Jacob
O caminho até nossa casa era curto, porque procurei por meses uma casa que ficasse próxima à antiga casa da Maya, assim ela e tia Alice poderiam se ver sempre, sem precisar passar horas na estrada. Mas se eu pensar bem, as duas trabalham no mesmo prédio...
Enfim, mulheres sempre tem assunto, não é mesmo?!
Dirigi meio tenso, mas ter o carinho da minha esposa, que beijava minha mão e acariciava meu braço o tempo todo, isso me deixou mais calmo.
Sinceramente nunca tinha visto esse lado amoroso da minha tempestade, pelo menos não comigo, e não depois da burrada que eu fiz.
Ela sempre foi carinhosa, mas assim, toda dengosa e meiga...isso pra mim é novidade.
E eu não sou nem doido de reclamar. Eu vou é aproveitar todo esse carinho. Sei lá, vai que quando ela se der conta de que não está só indo passar férias fora de casa esse amor todo passe e ela evolua para o furação Maya?! Tenho que aproveitar a calmaria enquanto eu posso!
- Tá quietinho porquê? - a voz doce me tira dos meus pensamentos.
- Pensando no quanto eu estou feliz, e muito ansioso pra saber se você vai gostar da nossa casa.
- Se eu não gostar, a gente manda demolir e constrói outra, ué?! - ela dá de ombros e eu arregalo os olhos, fazendo ela cair na gargalhada, se curvando de tanto rir. - Amor...é sério...você tinha que ver...A sua cara...de desespero. - fala, entre as risadas.
Fico tão surpreso e ao mesmo tempo feliz por ela me chamar de amor novamente, que paro o carro no acostamento, ligo o alerta, e tiro o cinto, segurando minha tempestade pela nuca, pegando ela de surpresa e tomando sua boca com um beijo intenso, de língua, bem molhado e faminto, deixando minha baixinha molinha, molinha. Termino o beijo, com ela ofegante e descabelada, com os lábios inchados e as bochechas vermelhas, me olhando sem entender nada.
- Jake...me fala...o que eu fiz...pra você me atacar...desse jeito...
- E porque você quer saber? - sorrio de lado, pois já sei a resposta.
- Pra eu...repetir ué! Quero ser...atacada! vem cá, meu gato!
Eu sabia! Sou puxado pela camisa e me enrosco na minha baixinha, que logo eu livro do cinto e puxo para o banco de trás do NOSSO carro. Vidros escuros, ar condicionado ligado e muitos beijos ardentes e intensos...Acho que não vamos chegar em casa tão cedo!
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- Aí minha nossa! - ela olha, admirada. - Que casa linda! É sua?!
- Não meu amor...- abraço ela por trás. - É nossa! E você não faz ideia do quanto eu desejei esse momento, Maya...
Sinto minha voz falhar...é tanta emoção junta que não consigo conter as lágrimas que ela enxuga, me olhando com carinho.
- Eu amo tanto você, minha tempestade. Você não faz ideia do quanto eu estou em êxtase por ter você aqui comigo...- beijo o anel em seu dedo. - Como minha esposa Maya...na nossa casa...eu sonhei tanto...eu pedi tanto...
- Oh, meu amor, assim eu vou chorar também...- ela me abraça apertado, e faz meu peito quase explodir de felicidade. - Nós vamos ser muito, muito felizes nessa casa ou em qualquer lugar, te prometo que vou me dedicar pra que isso aconteça. - ela se afasta e sorri, fazendo carinho na minha barba. - Agora vamos...- entrelaça nossos dedos. - Estou ansiosa para conhecer nossa casa! - ela olha de cara feia para um ponto atrás de mim. - E também não quero ficar aqui fora exibindo meu marido gato pras visinhas intrometidas e talaricas! É bonito mas tem dona, tá?! E eu sou maluca, hen! Nem tentem se meter à besta,não!
Eu olho pra trás e vejo três moças com roupa de corrida...e as três saem literalmente correndo dali, assim que ouvem minha ciumenta linda dando um chega pra lá nelas.
Olho pra frente novamente, e encontro minha tempestade já em fase de evolução para tsunami raivoso, mas eu nem ligo, tasco um beijo gostoso na boca pequena e carnuda, desfazendo toda a birra e o bico lindo que ela faz quando está brava.
- Nem pense em ficar com ciúmes, minha princesa. Quem eu quero está exatamente aqui, nos meus braços e eu pretendo que seja assim pro resto das nossas vidas, entendeu?!
Ela assente e dá um sorrisinho arteiro.
- Mas que foi engraçado ver a cara de assustada daquelas garotas, isso foi...- eu concordo, pegando ela no colo e caminhando em direção à porta. - Jake, eu consigo andar sabia?!
- Eu sei, mas quero fazer direito, amor...- dou um selinho nela, que faz carinho na minha nuca e sorri, olhando em meus olhos. - Vou entrar na nossa casa, com o pé direito...- suspiro, sem desviar o olhar daqueles lindos olhos escuros e apertadinhos. - Carregando meu bem mais precioso nos braços...você Maya...minha tempestade...meu único amor!
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Atualizado até capítulo 59
Comments
Laura Boloko
só por eu estar a comentar tenho assunto 🤭🤭🤭
2024-12-09
0
Laura Boloko
Ele está na profissão errada 🤗🤗🤗🤗
2024-12-09
0
Marilia Carvalho Lima
❤️❤️❤️
2024-08-15
3