Ao amanhecer, Melanie vai despertando aos poucos. Ela costumava acordar bem cedo, mas dessa vez, por causa da madrugada agitada, acordou quando já passava das dez.
Ao despertar, percebe que havia algo envolvendo a sua cintura e quando estava totalmente desperta, percebeu que era Liam, a abraçando por trás. Ela estava muito confusa, ele a tratou mal de início, na madrugada tentou transar com ela, depois zombou da inocência dela e sumiu na noite e agora estava dormindo de conchinha.
Com certeza ele era bem louco.
Melanie começou a relembrar todos os fatos anteriores e ponderar, após chegou a duas conclusões: Ou ele sofria de dupla personalidade como a mãe, ou a razão era o remédio, pois ele só mudou após tomá-lo.
Como estava acostumada a ter o dia cheio de afazeres, Melanie resolveu levantar. Aquela casa estava muito suja e ela estava disposta a mudar isso.
Lentamente ela pegou no braço de Liam, tentando o tirar de cima dela, mas ele ao invés de solta-la, abraçou mais a sua cintura.
Melanie abre a boca e arregala os olhos, surpresa que com a atitude dele, mas logo tenta novamente sair. Nessa tentativa, ela ouve a tosse dele. Ele começa a tossir incessantemente e então acorda.
Quando Liam abre os olhos, vê Melanie ao seu lado na cama, olhando para ele preocupada.
Ele se enfurece, pois se lembrava de tê-la expulsado da cama na noite anterior.
— O que está fazendo aqui?! Acha que vai me seduzir se esfregando em mim a noite? Eu sou um homem doente!
Ele se levanta, olhando para ela com uma expressão de nojo.
Ele foi para o banheiro, com uma crise assustadora de tosse. Deixando Melanie, preocupada, apesar dos insultos que ouviu.
Melanie foi até a gaveta de remédios e pegou alguns, evitando o tal que modificou a personalidade de Liam e correu até o banheiro com um copo d'água para ajudá-lo. Antes de Melanie entrar, Liam olhava para a pia do banheiro, onde novamente cuspiu sangue. Apesar de aceitar o seu fim, isso ainda era algo que o assustava.
Melanie abre a porta abruptamente o assustando e ele tampa a boca suja de sangue com um braço e a empurra com outro, fazendo o s remédios que estavam em sua mão caírem no chão.
— Saia daqui! — ele grita — Eu não preciso da sua ajuda. Só me casei com você para minha mãe parar de vir aqui me encher o saco!
Melanie, ainda assustada com o estado dele, se abaixa para pegar os remédios que caíram.
Liam se irrita mais com a insistência dela em ficar ali e grita novamente:
— Eu não quero que durma nesse quarto mais! Ouviu bem? Vá para outro quarto!
Melanie se levanta e oferece novamente os remédios para ele. Liam, pega os remédios e joga no chão. Após, vai a empurrando para fora do quarto.
— Fora daqui agora! Vamos! Vamos!
Após colocar ela para fora, ele bate a porta e a tranca.
Liam volta ao banheiro, se abaixa, pega alguns remédios que estavam no chão e os toma.
Após, volta a se olhar no espelho. Ele percebe que estava vestido com uma camisa de linho, uma gravata frouxa e de cueca. Ele sente o cheiro de álcool em suas roupas e vê algumas marcas de batom em seu colarinho.
Liam sabia sobre o a sua segunda personalidade. Ele tinha poucas memórias do que fazia quando o Sr X tomava o comando.
Ele tenta se lembrar se aquelas marcas de batom eram de Melanie, mas não se lembra de vê-la usando batom.
Algumas memórias vem de Melanie chorando e outras de ele com outras mulheres. Mas não se lembra de mais do que isso.
Ele não tinha nenhuma intenção de ter uma intimidade com Melanie, mas quanto ao Sr X, ele não podia controlar. Enquanto Liam não tinha interesse por relacionamentos, o Sr X era um conquistador irrecuperável. Por isso, achou melhor que Melanie dormisse em outro quarto.
Liam, após fazer suas higienes matinais, sai do quarto com a intenção de ir ao escritório, porém, assim que sai dá de cara com Eliane, acompanhada do doutor Marcos Kim.
— Eu já disse que não vou me consultar! — Liam ignora a presença deles e vai em direção ao escritório.
— Meu filho, seu idiota! — ralha Eliane — Você precisa de um acompanhamento médico! Assim não vai durar o suficiente para me dar um neto.
— Você está louca?! — ele se vira para a mãe com raiva — Você quer que eu te dê um neto doente? Quer que nasça mais uma pessoa no mundo para ter que aguentar essa vida miserável?
— Se você aceitasse os cuidados do Doutor Marcos, não teria uma vida tão miserável. Quanta burrice! Eu preciso de um neto porque alguém nessa família tem que administrar a nossa herança, que está se definhando junto com você! Não quer trabalhar, não quer se tratar e nem me dar um neto. O que eu fiz para merecer um filho assim, meu Deus! — grita Eliane.
