Adam
Enquanto sigo apressado ao lado de Ana, minha mente está repleta de incertezas e preocupações. As vozes desconhecidas e aquele estranho círculo de códigos ainda ecoam em minha mente, mas agora a urgência de proteger Ana e escapar dessa situação torna-se minha prioridade.
Nossos passos ecoam pelos corredores do prédio enquanto seguimos em direção ao apartamento de sua tia. Minha mente está em turbilhão, tentando montar o quebra-cabeça desses acontecimentos bizarros.
Chegando à porta do apartamento, eu a abro rapidamente, entrando com determinação. Ana me segue de perto, preocupada com sua tia e o perigo que se aproxima.
Enquanto nos aproximamos do quarto onde sua tia está, ouvimos sua voz preocupada chamando por Ana. Uma mistura de alívio e apreensão toma conta de Ana ao vê-la segura.
— Senhora, temos que sair daqui imediatamente. É perigoso ficar aqui. — aviso com urgência.
Sua tia nos encara com olhos arregalados, confusa com a nossa chegada repentina e o tom de preocupação em minha voz. Ela se levanta rapidamente, pronta para agir.
— O que está acontecendo? Por que precisamos sair às pressas? — questiona a tia de Ana, visivelmente preocupada.
Explico brevemente a situação, sem entrar em detalhes sobre mim. Apenas digo que estamos em perigo e que não podemos perder tempo.
Buscando transmitir a seriedade da situação, Ana suplica:
— Adam está certo, tia. Não temos tempo para explicar agora, mas precisamos sair imediatamente. Confie em mim, por favor.
Sua tia hesita por um momento, mas ao olhar para nós dois, ela percebe a gravidade da situação. Sem mais questionamentos, ela pega algumas coisas essenciais e nos segue em direção à saída.
Enquanto caminhamos apressadamente pelo corredor, meu coração bate acelerado, consciente de que o tempo está se esgotando. Eu não consigo evitar o sentimento de responsabilidade por trazer Ana e sua tia para esse perigo.
Chegando ao térreo do prédio, a movimentação começa a chamar a atenção dos moradores, que se perguntam sobre o motivo da evacuação. O som das sirenes do alarme de incêndio preenche o ar, ecoando como um sinal de alerta.
O caos começa a se instaurar, com pessoas correndo em todas as direções e vozes alarmadas preenchendo o ambiente. Mantendo Ana e sua tia próximas a mim, procuro encontrar uma rota segura para sairmos do prédio.
No meio da confusão, vejo uma porta de emergência próxima e conduzo Ana e a tia naquela direção. Atravessamos a porta, emergindo para o lado de fora do prédio, onde a noite escura nos recebe.
Decidido a buscar abrigo e proteção para Ana e sua tia, ligo para dona Sofia, nossa amiga de confiança. Com a voz firme, transmito a urgência da situação e a necessidade de encontrar um lugar seguro para nos refugiarmos temporariamente.
— Sofia, é o Adam. Precisamos de ajuda. Estamos em perigo e precisamos sair da cidade o mais rápido possível. — digo rapidamente, tentando conter a ansiedade em minha voz.
Com toda sua gentileza e disposição em ajudar, ela ouve minha súplica e responde prontamente:
— Adam, não se preocupe. Venham para o meu sítio. É um lugar afastado do centro da cidade e podemos garantir sua segurança lá.
Um suspiro aliviado escapa de meus lábios ao ouvir essas palavras reconfortantes. Agradecendo a generosidade de Sofia, explico que estamos a caminho e combinamos um ponto de encontro para que ela possa nos guiar até seu sítio.
Guiando Ana e a tia, seguimos as orientações de dona Sofia e logo nos encontramos diante de seu carro. A sensação de segurança começa a envolver-me enquanto entramos no veículo e partimos rumo ao sítio.
Durante a viagem, o silêncio paira no ar, mas os pensamentos e perguntas continuam a martelar em minha mente. Como eles chegaram tão rápidos a mim? Por que estão usando uma nova programação? E, acima de tudo, como podemos nos proteger e desvendar os mistérios por trás dessa organização?
