pro banco,
Bunda de pênis cabeça de vento, John Phillip.
Não assumido não serve pra reprodução
Joguem-no fora os deem para os sombras
Pois não o queremos em nossa escola. -
Nesse momento ele entrou no banheiro mais próximo e viu um desenho de um pênis colado nos fundos e sua calça, ele arrancou o adesivo com tanta força que rasgou o tecido, então ele tirou a blusa e colocou na cintura cobrindo o rasgo. Ao sair todos esperavam que ele ainda fosse gordo para poder tirar sarro, mas seu corpo estava definido e com aquela pele morena amendoada ele parecia acentuar com cada traço de seus músculos, as pessoas o olharam estranho e algumas meninas suspiraram ao lhe ver. Nos achados e perdidos ele achou uma calça de treino e pensou sozinho, - Ainda bem que eles desinfetam essas coisas – Ele vestiu e percebeu que a roupa destacava os músculos de suas pernas e então pensou - Desde quando eu fiquei desse jeito -, Ele se achava estranho e também achava aquela situação estranha, pois nunca fizera nenhum tipo de esporte ou exercícios. Quando entrou na praça de alimentação se sentou numa mesa onde ficava sozinho durante todo o almoço, até que do nada Rick vem e se senta junto com Phillip, a situação era constrangedora, pois ele sentado com o supervisor de comportamento e ele acreditava que os demais iriam pensar que ele era um delator. Mas assim que ele sentou, sentou também a Day, o Marcus, o Luan e a Mary, os outros olharam em suas direções e não falaram nada, mas aquela cena era perturbadora pra ele, pois os alunos mais influentes da escola estavam ao seu lado na hora do almoço, ele se virou para o Marcus com uma expressão de medo.
–O que você está olhando? – Falou Marcos irritado - Deixa o garoto, ele não sabe o que estar acontecendo – nesse momento a Day o olha com um ar sereno que o deixa constrangido e abaixando novamente a cabeça, ela faz um cafuné e volta a falar – desculpa, ele é um brutamontes. Mas deixa eu me apresentar eu sou a... – ela é interrompida pelo Phillip – Eu sei quem são vocês todos. - Ela deu um sorriso e o fez outro cafuné. – Sei que parece confuso agora mais venha com a gente! – falou com uma voz grave e autoritária, então ele se levantou e olhou pra mim, quando o Rick fez isso Phillip ficou em pé tão reto que doeu as costas. Todos se levantaram e o seguiram e em um momento Rick parou e se virou para um dos alunos punk da escola, com aqueles cabelos de várias cores e olhos pintados, então fez um gesto com a mão direita e o rapaz levantou e nos seguiu.
O caminho que faziam não era conhecido, pelo menos não para Phillip. Por fim entraram em um túnel quase sem luz e saíram em um laboratório, onde já havia mais quatro jovens, Philip não se interessou em perguntar os nomes por que ele já os conhecia, pois nessa manhã foram eles fizeram a brincadeira com o rapaz. Então seus olhos se encheram de ira e por um instante ele percebeu que os frascos ao redor borbulhavam e seu cabelo mudara de cor, então ele se acalmou e ficou tentando achar uma explicação lógica mais não existia. Rick só gargalhou e passou a mão em seus cabelos, depois voltou a se virar sobre uma mesa com uns papéis com cálculos e equações que não tinham resultados.
—Pronto. Todos vocês estão aqui por um único objetivo: tentar ser o melhor dos melhores. – ele sorriu para todos, e quilo era uma visão muito estranha, chegava a dar medo. – Como assim? – perguntou o punk com uma voz de sono. – Como puderam ver vocês não são apenas meros adolescentes, mas algo maior... – ele se virou pra Phillip e sorriu não um sorriso qualquer, mas um sorriso macabro.
