No passado, Valéria havia se casado por estar grávida, era um casamento feliz porém cheio de dificuldades.
Antes de engravidar, Valéria vivia com a sua mãe e as duas se ajudavam muito. Valéria trabalhava e fazia faculdade de direito, seu sonho era ser uma advogada de sucesso e sair da vida humilde que levava.
Na faculdade, Valéria conheceu Mário, eles se apaixonaram e viveram um romance rápido, porém Valéria ficou grávida e Mario assumiu a responsabilidade de criar seu filho.
Mario largou a faculdade e trabalhou em dois empregos para sustentar a família, sua mãe, Arlete, também trabalhava como costureira para poder ajudar sua filha, Valéria, que por sua vez, se sentiu envergonhada e largou a faculdade e o trabalho e ficou apenas em casa. Valéria se sentia deprimida e sabia que sua vida iria mudar, seus planos e sonhos nunca iriam se realizar.
Arlete tentava alegrar a filha, mas a depressão tomava conta de sua mente, ela não conseguia pensar na criança com o mesmo amor que Mario e Arlete tinham pelo bebê.
O bebê nasceu, era uma menininha linda, parecida com o pai, na maternidade, Valéria se recusava a amamentar a filha e deixou a escolha do nome para o pai da menina. Mario e Arlete escolheram o nome Amanda.
Um mês depois de dar à luz, Valéria voltou a trabalhar, ela não conseguia ficar em casa e nem cuidar de Amanda, então Arlete precisou parar de trabalhar para cuidar da menina, Mario não foi contra a decisão de Valéria, e pagava todas as despesas da casa, ele tinha em mente que deveria dar o melhor para sua filha e sua amada esposa, mesmo não sendo casados oficialmente, Mario os via como marido e mulher e estava disposto a fazer de tudo para que sua família fosse feliz.
Valéria voltou a estudar e trabalhou muito, passava muitas horas fora de casa, quase não via a filha. Enquanto isso, Amanda crescia sendo muito amada pelo seu pai e sua avó.
O tempo passou, Valéria se formou e conseguiu emprego em um escritório de advocacia, porém ficou grávida novamente seis anos depois da primeira filha, então a depressão tomou conta novamente.
Valéria passou toda a gravidez trancada no quarto, quase não saía, não queria ver ninguém e nem conversar com ninguém. Mais uma vez, um filho estava atrapalhando seus planos.
Thais nasceu e mais uma vez, Valéria não fazia questão de cuidar da filha, se recuperou do parto e conseguiu outro emprego em um escritório maior.
Da mesma forma que Amanda, Thais foi criada com o amor do pai, da avó e da irmã mais velha, quase não tinha contato com a mãe e quando ela tentava chegar perto de Valéria, era esnobada e maltratada.
Quando Thais tinha dois anos, Valéria conheceu Mauro Ribeiro. Mauro era um cliente vip da empresa que Valéria trabalhava, ficaram próximos e tiveram um relacionamento. Mauro não sabia sobre o marido e as filhas de Valéria, então depois de um ano a pediu em casamento. O pedido foi aceito com muita alegria, Valéria nem se lembrava que tinha uma família em casa esperando por ela.
Mauro era viúvo e tinha um filho de doze anos chamado Caio, A mãe de Caio faleceu durante o parto, Caio nunca soube o que era ser criado por uma figura feminina, as únicas mulheres da sua vida eram as babás e empregadas contratadas pelo seu pai, eram mulheres muito amorosas e cuidavam muito bem de Caio, mas Mauro ainda gostaria que ele tivesse uma figura materna, essa vontade influenciou Mauro em pedir Valéria em casamento. Aos olhos de Mauro, Valéria era uma mulher batalhadora, amorosa e segundo o que ela dizia, tinha vontade de ter uma família de verdade.
Valéria não pensou duas vezes em abandonar as filhas e o marido, que apesar de ver como ela tratava as filhas, ainda assim a amava muito e tinha esperança dela um dia aceitar a família que tinha.
Um dia, Valéria esperou todos dormirem, deixou uma carta para a mãe e foi embora, não levou nenhuma roupa. Na carta, ela dizia que aquela vida não era o que sonhava, ela estava indo embora e não queria levar nada dali, ela ainda dizia que ia se casar com um homem de verdade e ter filhos que pudesse amar.
Márcio ficou muito triste, e não aguentou voltar para casa sabendo que a mãe de suas filhas estava dormindo com outro homem, no mesmo dia em que Valéria foi embora, Márcio se jogou de cima de uma passarela, e caiu em cima dos trilhos do trem.
Depois de algumas semanas, já casada, Valéria voltou para casa de sua mãe, ela ficou mal por abandonar Márcio que, afinal de contas, também desistiu de seus sonhos pelas meninas.
Sentadas na mesa da cozinha, Arlete conta o ocorrido. Assim que descobre da morte de Márcio, Valéria olha as meninas, Amanda com dez anos e Thais com três anos, as duas estavam na sala assistindo desenho.
_ Então mãe, não tem mais nada que me prende nesse lugar.
_ E suas filhas?
_ Eu nunca as quis. Pode mandar para um orfanato se quiser!
Essa foi a última conversa que as duas tiveram, antes de ir embora, Valéria disse.
_ Eu voltaria pela senhora, mas eu sei que você não vai se livrar dessas duas!
Arlete nunca mais viu as filhas e precisou cuidar das netas, ou cuidava ou enviava para um orfanato e Arlete não era capaz de fazer isso.
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Depois do casamento, Valéria planejava engravidar para gerar um herdeiro, ela sabia que havia ações da empresa em nome de Caio e gostaria de ter um filho para que pudesse obter parte dessas ações também, era também uma forma de manter a vida que tinha, já que havia se casado com separação total de bens, Valéria não tinha direito a nada, tudo era de Caio, foi o último pedido da mãe de Caio antes de morrer, ela sabia que era uma gestação arriscada e sabia que poderia morrer, então fez esse último pedido ao pai de Caio.
Valéria engravidou duas vezes mas sofreu aborto espontâneo, ela pensava que talvez pudesse ser um castigo por abandonar as filhas, nas vezes em que ficou grávida, ela tinha sonhos com as meninas brincando com o bebê e acordava apavorada.
Ela finalmente aceitou o destino de não poder ter filhos, então resolveu ser uma boa mãe para Caio, pelo menos na presença do marido. Era uma mulher amorosa e atenciosa, mas quando estava a sós com Caio, não fazia questão de agradar ou até conversar com ele, Caio cresceu sabendo que a bondade de sua madrasta só existia enquanto seu pai estivesse ali por perto e isso o deixou triste durante muito tempo.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Silvia Moraes
Ela faz as filhas ficarem tristes e o filho dos outros também!!
Ou seja ela não gosta de crianças!!
2025-03-06
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Anatalice Rodrigues
Cobra 🐍 pesonhenta. Interesseira.
Que maldade, abandonar as filhas.
2025-03-04
1
Giselda Cristina De Carvalho Costa
Que mulher louca essa Valéria 😱😱
2025-03-11
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