Henrique começou a ficar irritado, por Ashley sempre sair sem avisar e ter que ficar procurando. Tinha certeza de que ela havia feito por pirraça, porque não a levaram na festa. Lembrou de Brian, talvez ele soubesse dela, mas não tinha o seu número.
O céu estava estrelado e uma lua cheia, iluminava a noite. Ashley e Brian, sentaram na escada da casa e ficaram admirando o luar, enquanto conversavam.
— Não sei porque confiou em mim, sendo que ninguém me dá crédito. - disse ele, pegando na mão dela.
— Não pode deixar, que ninguém tire seus sonhos. Quando vier os obstáculos, lute contra eles. Você é capaz de vencer e seguir em frente. Jamais pare no meio do caminho. - disse vendo-o abraçá-la.
— Que cena mais romântica! - disse Henrique, parado na frente deles, os aplaudindo.
— O que está fazendo aqui, Henrique? - perguntou Ashley, surpresa.
— Não nos interprete mal, só… - disse Brian, tentando se justificar.
— Você sai de casa, sem avisar e a encontro aqui... - disse Henrique, o interrompendo.
— Não devo satisfações da minha vida a ninguém. - ela levantou, o encarando.
— Seu irmão está em casa passando mal e tenho que sair por aí te procurando, porque não avisa onde está.
— O que aconteceu com Jimmy? - perguntou ela, mudando o tom de voz.
— Agora se preocupou!? Fique aí, se agarrando com esse moleque…
Ashley perdeu a paciência e levantou a mão para esbofeteá-lo, mas Henrique a segurou, apertando-a com força.
— Não se atreva a fazer isso! - ele a encarou, com raiva.
— Está me machucando! - disse ela, sentindo ele apertar ainda mais.
— Deixa ela em paz! - disse Brian, vendo a fúria nos olhos dele. – Não estávamos fazendo nada demais.
— Pode deixar, Brian! - disse ela, com Henrique ainda a segurando.
— Vamos embora! - disse ele, a puxando para o carro.
— Ashley…. - chamou Brian, sem saber o que fazer.
— Agradeça seus pais por mim. - disse ela, enquanto caminhava.
Henrique a colocou no carro e saiu em alta velocidade. Ashley sentiu sua raiva crescendo, enquanto ele dirigia calado. Começou a pensar, se os pais de Brian tivessem visto aquela cena, a vergonha que teria passado. Quem era ele, para agir daquela maneira.
— Pare o carro! - disse ela, sem o olhar.
— Como é?! - ele a encarou.
— Eu disse, pra parar a droga desse carro… agora! - disse ela, alterando a voz.
— Não vou parar. - disse aumentando a velocidade.
— Se não parar, eu juro que…
— Vai fazer o quê? - perguntou irritado.
Ashley destravou a porta e abriu.
— Fecha essa porta, Ashley. - disse ele, assustado.
— Pare o carro. - ela o encarou, segurando a porta.
Henrique parou o carro e a viu descendo, caminhando sem rumo.
— Aonde pensa que vai? - perguntou ele, vendo-a ignorá-lo.
Henrique ficou parado, vendo-a se distanciar, querendo ver até onde ela iria. Saiu dirigindo, passando por ela e a deixando para trás.
Ashley o viu passar direto, sentindo um misto de raiva e angústia. Parou no meio daquela estrada deserta e escura, sentando no chão, desejando estar na sua casa, vivendo sua vida como era antes, sem ter que ficar fugindo e procurando por sua liberdade.
Ficou ali chorando, sem saber por quanto tempo. Apenas viu uma luz, vindo na sua direção.
Henrique foi até a porteira da fazenda e resolveu voltar para buscá-la, com medo de que Ashley se perdesse naquela estrada.
— Tá maluca?! Quer morrer? - perguntou Henrique, saindo do carro, ao brecar em cima dela.
— Quero. - disse ela, com as mãos cobrindo o rosto.
