AUTORA NARRANDO ON
Laura sempre foi menosprezada por seu pai, sempre foi humilhada apesar de ser uma boa filha. Ela nunca entendeu isso, mas desde nova entendeu como era o sentimento da rejeição, desde nova aprendeu como as palavras poderiam ferir profundamente outras pessoas. Por passar tudo que passou com o seu pai, prometeu a si mesma que jamais proferiria palavras que pudessem machucar outras pessoas. Apesar de sempre ser ferida com palavras ou até mesmo com a falta das palavras.
Laura sempre foi meiga, carinhosa e autêntica, forte e ao mesmo tempo, frágil. Ouvir a secretária do Sr. Mharvyn falar daquela maneira com ela foi como se estivesse voltado da estaca zero. Para quê mudar de país se pessoas com ódio no coração estão por todos os lugares? De quê adianta sumir de pessoas que já nus feriu se encontraremos tantas outras por qualquer lugar que possamos ir? Só a uma coisa a ser feita em relação a isso; NÃO SER ESSE TIPO DE PESSOA. Pessoas que proferem ódio em palavra para outras pessoas, não devem ter noção do estrago que isso pode fazer no coração e na mente de uma pessoa, ou muitas das vezes eles até têm noção sim, muita das vezes a pessoa que ostila ódio também está com o coração ferido, com o psicológico afetado e não sabe outra forma de colocar isso para fora, não sabe como lidar. Vou dar um conselho: AJUDA! Divida o seu peso com alguém, não faça com outras pessoas o que fizeram com você! Que possamos usar o nosso dom da voz, com palavras que venham para agregar, construir e motivar.
Laura ao ouvir as palavras de Carla, novamente se sentiu impotente e mais uma vez como todas as outras vezes não teria ninguém. Quando finalmente chegou o Sr. Mharvyn, Laura sentiu-se aliviada por finalmente alguém parar aquela mulher. Não é sobre gritar, não é sobre ter ciúmes de um homem do qual nem a pertencia. É sobre a pessoa falar com tanta propriedade o que a outra pessoa é, é sobre falar com tanta dimensão do que a pessoa não é capaz, colocar a pessoa como um ninguém, por isso Laura ficou tão mau com as palavras ditas por Carla.
Quando Christian Mharvyn chegou, Laura não pode negar que também (sentiu) medo, tantas pessoas já a diziam que ela era uma ninguém, ali realmente era isso que estava se sentindo, uma ninguém. Poderia ser os hormônios da gravidez? Com Certeza! Mas também poderia não ser e sim ser somente uma sensação de impotência de qualquer ser humano.
Quando Christian Mharvyn repreendeu Carla, Laura sentiu-se aliviada, talvez fosse esse sentimento que nunca sentiu quando ainda morava com os seus pais. A sensação de alívio. Alívio por saber que independente de tudo a sua mãe estava ali. Quando Laura ouve Christian Mharvyn falar que ela chorando não parecia uma adulta foi a gota d'água. Por isso chegou no seu limite e falou o que falou. Para ela, sair dali foi a sua melhor opção.
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Laura chegou em casa furiosa, os hormônios da gravidez afetaram ela de um jeito que nem ela mesma entendeu.
Laura pegou-se pensando na entrevista. Na cabeça dela, claro que ela não conseguiria aquela vaga. Grávida, quem contrataria uma pessoa grávida ainda mais para serviços gerais?
Após tanto pensar, chegou a conclusão de que não falará que está grávida, irá sempre usar roupas largas que disfarce a sua barriga. Trabalhará, juntará o máximo de dinheiro que puder e quando completar nove meses sairá do emprego, cuidará do seu bebê e só então após uns 2/3 meses voltará a procurar um emprego.
No Brasil era comum você encontrar mãe solo, que cria os seus filhos sozinhos, mas pelo que pode perceber, na Inglaterra não funciona assim. Pessoas ficam olhando, cochichando e até mesmo fazendo comentários maldosos. Ela viu isso no centro enquanto caminhava.
Laura precisava conversar, colocar para fora tudo o que estava sentindo. Após tanto pensar sozinha na sua casa resolveu ir à casa de Laryssa.
Laryssa estava se arrumando para ir a uma “boate” encontrar os seus amigos e o seu namorado, assim que Laura apareceu na porta já lhe fez logo o convite que claro recusou de imediato.
Após Laura contar-lhe tudo o que aconteceu, Laryssa ficou doida, aconselhou a amiga e prometeu ajuda-la a procurar um emprego em que fosse bem tratada. Contente por saber que tinha sim uma nova amiga sorriu e abraçou Laryssa, que foi aí que começou a insistir ainda mais para que Laura fosse junto a ela na “boate”.
Lary: Por isso eu digo mais uma vez, vamos comigo, vai ser ótimo para você distrair a sua mente.
Laura: Não preciso, só preciso de um belo banho e a minha cama, que não é minha e sim do seu irmão kkkkk
Lary: Você está com estresse acumulado, vai ver que quando colocar todo esse peso na pista de dança irá ficar bem mais relaxada.
Laura: Isso é verdade, mas você sabe muito bem que não arrumei um emprego ainda, não posso me dar o luxo de está saido assim.
Lary: E quem disse que vamos pagar algo? Vai Laura, vamos logo.
Laura: Não quero ficar de vela não.
Lary: E quem disse que precisa? Ele irá levar um amigo que é um gato, gostoso e as mulheres piram com ele.
Laura: Você só piora hahaha não quero ninguém.
Lary: Tirar umas casquinha as vezes não faz mau mão tá?
Laura: Não vai desistir não é mesmo?
Lary: Não mesmo!
................
Estamos na porta da Boate esperando que o tal Guilherme chegue para nus pegar e nus levar até onde estão acomodados.
Não demora muito para que Guilherme chegue para nus buscar, quando vejo o seu rosto me parece familiar mais não consigo lembrar de onde.
Guilherme: Prazer Laura, me chamo Guilherme.
Laura: Prazer Guilherme, mais como sabe o meu nome?
Guilherme: Teria como não saber? - Diz Guilherme arqueando uma sobrancelha em direção a Laryssa
Laura: ah! Claro! Como eu pude duvidar Hahaha
Como Lary disse, não precisamos pagar nada, a nossa entrada pelo, o que pude perceber já estava paga, não precisamos falar com ninguém e muito menos enfrentar fila. Ao chegar na mesa em que os meninos estavam, noto um homem de costas alto, musculoso, cheiroso e como Lary disse, bem cobiçado as mulheres da mesa à frente estão praticamente caindo de quatro por ele. E ele está parado sério observando as meninas dançarem.
Guilherme: CHRISTIAN! - Diz Guilherme alto para que o amigo pudesse ouvir.
Quando o amigo vira para nus cumprimentar, não pode ser! O meu carma deve ser muito grande.
Chris: Olá Laryssa! Trouxe companhia? - Diz cumprimentando Lary com dois beijos no rosto.
Lary: Oi, Chris! Essa daqui é minha amiga Laura!
Chris: Prazer Laura! - Mais que descarado, fingindo não me conhecer.
Laura: Olá, prazer! - digo sem nem me aproximar.
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Atualizado até capítulo 193
Comments
Alessandra Assis de Melo
'nos" e não ' nus'
2025-03-10
1
_ANINH4A._
Karma é ? kakakakakak
2025-01-10
0
Marli Batista
Pronto se fazendo que não conhece ela
2024-12-04
1