Henrique começou a secar os pés dela, subindo até suas pernas. Ashley conseguia sentir o toque das mãos dele, mesmo com a toalha, deixando seu coração descompassado. Ao experimentar a sensação dele secar suas costas, sentiu sua pele arrepiar, principalmente quando chegou no seu pescoço, fazendo com que sua respiração ficasse ofegante.
— Sempre me lembrei de ti, como aquela garotinha marrenta… não percebi que havia crescido. - disse ele, se aproximando do seu ouvido. – Quando foi que se tornou mulher, Ashley?
— Às vezes somos, o que as pessoas acham que enxergam. Está dizendo isso, por me ver assim…
— Você tem um corpo lindo. Mas não estou me referindo somente a isso. - ele a encarou. – Você parece forte, mas tem suas fraquezas. E mesmo assim, continua seguindo em frente.
— Meus pais se foram e tive que ter grandes responsabilidades, de assumir os negócios da família, de cuidar do Jimmy. Aprendi a ter que fazer tudo, pois não tinha mais, quem me protegesse.
— Jimmy protege e cuida bem de você. Além da Nany, que sempre esteve ao seu lado.
— Sim. Mas não é a mesma proteção de um pai e uma mãe. - disse ela, com olhar entristecido.
— Também perdi minha mãe, muito cedo. Sei que nada e nem ninguém, substitui um amor de mãe. Tia Morgana sempre tentou, preencher esse vazio… assim como Nany deve ter feito.
— Todos nós temos fraquezas e tentamos ser fortes o tempo todo. - disse ela, sorrindo.
— Poderia me dizer, o pior que já te aconteceu e eu digo o meu…
— Tá achando, que sou tão sentimental assim?! Não vou cair na sua, senhor Siamelli.
— Você é muito teimosa, sabia?! - disse ele, desfazendo o coque dos cabelos dela. – Quer ajuda para se vestir?
— Acho que consigo. Vou por um vestido, assim fica menos complicado.
— Qualquer coisa, me chama. - disse ele, saindo.
— Henrique... vou precisar de ajuda, com a cinta. - disse ela, sem jeito.
— Está bem! - ele voltou, parando a sua frente.
— Pode se virar, para eu poder colocar minha roupa íntima?! - ela ficou envergonhada.
— No melhor de tudo?! - disse ele, malicioso.
— Posso tentar por a cinta sozinha...
— Não. Só estou brincando. - disse ele sorrindo, virando para a parede. – Sabia que fica linda, quando está tímida?! - disse ele, divertido.
Sem ele perceber, Ashley sorria com o elogio, colocando a roupa.
— E o senhor, está cheio de gracinhas comigo, hoje. - disse ela, terminando de pôr a sua langerie.
— Eu?! O que foi que eu fiz? - perguntou sorrindo, sem ela perceber.
— Toda a vez que dirigia a palavra a mim, era sempre com uma pitada de ironia.
— Não estou lembrado. - disse ele, se virando e admirado com a beleza que estava a sua frente.
Ashley lhe deu a cinta para colocar e percebeu o olhar deslumbrado de Henrique, enquanto virava de costas e sorria discretamente.
Ashley acordou sentindo dor, pois a noite toda não achou posição, que a deixasse confortável. Desceu a procura do medicamento que o médico passou, caso sentisse muita dor.
— Henrique deve ter guardado, filha. - disse Morgana.
— Não consegui falar com ele, ao celular. - disse ela, pensando no que fazer. – Vou ver se encontro no quarto dele.
Foi a primeira vez que Ashley entrou no quarto de Henrique, vendo tudo arrumado. Observou a cama bem feita, fotos dele na faculdade, com amigos e com Lavínia.
Procurou o remédio nas gavetas de uma cômoda e viu as roupas separadas por cores e modelos. Sentou ao lado da cama, abrindo as gavetas e vendo alguns documentos, quando viu dois passaportes. Achou ser dele e de Lavínia, já que se casariam e provavelmente iriam viajar em lua de mel. Ao tentar pegá-los para ver, a porta se abriu, a assustando.
