Jimmy teria que voltar para Austin, por conta do trabalho. Mas antes, entregou o passaporte de Ashley para Henrique, no caso de uma emergência e ela precisasse do documento.
Ashley queria voltar com seu irmão, pois em casa, seria bem cuidada por sua governanta. Não queria dar trabalho para Morgana ou importunar ninguém, pois todos tinham sua rotina.
— Não tem como voltar agora, Ashley. - disse Jimmy, a abraçando.
— Me sinto, como se tivesse perdido minha liberdade. - disse ela, chateada.
— Não diga isso. Sabe muito bem o porquê, de estar aqui. - disse ele, lhe dando um beijo na testa.
— E você tem retorno com o médico, na semana que vem, para fazer alguns exames. Além de não poder ficar tanto tempo, numa mesma posição. - completou Henrique.
Jimmy se despediu de todos e foi para o aeroporto com Henrique, que iria resolver uns assuntos na cidade.
Brian chegou, deixando Ashley mais alegre, por ter com quem conversar. Aproveitaria seu amigo, para ajudá-la no trabalho que tinha que fazer, já que não conseguiria ficar muito tempo sentada.
Saíram do escritório para almoçar, quando Henrique chegou com Lavínia.
— Acho que está se tornando um hábito termos convidados na hora do almoço. - comentou Henrique, no ouvido de Ashley.
— Te digo o mesmo. - ela o encarou, reprovando seu comentário.
— Espero que tenha uma boa recuperação, Ashley. - disse Lavínia, sentando à mesa.
— Obrigada! - disse ela, tendo ajuda de Brian para sentar.
— Gostaria tanto que pudesse me ajudar, com a escolha do meu vestido de noiva…
— Creio que essa escolha é algo pessoal, pois é o seu grande dia. E quando sentir no seu coração, saberá qual será o escolhido.
— Falou a voz, de quem já deve ter vivido isso. - comentou Henrique.
— Nunca me casei, mas imagino que seja assim. - replicou o encarando.
— Não tinha pensado dessa forma. Obrigada, pelo conselho. - disse Lavínia, sorridente.
Morgana serviu Ashley, que ficou olhando para o prato, sem muito apetite.
— Bateu a cabeça e na queda, esqueceu como se come? - perguntou Henrique, a observando.
— Só não estou com fome. - disse irritada.
— Mas tem que comer, pra se recuperar melhor. - disse Brian, indo pegar o prato.
— Pode deixar. - disse Henrique, o impedindo.
Henrique estava sentado na frente dela, puxando o prato, para cortar a carne e os legumes.
— Precisa que te dê na boca? - perguntou ele, sorrindo.
— Não. Obrigada! - agradeceu ela, sem jeito, por sentir um tom de malícia nas palavras dele.
— Minha mãe sempre diz, que saco vazio não para em pé. - disse Brian, vendo-a fazer careta para a comida.
— Isso mesmo. Tem que fazer um esforço e comer, nem que seja só um pouco. - disse Álvaro.
Ashley começou a comer e por não conseguir se curvar, por vezes o alimento caia do seu garfo. Brian que estava ao lado, a socorria, colocando na boca dela.
Henrique os observava, enquanto eles se divertiam com a situação, o deixando incomodado.
Após o almoço, todos foram para varanda, onde ficaram conversando.
— Temos que ir, Henrique. - disse Lavínia, olhando o relógio. – Ainda temos que escolher o seu traje. Sei que se deixar por você, vai acabar deixando para a última hora.
— Já vi que vou ficar sofrendo a tarde toda, dentro de uma loja. - disse ele, impaciente. – Se quiser uma carona, garoto… - disse se levantando.
— Brian vai ficar. - disse Ashley, vendo-o encará-la. – Ele está me ajudando no escritório, já que não consigo ficar muito tempo numa posição.
— E por que não me pediu ajuda? - perguntou ele.
— Creio que já está bastante ocupado. Aliás, Brian está se saindo bem. - disse ela, ouvindo seu celular tocar. – E por falar em trabalho… se nos dão licença…
Ashley saiu atendendo a ligação e Brian a acompanhou.
Passaram a tarde toda no escritório. O que foi um grande aprendizado para Brian, que estava na dúvida, em que profissão seguir.
Nos dois anos que Brian trancou a faculdade, escolheu cursos diferentes e nenhum o interessou. Mas Ashley o fez enxergar a área de administração, como uma ótima possibilidade para ele voltar a estudar.
No final da tarde, Brian foi embora e Ashley subiu para o quarto, indo descansar antes do jantar.
Após seu descanso, resolveu tomar um banho. Não querendo atrapalhar Morgana, que estava preparando o jantar, decidiu se virar sozinha.
Tirou sua roupa sem nenhum problema, mas quando tentou tirar a cinta que era fechada com velcro e ficava na parte de trás, teria que fazer força para tirá-la e não conseguia, pois ainda sentia muita dor. Se movendo devagar, foi tentando puxar a cinta. Ao alcançar a ponta, puxou com força e soltou, dando um grito.
— O que está acontecendo? - perguntou Henrique, que tinha acabado de chegar.
— Nada. - disse ela, sentindo suas costas.
— Ouvi você gritando e diz que não foi nada?! - disse vendo-a deitada na cama, só de calcinha e sutiã.
— Só estava querendo tomar um banho. - respondeu com ele a ajudando a sentar.
— E por que não pediu ajuda?
— Não queria incomodar, tia Morgana. - disse ela, lembrando que estava semi nua. – Pode me passar a toalha, por favor!
— Já te vi assim antes. Não precisa ficar envergonhada. - disse ele, colocando a toalha nas pernas dela.
— Eu estava dormindo, quando me viu assim.
— Também te vi no lago. E a verei de novo, já que posso te ajudar. - disse ele, sem malícia.
— Não é necessário.
— Tia Morgana, ainda está atarefada. E só sobrou eu.
— Me lembre de não apertar tanto essa cinta... acho que fica mais fácil de tirar. - disse ela, não vendo outra alternativa.
Henrique a ajudou tirar a cinta, ficando apenas de lingerie. Puxou a toalha até seu colo e soltou o sutiã, ajudando a tirá-lo e cobrindo o corpo dela com a toalha.
— Precisa de algo mais? - perguntou ele, enquanto amarrava os cabelos dela num rabo de cavalo, fazendo um coque e prendendo com uma presilha.
— Não, obrigada! Consigo fazer o restante sozinha. - disse ela, indo para o banheiro.
Ashley deixou a água morna cair sobre suas costas, para ver se aliviava um pouco a dor. Terminou seu banho, ainda sentindo algumas fisgadas, pois não conseguia fazer muitos movimentos e no banho, teve que forçar um pouco mais.
Ao voltar para o quarto, Henrique estava na janela. Cansada, sentou na cama, se encostando na cabeceira, vendo-o caminhar até ela.
— Pensei que tivesse ido. - disse ela, pegando outra toalha.
— Achei que ainda precisaria de mim. - disse ele, pegando a toalha das suas mãos.
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Atualizado até capítulo 105
Comments
Fatima Vieira
não estou entendendo o Henrique
2025-02-04
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