Quando enfim todos os cinco se viram foi uma festa de abraços, sorrisos, choro e muita emoção, assim que entraram na floresta, o líder dos ligths os guiou até duas tendas, uma para os rapazes se trocar e a outra para a moça. Depois que Sanches já estava banhado, de roupa trocada e satisfeito ele apresentou os jovens que estavam com ele, mas ele pediu discrição. - Antes de apresentar a todos vou contar como conheci esses dois; era de tarde, uma terça -feira ainda de sol escaldante nessa terra sofrida e quando estou caçando abutres de chifre olhando pra cima, como se fosse uma onda no céu que se formou e esses dois começaram a cair, acredito que a moça não voou por que na hora no medo esqueceu que tinha asas e esse rapaz não sei por que não fez nada, já que parecia que sua pele estava com outra cor semelhante o cabelo e que só de olhar pra ele, se percebe algo diferente. Então os dois desconhecidos que agora são meus amigos que caíram do céu a quase setenta dia N'Oluar Asted e John Phillip Zangbet. - Luar se levantou super rápido e de forma perplexa, e como modo de tentar corrigir o seu ato estendeu a mão como ato amistoso. - Então eu sou Luar... - a N'Oluar sorriu e disse. - Olha temos nomes parecidos. - Luar sorriu - Temos sim! Então esse é Quilan Zangbet... - John também teve uma reação parecida com Luar mais tentou se controlar ao máximo. - ... Ele é meu filho, aquele com orelha de gato é o Aquiles nosso corredor, antigamente ele era um atleta. Esse rapaz de pele clara e óculos e o Abraham o nosso cientista e atualmente curandeiro, esse homem que trouxe vocês crianças até aqui e meu amigo mais íntimo e legal Sanches e ele era um assassino. - Um frio na espinha percorreu os dois mais logo se esqueceram de tal fato.
Eles ainda estavam tentando ter uma ideia de como esconder aquela floresta, os monstros estavam cada vez aparecendo em grandes números e em algum momento eles teriam que partir pois eles precisam parar a tal guerra. Na manhã seguinte Abraham saiu correndo chamando todo mundo, mas ele tropeçou em um galho e quase caia, mas Aquiles o segurou com um abraço e falou. - Olha lá, não pode me ver que já cai de amores. - E com isso já dá um beijo de bom dia no seu namorado. Logo após o café todos estavam reunidos e Abraham pode falar. - Eu sei como fazer para manter essa floresta intacta e ainda como um santuário para qualquer um que queira se refugiar. - Ele bebeu um gole de água e apontou para a tribo dos ligths. - Eu gostaria de me encarregar de todos os seres que manipulam cura e ensina-los a manipular também o elemento do raio, criar prismas e até mesmo cobrir o sol e fazer chuva, e essa seria a primeira parte, pois Aquiles sendo um Demi humano pode muito bem se comunicar com animais e Quilan com a capacidade de se transformar em qualquer um dos seres ajudaria a buscar outras mutações que ainda possuem consciência humana mesmo com modificações de animais e vocês podem se chamar de animales... - Aquiles interrompe o Abraham e fala. - Que tal animalescos? - Abraham bate palmas e continua concordando com a ideia. - ...Acho o nome maravilhoso. Mas falta algo na primeira parte do plano, pois se qualquer um de nós saímos da floresta podemos ser detectados facilmente por criaturas brutas e sem nenhum tipo de consciência, nem eu e nem ninguém que eu conheço aqui possui um tipo de camuflagem que possa cobrir outras pessoas. - Sanches se levanta pega na mão de Quilan e de Aquiles e usa sua habilidade sombra e não conseguiram ser vistos. - Maravilhoso, não é como se estivessem camuflados mais é como se o espaço ao redor deles fosse modificado não permitindo suas existências, nem com o eco localizador eles são detectados. - Depois Sanches desativa sua habilidade e com um sorriso fala. - Eu tenho um grupo de pessoas escondidos no deserto, todos são capazes de aprender essa minha habilidade igual os alados são capazes de aprender algumas das suas e gostaria de pedir para trazer eles para esse local já que vai virar um refúgio. - Abraham não contestou apenas colocou uma regra. - Se eles forem nos ajudar e não causarem problemas eles são bem vindos. - Sanches balançou a cabeça em forma de afirmação. - Só tem um porem eles são sensíveis a luz do sol só podendo sair à noite. - Abraham colocou a mão no ombro de Sanches e falou. - Tudo bem! Mas passe quatro dias ajudando dando apoio ao Aquiles e ao Quilan para achar mão de obra e refugiados e passado esses dias você irá busca-los. - Os dias se passaram e no final do quarto dia Sanches foi buscar seus colegas refugiados, enquanto isso foram reunidos sessenta ligths, regidos pelo Abraham e 45 Demi humanos, regidos e treinados por Quilan e Aquiles e foi nomeada Luar como a regente daquele refúgio. Depois de cinco dias e seis noites o grupo de Sanches chega, eles tinham pele negra mais muito fina e cabelos brancos e seu formato parecia com lã. - Pronto esses são os que lhe falei, todos já aprenderam a utilizar a habilidade sombra eu ensinei no caminho e no total são vinte e três pessoas. - Abraham olhou para Phillip e N'Oluar e perguntou a eles. - Eu