John tenta sair sem ser percebido, mas ele escuta o professor Rick o chamar de volta, suas pernas tremeram e com o sussurro do mesmo que o encarava. – Pensa que vai pra onde moleque? Você é o único diferente deles e não vai escapar. – Ele ficou atônito. – como assim não estou entendendo sua linha de raciocínio? – sua voz saia calma, mas estava gritando por dentro. – Me explica isso direito? – ele sorriu novamente, mas não deu um pio ao invés disso se virou para um lado bem iluminado do local onde havia uma porta, todos se viraram sem saber o que esperar daquela cena.
Uns minutos se passaram e quando ele percebeu que o que ele esperava não vinha, se deslocou até a porta sem andar, ele simplesmente desapareceu de onde estava e reapareceu na frente dela e então bateu de leve. Quando ele termina de bater um suspiro
alto se ouviu através da madeira. – Quem é que me perturba? Será que uma dama não pode nem dar um cochilo sem ser assediada por fãs pedindo autógrafos? - A voz saia abafada, mas com uma espécie de autoridade sobre-humana. Todos riram mais Phillip percebeu que ouvira aquela voz antes, então sobreveio em sua mente – A voz virtual que ensinava o conhecimento do mundo e as maneiras como devíamos nos portar perante a radiação, que assolava a atmosfera. – Mas tinha mais, essa voz era bem mais familiar.
– Quem é essa que fala tão engraçado? – perguntou a Day, e nesse momento John colocou mão em sua boca de início ela retrucou mais depois se calou assim que ele fez gesto para se calarem. Rick o olhou e balançou a cabeça e no momento que abriu a boca pra falar algo a porta se abriu e uma garota de aparência esplendorosa surgiu com um par de asas em suas costas.
Ela possuía a pele bem clara e parecia ser mais macia que qualquer tecido produzido, olhos caramelos e bem grandes, cabelos na altura das nádegas e de cor loiro platinado, nariz fino e lábios carnudos de uma cor rosada bem viva, quando se virou para ver os outros ele percebeu que Marcus estava de boca aberta e babava, ele soltou uma gargalhada que não passou despercebida pela jovem de asas, ela veio até onde ele estava, e o analisou, pegou em seus cabelos, cheirou feito um cachorro, alisou sua pele, observou seus olhos, então ela parou e o olhou com um olhar sereno igual quando uma mãe coloca seu filho nos braços para o fazer dormir e quando ia enfiar o dedo na sua boca ele retirou suas mãos de seus lábios.
Ela se virou para o supervisor com chapéu de cowboy e o encarou e ele perguntou, – Ele é mesmo um herdeiro da primeira geração genoma? - a sua voz tinha um ar de desconfiança fingida e depois sorriu – Eu sei quem ele é! - A voz dela era travessa, como uma criança que gosta de fazer pegadinhas com os adultos. - Mas agora é sério. Como é o convivo dele com os demais? - a sua expressão ficou totalmente seria como se nada pudesse penetrar a sua autoridade, e sua pergunta ficou no ar e os outros alunos se olharam entre si, também perceberam que o Rick começou a suar mesmo estando a 19° graus naquele local. Phillip abaixou a cabeça e deu um leve sorriso, pois pela primeira vez ele o via em uma posição desagradável e ele não possuía nenhuma resposta.
- Vejo que como guardião dele você fez um ótimo trabalho e com os outros você desprezou a existência de cada um! - dessa vez a sua expressão era de revolta e não havia sarcasmos em sua voz mais sim ira e revolta – Você renegou a minha espécie para dar valor a sua raça de mutações em laboratório? Eles são apenas… - Phillip acenou com as mãos. — Eu fui bem-criado! Eles me trataram muito bem, nunca me faltara nada em casa. Tive uma boa educação. Eles são ótimas pessoas então, por favor, não os menospreze, pois apesar de não sermos amigos eu sei que são esforçados no que fazem, pois já os vi em ação. - Na sua voz não havia mentiras então ela se acalmou e deu uma tapinha nos ombros de Rick…
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Atualizado até capítulo 23
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