Dias se passaram, quando Ashley chegou em casa, encontrando Peter no quarto, revirando as gavetas, com as roupas todas espalhadas pelo chão.
— O que está procurando, Peter? - ela perguntou ao abrir a porta.
— Aquele relógio que me deu de aniversário, onde está? - perguntou sem nem olhar para ela.
— E pra quê essa bagunça toda, por causa de um relógio?! - ela caminhava, tentando não pisar em nada.
— Eu preciso desse relógio. - disse a segurando pelos ombros, agitado.
— Está tudo bem?! Onde esteve... - perguntou ela, tentando manter a calma.
— Não começa com interrogatório. Só quero a porcaria do relógio. Se sabe onde está, me diz...
— Não faço ideia. - disse ela, se afastando.
Ashley notou que o seu namorado estava descontrolado, sem entender sua atitude nos últimos dias.
O relógio estava no cofre que tinha no escritório da casa, pois era valioso e como ele quase não usava, resolveu guardá-lo.
— Me diz o que está acontecendo, Peter? Deixa eu te ajudar…
— Quer me ajudar?! Encontre o relógio…
— Por que está tão desesperado?
— Chega. Estou de saco cheio de tudo e todos ficarem me controlando. - disse ele, com a voz alterada.
— Está fazendo algo errado?! - perguntou ela, vendo os olhos dele vidrado.
— O que é isso agora?! - ele a segurou. – Enlouqueceu!? - disse apertando o rosto dela.
— Só estou tentando entender, porque está agindo dessa maneira...
— Não tem nada o que entender... O que eu faço ou deixo de fazer, não é da sua conta.
— Juro que não estou te reconhecendo, Peter… - disse ela, assustada.
— Ah não?! Vou te mostrar quem eu sou… - disse a beijando.
Peter jogou sua namorada na cama, enquanto Ashley tentava se desvencilhar dos seus beijos.
— Para com isso, Peter! - dizia ela, temerosa.
— Estava com saudades do seu cheiro, sua pele... - dizia ele, acariciando o seu corpo.
— Você não está bem… - ela se esquivava.
— Estou ótimo, coração! E como sempre, louco de desejo por você. - disse beijando seu pescoço.
— Me deixa, Peter! - disse ela, vendo-o encará-la.
— Não sente mais desejo por mim?! - disse ele, com a mão no pescoço dela. – Por acaso, arrumou outro nessa sua viagem?
— Você é quem está viajando. - disse ela, sentindo ele apertar seu pescoço. – Está me machucando…
— Há quanto tempo não temos relações? Percebeu o quanto anda me evitando... Eu te procuro e sempre diz estar exausta. - disse ele, desconfiado.
— Não estou tendo tempo, nem pra mim mesma. Mas prometo, que vou conseguir uns dias…
— Promessas que nunca são cumpridas. - disse ele, tentando tirar o vestido dela.
— Não faça nada que vá se arrepender depois. Não vou te perdoar. - ela o empurrava. – Não pode me forçar…
— Sou o seu namorado. - ele sorria, malicioso.
— Mas não tem nenhum direito sobre mim.
— Me diz, com quem está trans@ndo? - ele a encarou.
— Ficou maluco!? - disse ela, ouvindo seu celular tocar. — Me solta!
Peter a soltou, indo pegar o celular pra saber quem estava ligando.
— Quem é Robert? - perguntou ele, desligando.
— É o assessor, de um cliente. - respondeu de imediato.
— E por que ele está te ligando, a essa hora da noite? - perguntou ele, estranhando.
— Não sei. - disse ela, levantando. – Me passa o celular, deve ser importante.
— Acha que sou idiota?… - disse ele, jogando o celular no chão. – Seu amante te ligando e você vem com essa desculpa.
— Você está completamente fora de si. - disse ela, indo até a porta.
— Aonde pensa que vai? - perguntou a puxando pelos cabelos.
— Me larga! - disse ela, sendo jogada em cima da cama.
— Você só sai daqui, quando eu quiser. - ele trancou a porta. – Vai aprender que não precisa procurar fora, o que se tem em casa.
— Chega. Estou cansada… não dá mais. - disse ela, levantando.
— O que está querendo dizer?!
— Acabou, Peter. Há muito tempo, nossa relação não é mais a mesma. E essas atitudes que anda tendo, me assustam. - disse vendo-o se aproximar.
— Acha que é tão fácil dizer que acabou e pronto. - disse ele, segurando seu rosto.
— Não temos vínculo… nada nos prende. - ela sentia as mãos trêmulas.
— E o que sinto por você, não conta? - perguntou incrédulo.
— Não sei o que sente, agindo dessa forma… Nem sei mais, o que está fazendo da sua vida.
— Está querendo me deixar, porque já tem outro. Sua… - disse ele, levantando a mão para ela.
— Não se atreva! - ela o encarou. – Perdeu o juízo, Peter!
Jimmy chegou em casa, indo direto para o seu quarto. No corredor, passou pelo quarto da sua irmã, ouvindo eles discutirem.
— Acha que pode me descartar… - dizia Peter.
— Ashley… - seu irmão a chamou, vendo a porta trancada. – Está tudo bem?!
— Abre essa porta, Peter… agora. - disse ela, ouvindo seu irmão chamar.
— E se eu não quiser?! - disse Peter, cruzando os braços.
— Responde… Ashley! - disse Jimmy, batendo na porta.
— Jimmy… - disse ela, sendo calada.
— Pensa bem, no que vai fazer. - disse Peter, com a mão na boca dela.
— Por que trancou a porta? Peter está com você? Pode abrir?… - disse Jimmy, forçando a maçaneta.
— Oi cunhado… - disse Peter, abrindo meia porta. – Algum problema?
— Cadê minha irmã? - perguntou desconfiado.
— Está no banheiro. - falou sorrindo.
— Eu a escutei agora…
— É que estamos conversando, enquanto ela toma banho.
— Diz a ela, que temos uns documentos para serem revisados e que precisam ser assinados.
— Eu passo o recado… não se preocupe. - disse Peter, vendo-o se distanciar.
Peter fechou a porta e viu que Ashley havia se trancado no banheiro.
— Por quanto tempo acha que vai conseguir ficar aí, coração? - perguntou ele, se divertindo com a situação.
— Até você me deixar em paz! - disse ela, encostada do outro lado da porta.
— Vamos, não seja medrosa… - disse ele, debochado.
Peter abriu uma gaveta, pegando a chave extra do banheiro e ao lado, encontrou algo que o deixou muito feliz.
Ashley não entendeu a atitude do seu namorado, que nunca tinha agido daquela maneira. Ficou apavorada quando ele ergueu a mão para ela, mas se manteve firme. Resolveu tomar um banho para tentar relaxar, pois estava cansada e toda aquela conversa, a deixou tensa.
Ao sair do chuveiro, vestiu um roupão e foi até a porta, não ouvindo nenhum barulho do outro lado. Mesmo assim não arriscou sair, esperando um pouco mais. Como seus cabelos estavam molhados, resolveu secá-los, já que não tinha o que fazer para passar o tempo.
Ligou o secador e pelo espelho viu a porta se abrir, se assustando. Peter entrou sorrateiro, com um olhar sombrio.
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Atualizado até capítulo 105
Comments
Fatima Vieira
ele esta se drogando e se metendo com pessoas erradas
2025-02-04
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