— Levanta já daí. - disse ele, ajudando-a ficar de pé, prendendo-a em seus braços.
— Por que acha, que tem o direito de falar comigo, daquele jeito? Você não sabe o que estava acontecendo… Por que tenho sempre que dar satisfações, do que faço? Por que tenho que viver como se estivesse numa prisão? - foram perguntas, que mais soavam como desabafo, enquanto tentava se afastar.
— Só nos preocupamos e você mais do que ninguém, sabe o por quê de estar nessa situação. Desculpa, se me excedi… não quero vê-la sofrer.
— Depois do que passei com o meu ex, acha que me envolveria com um garoto? - perguntou incrédula.
— Não sei, Ashley. Talvez esteja carente…
— É o que acha?! Por isso, você se aproxima de mim, achando que pode ter uma aventura comigo. E está com medo, de que Brian consiga primeiro…
— Não é nada disso. De onde tirou essas bobagens? - perguntou ofendido.
— Confessa que tem ciúmes de me ver com ele?!... Se não sentisse nada, não teria feito toda aquela cena, quando nos viu juntos.
— Só não quero que iluda o garoto. Está na cara, que ele gosta de você. - disse ele, a soltando.
— Será que não pode existir uma amizade entre homem e mulher, sem que haja segundas intenções?!
— Da sua parte sim... da dele não garanto.
— Não sou ingênua, Henrique. Sei quando alguém tem interesse em mim. - disse vendo ele abaixar a cabeça. – Só que não me jogo em aventuras. Nunca fui assim… e agora, menos ainda.
— Já vi que sabe se cuidar… não vou me meter no que você faz. - disse ele, entrando no carro. – Vamos, já está tarde!
— Ótimo. Então, posso ir embora? - perguntou entrando.
— Essa decisão, não cabe a mim. Você tem que resolver, com o seu irmão.
— Pode falar com ele? Sei que te escuta…
— Acabei de dizer, que não vou me intrometer. - disse ele, encerrando o assunto.
Chegaram na fazenda e Jimmy estava dormindo. Nany disse que ele estava melhor, pois tinha jogado pra fora algo que comeu e não lhe fez bem. Tomou um chá e conseguiu dormir.
No dia seguinte, Ashley foi tomar seu café e todos estavam à mesa, menos Henrique. Não se atreveu a perguntar, mas durante o dia acabou ouvindo que ele teria viajado, para encontrar Lavínia, para os últimos preparativos do casamento.
Sentiu seu coração apertado. Pois mesmo depois de dizer que sabia quando alguém tinha interesse nela, Henrique só abaixou a cabeça, mostrando que a queria somente para uma aventura, antes de celebrar seu casamento. Não aguentando mais aquele tormento, resolveu falar com o seu irmão.
— Não aguento mais, Jimmy! Preciso ir embora…
— Não sei porque é tão difícil, pra você ficar aqui?!
— A questão é ficar aqui por vontade própria e outra, por ser obrigada. No meu caso, sabe muito bem que não estou aqui porque quero.
— Está bem! Quer ir embora…
— Quero.
— É só me dizer, o que aquele infeliz fez com você e voltamos pra casa.
— Simples assim?! - perguntou irônica.
— É muito simples. Está nas suas mãos, a sua tão sonhada liberdade.
— Então, se eu nunca contar o que houve, vou morrer aqui, é isso? - perguntou angustiada.
— Se nunca disser, vou atrás dele do mesmo jeito e ele vai ter que me falar.
— Como pode ser tão teimoso?! - disse ela, saindo.
— Tive a quem puxar. - disse ele, sorrindo.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 105
Comments
Fatima Vieira
parece q não tem enredo tudo muito repetitivo
2025-02-04
0
Sonia
Capítulos longos são assim. Repetitivos. Cansa...desanima...e ela já tem empresa, não é criança. Deixa ela ela se lascar, daí aprende.
2024-07-19
0