Caio Ribeiro, um homem de 30 anos, cuja família é dona de uma empresa que fabrica brinquedos, alto, cabelos lisos e corpo atlético, seu rosto bem desenhado exibe uma barba curta, os olhos claros exibem um semblante de um homem sério que quase não sorri.
Caio trabalha na empresa da família como diretor de vendas e marketing, ele gosta muito do seu trabalho e está sempre tentado novos clientes para seus produtos, seu foco agora é vender seus brinquedos para famílias de baixa renda, o que não foi bem visto pelos outros diretores pois isso poderia aparentar que os produtos não era de qualidade.
Durante uma reunião matinal, Caio defende sua posição
_ Não estou dizendo para associar a imagem da empresa a produtos de baixa qualidade. Quero apenas criar uma segunda linha com brinquedos que possam ser adquiridos por famílias de baixa renda.
O pai de Caio e diretor geral olha fixamente para ele na sala de reunião
_ Caio! vou te dar um voto de confiança. Estamos longe das datas de festas então vai ser difícil mas vamos ver como você se sai. Você pode apresentar os protótipos e tentar vender por encomenda!
_ Mas todo mundo sabe que é mais fácil com produtos já fabricados!
_ Eu aceito porém com essas condições. Você pode fazer o que quiser e contratar algumas pessoas pra te ajudar, mas vai ser nessas condições.
A contragosto, Caio aceita as condições e liga para marcar de se encontrar com seu melhor amigo, Maurício. Maurício é filho da babá que cuidou de Caio desde pequeno, os dois viviam juntos desde criança então são como irmãos, hoje em dia, Maurício tem seu próprio negócio, um mercado pequeno na periferia, Caio quis ajudar para que seu negócio se tornasse maior, mas Maurício quer andar com as próprias pernas.
Já passou da hora do almoço, então os dois combinam de comer algo juntos.
Durante o almoço eles conversaram sobre o que poderiam fazer para se ajudar simultaneamente, uma vez que nenhum dos dois tinham recursos suficientes para colocar o projeto em prática.
_ Caio. Eu vou fazer algumas encomendas mas não serão suficientes, você vai precisar convencer outros comerciantes do bairro e dos bairros vizinhos!
_ Você poderia me ajudar?
_ Eu só posso apresentar alguns comerciantes para você, mas não vai ser fácil convencer eles, se estivéssemos perto do dia das crianças ou do natal seria mais fácil, mas estamos em fevereiro!
Maurício olha o relógio e se apressa para voltar ao mercado que é dono, é hora do rapaz que trabalha no caixa ir embora então ele precisa voltar antes das duas da tarde.
Os dois voltam juntos conversando e criando estratégias para convencer os comerciantes locais.
No mercado Maurício conversa com alguns funcionários enquanto Caio o espera, ele pretende se despedir e ir embora mas uma cena chamou sua atenção, uma menina de aproximadamente cinco anos, morena, cabelos lisos e olhos verdes, ela está de mãos dadas com uma moça jovem, morena de cabelos castanhos curtos e cacheados, ele observa com atenção a pequena menina sorridente, por um instante o sorriso da garota o lembrava alguém, a menina sorria e pulava batendo os tênis surrados no chão, era visível que as duas eram muito humildes mas eram felizes.
Enquanto a jovem ia até o caixa, a pequena menina parou em frente a uma vitrine e ficou olhando fixamente uma barra de chocolates, por coincidência era o chocolate preferido de uma antiga namorada que desapareceu misteriosamente, a menina olhava e segurava as alças da mochila balançando o corpinho magro pra frente e pra trás, Caio sentiu pena da menina, ele percebeu que ela queria o doce e não iria pedir para que comprassem para ela.
Quando se deu conta, Caio já estava andando em direção à jovem e tocando em seu ombro
_ Com licença. Acho que sua irmã está com vontade de comer aquele chocolate, ela está olhando muito.
A jovem olha para Caio e em seguida olha para onde está a menina, olha de volta para Caio com uma expressão misturada de tristeza e vergonha.
_ Ela não é minha irmã, é minha filha e hoje não posso comprar, mas amanhã eu recebo meu salário e compro o chocolate pra ela.
Caio nunca poderia imaginar que aquela jovem fosse mãe da menina, parecia irmã mais velha
_ Mas ela vai ficar com vontade? É tão baratinho!
A jovem o olha fixamente, mas dessa vez com uma expressão de raiva
_ Senhor! Que parte de "eu não posso comprar" você não entendeu? Acha que gosto de ver minha filha querer algo e não poder comprar?
Caio se sente péssimo por cobrar de uma mãe que provavelmente não tem dinheiro suficiente.
A jovem paga pelas suas compras e chama a menina em voz alta
_ Laura! Vamos meu anjo.
A garota corre em direção a mãe e segura em sua mão saltitando e balançando o vestido.
Caio se sente culpado por deixar a garota ir embora sem levar o que gostaria então ele pede a um funcionário o doce que a garota tanto olhava, pagou e correu para a calçada, olhou para os lados e as viu caminhando de mãos dadas, ele se lembrou do nome da menina e a chamou em voz alta.
_ Laura!
As duas olharam para Caio e o mesmo correu em sua direção, ele se abaixou em frente a Laura e ofereceu o doce que ela tanto olhava, ela sorri e pega o doce, ele observa suas mãozinhas e seus lindos olhos verdes, mas rapidamente ela devolve e fica seria, sua feição tão familiar o faz ficar hipnotizado pela beleza da pequena.
_ Minha mãe falou que não devo aceitar doces de estranhos!
Caio sorri, era uma menina inteligente.
_ Então eu vou me apresentar, meu nome é Caio! Agora não sou um estranho!
A pequena olha para sua mãe e Caio olha também, ela está séria e apenas acena com a cabeça, então a pequena volta a sorrir e aceita o doce.
_ Filha, guarda pra depois do jantar.
Caio se levanta, ela agradece olhando fixamente em seus olhos, por algum motivo ele se sente intimidado pelo olhar daquela mulher, era visível que ela estava brava por não poder comprar o doce para a filha, ele percebe o desconforto da mãe com aquela situação então ele apenas balança a cabeça e vai embora.
Caio andou alguns passos e virou em direção a Laura, ela pulava e mostrava o doce para sua mãe, que a olhava e sorria caminhando e de vez em quando jogando os cabelos para trás, Caio ficou olhando as duas até virarem a esquina.
Era para crianças como Laura que Caio gostaria de fabricar brinquedos de qualidade com preços mais baixos, era um projeto que não ia lhe dar muito lucro mas ele precisava tentar.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 80
Comments
Ketlen Americo
achei a mesma coisa,mais será que ele vai se apaixonar pela thais?
será que ela vai querer se apaixonar por ele sabendo que ele é o pai de Laura?
2025-03-06
3
Josanice Vanderlei
Será que a Laura é filha do Caio?
2025-03-09
2
Anatalice Rodrigues
Caio deve ser o pai da Laura. /Heart//Wilt/
2025-03-03
3