percebi que vocês dois tem mais coisas a esconder do que já demonstraram e se quiserem sobreviver é melhor contar. - N'Oluar se levantou e decidiu falar. - Nós somos o que nosso povo chama de duo genoma... - Os olhos de Luar, Abraham, Sanches, Aquiles e Quilan mostravam medo. - ...Eu sou uma empata, sinto sentimentos, mas também sei lutar uso eco localização e posso criar explosões com o acumulo de vibrações causadas pelo vibrar dos meus dedos e posso voar. - Ela falou à última parte mostrando as asas. - E você garoto sabe o que pode fazer? - Phillip meio receoso falou. - Eu desconheço alguma dessas coisas, só sei que fui caçado e levado para um local onde o meu professor de desempenho quis me matar. - Aquiles chegou próximo ao garoto e o abraçou dizendo que estava tudo bem. Logo eles perceberam que desde quando os garotos chegaram ninguém nunca se interessou sobre a história deles. - Os dois por favor venham comigo! - Abraham chamou os dois e os três entraram numa tenda. - Desculpem-me vocês dois por negligenciar a presença de vocês. Mas podem contar a história de vocês. - N'Oluar novamente foi a primeira. - Eu, fui retirada da minha família no momento do nascimento e escondida dos olhos da sociedade, fizeram vários testes e no final implantaram biotecnologia em meu corpo, eu lembro de um barulho bem alto e quando acordei os homens que estavam fazendo testes comigo estavam preocupados com uma tal de duo genoma, então observei de um lado para o outro e vi uma criança um pouco mais novo do que eu e eles estavam preocupados com ele por ter sido atingido por uma onda de biotecnologia e se aquilo iria afetar o proposito dele. Logo que abri a boca pra falar algo senti as ondas de som ao meu redor e percebi a frequência estranha que vinha do garoto e memorizei, depois de alguns anos na cidade cúpula que moramos os responsáveis pela cidade decidiram jogar na fábrica de oxigênio os componentes da duo genoma assim contaminando todos, e em menos de um ano alguns humanos natural morreram e outros sofreram grandes mudanças sendo jogados fora da cidade para morrer, mas quem mais se adaptou foram as crianças e depois de quinze anos reencontrei esse garoto. - Ela apontou para Phillip. - E você John Phillip qual a sua história? - John mesmo desconfortável com a situação decidiu falar. - Eu não lembro muito bem da minha infância, apenas que fui adotado aos cinco anos pelas minhas duas mães, Alex e Mary, a nossa cidade se chama de cúpula flutuante e não existem mais países, pois a guerra devastou tudo... - O Abraham pediu para ele parar e fazendo uma cara de desentendido falou segurando nos ombros do garoto. - Guerra? Como assim a guerra só vai começar daqui a seis ano... como já pode ter acontecido? Será que... Não deve ser, mas se for! Vocês são de que ano? - Ambos se olharam e os garotos falaram junto. - Dois mil oitocentos e quinze! - Abraham colocou a mão na boca e ficou da altura dos rostos dos dois. - Por favor não falem pra ninguém de qual tempo vocês são pois nós estamos no ano dois mil setecentos e oitenta e quatro e se vocês falarem o ano que são ninguém vai acreditar e os que acreditarem perguntaram coisas sobre os seus futuros e isso é bem perigoso, pois devemos deixar o futuro como está e se algo for dito agora não terá como modificar. Eu peço mais uma vez não falem nada sobre o futuro. - Os dois concordaram com a cabeça mais John tinha uma pergunta. - Vocês são os quimeras? - Luar entrou na hora pigarreando como quem anuncia sua chegada. - Como vocês viram lá fora, sim estamos formando uma sociedade para colher refugiados não importando se são mutações como nós ou se são humanos naturais. E peco desculpas por ter ouvido a conversa de vocês igualmente os outros três que estão lá fora e que já deveriam ter entrado... - Quilan, Sanches e Aquiles entraram na cabana e Luar apresentou alguns lugares no chão e pediu para todos se sentarem. - ...Então vocês crianças são o nosso futuro. Não se preocupem não irei perguntar nada que possa comprometer a história, mas uma coisa eu afirmo todos que estão aqui vão evitar essa guerra. - N'Oluar levanta a mão e fala. - Realmente na nossa época não existe radiação mais os nossos líderes insistem em dizer que a atmosfera estar repleta dela e que não podemos sair de modo nenhum pra fora da proteção das cidades. - John também levantou a mão e falou. - Além que eles ensinam que as quimeras são as maiores inimigas da nossa sociedade. E semelhante ao que vocês falaram hoje as quimeras são divididas em três grupos; Os sombras, chamados de força espia pois são indetectáveis, os Ligths que são os controladores do elemento luz e os animalescos que são a força. - Luar faz cara de espanto e solta um, - out... - Ela respirou e tornou a palavra. - Se tudo isso é verdade significa que de algum modo a gente conseguiu parar a guerra e salvar toda a vida na terra. E agora que vocês nos contaram sobre vocês é a hora de saberem mais sobre a gente. - Ela juntou as palmas das mãos e se virou para Abraham e Aquiles.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 23
Comments