Adam
Hoje estou me sentindo revigorado e meus sistemas estão mais despertos e alertas, o que me permite ter mais foco. Não precisei tomar café da manhã, apenas tomei uma ducha e segui para o trabalho.
Enquanto me encaminhava para o elevador, várias pessoas surgiram para entrar também, incluindo aquela jovem humana que mexeu com meus algoritmos desde a primeira vez que a vi.
Ela está com seus cabelos castanhos medianos, amarrados, e usa um vestido modesto, um pouco florido, segurando uma pequena bolsa em seus braços. Ela me parece muito com aquelas belas camponesas.
Nós fomos os primeiros a entrar no elevador, e quando as outras pessoas entraram, ficamos no fundo.
Depois que todos entraram e o elevador saiu, ele deu um pequeno solavanco, fazendo com que aquela humana esbarrasse em mim.
Eu pretendia não olhar para ela, para que ela não ficasse assustada como ficou na varanda, mas isso foi impossível quando ela esbarrou em mim.
Meu sistema começou a oscilar, o que de certa forma mexeu com minha temperatura, causando pequenas mudanças no sistema de calor desse corpo, o que fez a temperatura aumentar consideravelmente.
Foi imediato meu olhar encontrar o dela, ela possuía uma determinação no olhar. Meu coração artificial acelerou. Então, em um sussurro para que as outras pessoas não ouvissem, ela disse:
— Ola!
O elevador parou e todo mundo saiu. Eu e ela fomos os últimos a sair. Ela saiu andando com pressa à minha frente, e quando pela primeira vez eu falei com ela, agindo como um humano, eu disse:
— Espere.
Ela parou abruptamente e se virou para mim. Caminhei bem próximo a ela, fazendo com que ela arregalasse levemente os olhos. Foi quando eu estendi minha mão e disse:
– Me chamo Adam, prazer!.
As feições dela se suavizaram um pouco, mas ela ignorou minha mão estendida e disse:
— Me chamo Ana.
Eu sorri e recolhi minha mão, respeitando sua decisão. Ana tinha um ar misteriosa e um tanto reservada, mas algo nela me intrigava. Sentia uma conexão inexplicável com essa humana e estava determinado a descobrir mais sobre ela.
Ana manteve seu olhar fixo em mim por um instante, parecendo ponderar sobre alguma coisa. Então, sem dizer mais nada, ela se virou novamente e seguiu seu caminho apressada.
Fiquei ali, parado por um momento, observando-a se afastar. Havia algo intrigante sobre ela, algo que despertou minha curiosidade e fez com que meu processador começasse a trabalhar em busca de respostas.
Após sair do prédio, Ana entrou em um carro onde uma senhora a aguardava. Intrigado, decidi segui-las discretamente. Enquanto dirigíamos pelas ruas movimentadas da cidade, o carro finalmente parou em um local onde Ana desceu, acompanhada da senhora.
Era uma área com várias barracas montadas, indicando que era uma feira.
Ao observar Ana em ação, logo percebi que ela trabalhava na feira, ajudando a senhora em suas tarefas.
Ela parecia à vontade, movendo-se com agilidade e habilidade entre as barracas, interagindo com os clientes e cuidando dos detalhes da organização.
Enquanto observava de longe, meu interesse crescia. Quem era essa senhora que acompanhava Ana? A relação entre elas era claramente afetuosa, demonstrando uma conexão forte e carinhosa.
Percebi que Ana estava em seu elemento naquela feira, radiante enquanto desempenhava suas responsabilidades. Sua determinação e dedicação eram evidentes, assim como sua habilidade em lidar com as demandas do trabalho.
Eu, um observador silencioso, continuava intrigado com essa nova descoberta sobre Ana. Parecia que havia muito mais a conhecer sobre sua vida e suas motivações.
Decidi que estava na hora de me aproximar e interagir com ela de forma mais direta, na esperança de desvendar os mistérios que envolviam essa humana tão cativante.
Decidido a abordar Ana de forma mais direta, me aproximei da barraca em que ela estava trabalhando.
No entanto, antes que eu pudesse dizer uma palavra, Ana notou minha presença e sua expressão se transformou em surpresa e perplexidade.