A estrada parece interminável, mas finalmente chegamos ao destino. O sítio de dona Sofia se estende diante de nós, um refúgio tranquilo em meio à natureza. Agradeço novamente a generosidade e a prontidão de nossa amiga enquanto descemos do carro.
Sofia nos guia até a casa principal do sítio, onde encontramos conforto e abrigo. Enquanto nos acomodamos, agradeço mais uma vez, dessa vez com um olhar cheio de gratidão.
— Sofia, não sei como agradecer por nos ajudar nesse momento difícil. Você é verdadeiramente uma amiga especial.
Ela sorri gentilmente, colocando uma mão em meu ombro.
— Adam, Ana é como uma filha para mim, e você se tornou parte de nossa família. Estou aqui para ajudar no que for necessário. Juntos, encontraremos respostas e enfrentaremos os desafios que se apresentam.
Uma sensação de confiança e esperança começa a surgir em meu coração. Sabendo que temos um lugar seguro para nos refugiarmos e uma amiga leal ao nosso lado, sinto-me fortalecido para enfrentar os desafios que virão.
Olhando para Ana, sei que o caminho à frente será árduo, mas estamos juntos nessa jornada. Estamos determinados a descobrir a verdade, proteger uns aos outros e encontrar uma maneira de superar as adversidades que nos cercam.
Após nos instalarmos no sítio de Sofia, a exaustão começa a pesar sobre nós. Aproximando-me de Ana e sua tia, percebo que elas ainda estão abaladas com os eventos recentes.
Com gentileza, coloco uma mão reconfortante no ombro de Ana e digo:
— Ana, sua tia parece estar confusa e precisa descansar. Vamos deixá-la descansar por agora. Amanhã, quando todos estiverem mais calmos, poderemos esclarecer as coisas para ela.
Ana olha para mim, seus olhos transmitindo uma mistura de preocupação e compreensão. Ela concorda, sabendo que a tia precisa de um tempo para assimilar tudo o que aconteceu.
— Você está certo, Adam. Minha tia está abalada e precisamos dar a ela algum tempo. — ela responde, com uma voz carregada de emoção.
Respeitando o desejo de Ana, acompanho-as até o quarto onde sua tia descansará. Com suavidade, Ana auxilia a tia a se acomodar na cama, certificando-se de que ela esteja confortável.
— Descanse, tia Maria. Vamos cuidar de você. — diz Ana com ternura, beijando levemente a testa da tia.
Sua tia sorri levemente, parecendo reconhecer o amor e a preocupação de sua sobrinha. Ela fecha os olhos e se entrega ao sono, buscando algum descanso em meio ao turbilhão de acontecimentos.
Após de certificar de que a tia está descansando tranquilamente, Ana se retira do quarto. Encontramos um local tranquilo na casa principal do sítio, onde podemos conversar em particular.
Sentamos juntos, em silêncio por um momento, permitindo que a gravidade da situação se estabeleça em nossas mentes. Em seguida, Ana quebra o silêncio.
— Adam, amanhã precisamos esclarecer tudo para a tia Maria. Ela merece saber a verdade. Ela é a minha família, e não posso deixá-la de fora. — ela diz determinada, olhando diretamente em meus olhos.
Compreendo a importância disso para ela. É hora de sermos honestos e compartilharmos os desafios e perigos que nos cercam.
— Você está certa, Ana. Sua tia merece saber a verdade e ter a oportunidade de participar das decisões que afetam sua vida. Amanhã, encontraremos um momento adequado para conversar com ela e explicar tudo. — respondo, apoiando suas palavras com sinceridade.
Ana assente, um misto de gratidão e determinação refletido em seu rosto. Juntos, sabemos que enfrentaremos o desconhecido, protegendo uns aos outros.
Com essa resolução em mente, nos levantamos e nos preparamos para descansar, sabendo que o amanhã trará consigo novos desafios e incertezas.
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Atualizado até capítulo 30
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