— O que faz aí? - perguntou Henrique, entrando no quarto.
— Que susto, Henrique! - disse ela, fechando a gaveta.
— Não me respondeu. - disse ele, se aproximando.
— Vim procurar o remédio que o médico passou, se eu sentisse muita dor.
— E está sentindo? - ele a encarou.
— Não. Eu só queria saber se fazia efeito. - disse ela, irônica. – Mas é claro, que estou sentindo dor.
— Nossa… grossa! - disse ele, rindo.
Henrique lhe deu o remédio e disse ter uma surpresa para ela, antes do café da manhã. Ashley não queria saber de nada, pois precisava melhorar um pouco, para seguir sua rotina diária. Mas, de tanta insistência, resolveu descer e ao entrar na cozinha, esqueceu sua dor.
— Nany! - Ashley correu até ela, a abraçando.
— Cuidado, minha pequena! - disse Nany, a abraçando com cuidado.
— Que felicidade, te ver aqui. - disse a beijando.
— Henrique me pediu para vir… - disse vendo-a olhar para ele, surpresa.
— Uma boa recuperação, requer muito carinho. - disse ele, sorrindo.
— E eu não dou carinho a ela?! - perguntou Morgana, com ciúmes.
— Todos cuidam muito bem de mim. - disse Ashley, beijando sua tia. – Obrigada! - agradeceu a ele.
Depois de tomarem café, Ashley foi para o escritório começar o dia. Henrique a seguiu.
— Onde está o seu ajudante? Já desistiu do trabalho?
— Não sei porquê não dá um voto de confiança a ele. - disse ela, ligando o computador.
— Te expliquei a fama que ele tem. - disse sentando a sua frente.
— Nem sempre as coisas que se vê, parecem ser.
— Conseguiu descobrir, por que ele estava sendo procurado pelo pai?
— Sim e nem precisei perguntar, ele mesmo me contou.
— E o que era?
— Algo pessoal entre eles, mas nada que deva se preocupar.
— Está bem. Se está dizendo… - disse ele, pondo a cadeira ao lado dela. – Precisa de ajuda em quê?
— Não tenho muito o que fazer hoje. Só vou rever alguns documentos e enviar por e-mail. Consigo fazer, pois não vou ficar muito tempo sentada.
— Por que nunca quer minha ajuda? - perguntou a encarando.
— Me ajudou ontem, na hora do banho. E agradeço por tudo que está fazendo por mim.
— Então mereço o mesmo que Nany e tia Morgana. - disse ele, inclinando seu corpo até ela. – Um beijo. - disse ele, lhe dando o rosto.
Ashley ficou apreensiva, mas resolveu lhe dar o beijo. Só que ao chegar em seu rosto, Henrique virou, beijando os seus lábios.
Ashley tentou se afastar, mas ele segurou o seu rosto, fazendo-a abrir os lábios, o correspondendo.
Sentindo aquele toque suave nos seus lábios, Ashley ficou entorpecida. Henrique a envolveu nos seus braços, controlando seu desejo de pegá-la no colo e sair sem destino, onde pudessem ficar a sós, curtindo aquele momento.
De repente, bateram na porta, que se abriu, fazendo os dois se afastarem. Era Brian que havia chegado e percebeu um clima estranho no ar.
— Bom dia! - disse Brian, ainda na porta.
— Bom dia!! - disseram eles.
— Me desculpem, se interrompi algo… Se quiserem, volto depois.
— Não é necessário. - disse Ashley, tentando disfarçar o rubor que sentia no seu rosto.
— Eu estava de saída. Vou procurar meu pai. - disse Henrique, se levantando.
— Vamos iniciar os trabalhos... - disse ela, vendo Henrique saindo.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 105
Comments
Jaqueline Morares Moraes
que casal chato . não sabem o que faz .
2025-02-05
0
Fatima Vieira
ai caramba
2025-02-04
0