— Trabalhe a senhora, ou coloca aquela muda para fazer alguma coisa! Você reclama que o dinheiro está acabando, mas me obrigou a casar com uma mulher inútil, que nem serve para trabalhar porque não pode conversar com ninguém. Mande ela ir embora! É só mais um gasto.
— A Mel não é inútil! Ela vai me dar um neto e você tem que colaborar!
— Imagina só a aberração que vai ser o seu neto. Uma criança muda e doente. Quando estiver em crise, ninguém vai ouvir ele morrendo. Acho que não vai durar muito.
— Cale essa boca! — Eliana dá um tapa em Liam, após o puxa pela orelha. — Você vai deixar o doutor Marcos te examinar sim, moleque!
Eliana puxou Liam pela orelha, de volta para o quarto. O doutor Marcos entrou e ela fechou a porta, trancando-o, para que não fugisse.
Após trancar Liam com o médico, Eliana vai atrás de Melanie. Está, estava na cozinha lavando o chão, com uma escova, pois a cozinheira era velha demais para fazer serviços pesados.
— O que você está fazendo?! — diz Eliana, estupefata ao ver Melanie de quatro esfregando o chão.
Melanie olha para ela confusa, pois para ela era óbvio o que estava fazendo. Ela mostra a escova para Eliana, sinalizando o serviço.
Eliana puxa Melanie pelas orelhas, fazendo-a se levantar e fazer uma careta com a dor.
— Se você estiver grávida e perder o meu neto, eu não vou te perdoar, menina!
Eliana leva Melanie até a pia e lava as mãos dela.
— Não mexa com sujeiras, você pode pegar uma doença. — ela se vira para a empregada e diz — Creunice, termine o trabalho. É para isso que eu te pago!
Creunice, que já era uma senhora, se abaixa para tentar terminar o trabalho, porém se ouve um estalo e ela coloca as mãos nas costas.
Eliana e Melanie olham para Creunice assustadas e ela corresponde ao olhar, igualmente assustada.
— Agora só falta a única empregada que aceita trabalhar nessa casa ficar doente. Eu mereço, meu Deus! — Eliana diz, levantando os braços para o alto.
Melanie se solta de Eliana e vai correndo até Creunice e a ajuda a se sentar.
Ela pergunta em linguagem de sinais:
" Você está bem? Se machucou? Não se preocupe com esse tipo de trabalho, deixe que eu faço quando Eliana for embora."
Creunice fica olhando para ela com um grande ponto de interrogação no rosto. Infelizmente, o mundo de Melanie era um ao qual ela não era compreendida.
Melanie, se lembrando que Creunice não sabia se comunicar com ela, faz uma expressão lamentável e apenas acaricia a mão da empregada.
— Creunice, vá para o médico! — grita — Já basta o meu filho reclamando pela casa.
Creunice se levanta, com as mãos nas costas, fazendo uma expressão de dor e Melanie se levanta junto, com a intenção de ajudá-la.
Eliana puxa o seu braço, a fazendo se soltar de Creunice.
— Deixe que ela vá sozinha! Esses empregados reclamam de barriga cheia. Não deve ter sido nada.
Creunice faz uma expressão de descontentamento e após vai caminhando lentamente, saindo da cozinha.
A empregada era a única que restou na casa, pois por ter cuidado de Liam desde a infância, tinha criado um carinho por ele. Se não fosse isso, ela já teria ido embora junto com os outros empregados.
Eliana olha a sua volta, respira fundo e então diz:
— Tudo bem, você pode limpar a casa. Mas não se esforce muito, ok?
Melanie balança a cabeça em positivo e então Eliana se senta na cadeira da mesa da cozinha.
— Agora eu quero que você me conte. Fez o que eu lhe pedi?
Melanie balança a cabeça em positivo.
— E aconteceu? Ele aguentou até o final?
Melanie fica com medo de contar a verdade, então desvia o olhar, olhando para baixo e acena em positivo.
Eliana fica irritada e pega no queixo de Melanie e diz:
— Olhe para mim, quando estivermos conversando. — ela junta as sobrancelhas, olhando para Melanie, após aponta o dedo para ela e continua — Se você não me der um neto em um ano, eu não vou só te jogar na rua. Vou te jogar em uma rua onde as mulheres se vendem. Imagina o que fariam lá com você, sabendo que não pode gritar?
Melanie arregala os olhos, assustada com a ameaça de Eliana.
Eliana relaxa as feições e sorri, carinhosamente.
— Você é muito linda. Tenho certeza que meu filho não irá resistir a você. Se continuar boazinha, eu vou levar você para fazer algumas compras um dia desses.
Após, ela se levanta, dá um beijo no topo da cabeça de Melanie e vai embora.
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Atualizado até capítulo 105
Comments
Mariauna
que tristeza a vida dela /Sob/
2025-03-27
1
Laryssa Cristhina
Meu Deus que megera senhor
2025-01-16
0
honney
meu deus, que velha ridícula
2025-01-10
0