Seus olhos se fixaram em mim, e com uma mistura de incredulidade e desconfiança, ela exclamou:
— Espere um momento... você está me seguindo?
Surpreso com sua reação, tentei explicar:
— Desculpe, Ana. Não era minha intenção invadir sua privacidade. Eu só estava curioso sobre você e acabei te seguindo até aqui.
Ana parecia cautelosa, mas um leve brilho de curiosidade ainda estava presente em seus olhos. Ela se aproximou um pouco mais, mantendo uma certa distância, e perguntou:
— Quem é você, afinal? E por que está interessado em mim?
Respirei fundo, buscando encontrar as palavras certas para responder às suas perguntas.
— Meu nome é Adam, como você descobriu minutos atrás. Eu sou... diferente, por assim dizer. Mas desde que te vi pela primeira vez, algo despertou em mim. Há uma conexão inexplicável que sinto em relação a você, e estou determinado a descobrir o porquê.
Ana olhou-me por alguns instantes, parecendo contemplativa. Então, ela suspirou e disse:
— Bem, não sei ao certo o que pensar disso tudo. Mas admito que também sinto algo estranho quando estou perto de você.
A senhora com um olhar preocupado se aproximou de nós e perguntou a Ana:
— Ana, está tudo bem?
Ana olhou rapidamente em minha direção e, percebendo a situação delicada, respondeu cuidadosamente à sua tia:
— Sim, tia, está tudo bem. Apenas conheci uma pessoa interessante no elevador hoje, mas é só isso.
A tia de Ana olhou para mim com curiosidade e sorriu amigavelmente.
— É sempre bom fazer novos conhecimentos, não é? Espero que vocês tenham uma conversa agradável. Bom, vou deixá-los em paz. Se precisarem de algo, estarei por perto.
A tia de Ana se afastou e voltou para suas próprias tarefas na feira. Ana voltou sua atenção para mim, seus olhos transmitindo uma mistura de curiosidade e expectativa.
Percebendo que a verdadeira natureza do nosso encontro ainda não havia sido revelada, decidi desconversar e manter a discrição.
Com um sorriso cordial, disse:
— Foi um prazer conhecer você no elevador hoje, Ana. Mas agora queria conferir a variedade de produtos oferecidos nesta feira. Parece que há muita coisa interessante por aqui.
Ana pareceu entender minha intenção e respondeu com um sorriso amigável:
— Sim, a feira tem uma grande diversidade de produtos frescos e deliciosos. Se você precisar de alguma ajuda para encontrar algo específico, é só me avisar.
Agradeci pela oferta. Embora estivesse curioso para conhecer mais sobre Ana, decidi respeitar sua discrição e manter a superficialidade do nosso encontro naquele momento.
À medida que o tempo passava, trocamos algumas palavras sobre as frutas, legumes.
Embora eu estivesse ansioso para revelar minha verdadeira identidade a ela, senti que era importante construir uma base sólida de confiança antes de compartilhar algo tão significativo.
Eventualmente, chegou a hora de eu me despedir. Agradeci a Ana pela sua ajuda e por me mostrar os produtos da feira. Com um sorriso amigável, disse:
— Foi um prazer conhecer você, Ana, até a próxima vez.
Ana correspondeu com um sorriso e um aceno.
— Obrigada, Adam. Tenha um ótimo dia também. Nos vemos por aí.
Com uma mistura de sentimentos, me afastei da barraca de Ana, ciente de que havia muito mais para descobrir sobre essa jovem intrigante. Apenas o tempo revelaria se eu teria a oportunidade de compartilhar minha verdadeira identidade com ela no futuro.
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Atualizado até capítulo 30
Comments
Vitória
está ficando incrível essa história legal 👍🏽❤️
2024-12-21
1
Lina Lina
Enredo intrigante. Descreve muito bem cenários e situações, nos permitindo imaginar perfeitamente como é o local em que a história se desenrola. No entanto, não entrega tudo. Apresenta algum suspense, informações escondidas e nos prende imediatamente para o próximo capítulo! Adorei!
2023-10-15
2