Melanie corre pelas ruas escuras, com medo e com frio. Ela segue uma direção qualquer, pois só pensava em estar longe das pessoas que queriam lhe tirar o seu órgão.
Após correr muito, ela resolve parar para descansar e nesse momento olha a sua volta.
Já estava noite e ela estava em uma rua escura e mal iluminada.
Um vento frio passa deixando os pêlos de seus braços eriçados.
Tudo estava silencioso e ela, instintivamente, começa a ficar em alerta.
Então Melanie entra em um ruela, onde não se via uma janela com luzes acesas.
Nesse momento ela se pergunta se não deveria voltar para casa dos Carvalhos e então, dá a meia volta.
Ela tenta encontrar um caminho, mas percebe que está perdida.
Entrando em uma outra rua, ela ouve vozes atrás de si.
Lentamente olha para trás e percebe que três homens mal-encarados estavam vindo as suas costas.
Melanie aperta os passos, tentando se manter o mais afastada deles, mas as suas vozes se aproximam cada vez mais.
De repente, um deles a alcança e a puxa pelos cabelos.
— Para onde está indo sozinha a noite, linda moça? — um deles pergunta e ela apenas acena em negativo.
— O meu amigo só quer ajudar. Não seja mal educada e responda a ele. — diz o segundo homem, que se põe na sua frente, bloqueando o seu caminho.
Melanie tenta se soltar, mas o primeiro homem é bem mais forte e imobiliza os seus braços.
— Já que ela não quer dizer, nós podemos levá-la para nossa casa. — diz o terceiro, ao lado dela.
— Acho uma boa idéia, até porque ela é muito linda. — o segundo homem diz, se aproxima de Melanie e aperta o seu queixo.
Os homens começam a atormentá-la e ela não podia pedir por socorro. Só podia tentar se soltar e chorar.
— Ela não fala, é isso! — o primeiro que a estava segurando, diz.
— Ah, mas isso é perfeito! — o segundo que estava ao lado, a pega, a coloca nos ombros e vai andando a carregando.
Melanie bate com socos em suas costas, tentando fazer ele a soltar, mas suas mãos delicadas, não fazem nem cócegas no homem.
Quando ela pensa que acabaria tendo um triste fim, atrás deles um farol forte pisca.
Os homens olham para trás e sai uma mulher de uma certa idade de dentro do carro.
— O que está acontecendo aqui? Soltem essa menina! — ela diz, ameaçando eles com sua bengala.
— Ela é nossa irmã fujona! Não se meta, sua velha! — um dos homens grita.
Melanie começa a balançar a cabeça freneticamente em negativa e estica o braço em direção a senhora, implorando em sua mente por ajuda.
— Eu não acredito em vocês. Se ela é sua irmã de verdade, não vai se recusar a ir comigo na delegacia para provar! — a senhora diz e cruza os braços.
Um dos homens partem em direção a senhora, para atacá-la, mas quando estava há poucos centímetros de encostar nela, a porta do carro se abre, o motorista sai e dá um soco no rosto dele.
— Muito obrigada, Leandro. — a senhora diz, sem se abalar — Agora vá lá e dê um jeito nos outros malandros.
Os outros dois homens, vê Leandro se aproximar, que era um homem careca, com dois metros de altura e de puro músculos. Ele só precisou de um soco para que o amigo deles caísse desmaiado.
Eles soltam Melanie no chão e correm com medo.
Leandro vai até a garota, a pega no colo e leva até a senhora.
— Obrigada Leandro, pode colocá-la dentro do carro.
Leandro abre a porta, coloca Melanie com cuidado dentro do carro e depois vai para o seu lugar na direção.
A senhora entra e vê Melanie, inocentemente olhando tudo à sua volta.
— O meu nome é Eliana Martins, jovenzinha. Qual é o seu nome?
"Melanie Carvalho" — Melanie diz em linguagem de sinais, mas Eliana não compreende.
— Como? Porque está fazendo esses gestos idiotas com as mãos?
Melanie arregala os olhos, se lembrando que a maioria das pessoas realmente não sabem se comunicar por sinais.
Então Melanie começa a tentar fazer mímica, tentando simular uma caneta com os dedos.
— Ah, você quer uma caneta? — Eliana pergunta confusa e de repente ela percebe o que está acontecendo — Meu Deus! Você é muda! Me desculpe, criança, eu não percebi. — Leandro, nos dê uma caneta.
Ela pede e Imediatamente Leandro, dirigindo com uma mão, coloca a sua outra para trás que já estava com uma caneta e um bloco a disposição.
— Muito obrigada, Leandro. — diz Eliana, e após entrega para Melanie o papel e a caneta.
"MELANIE CARVALHO"
Melanie mostra o papel para ela com seu nome escrito.
— Ah, que lindeza! Você é perfeita para ser minha nora! Você quer ser minha nora, garota?
Melanie balança a cabeça em negativa.
— Leandro! Pare o carro e jogue essa muda para fora daqui! — grita Eliana, mudando de uma hora para outra a sua expressão.
Leandro pisa no freio instantaneamente, ele parecia um robô guiado pela voz de Eliana.
Melanie arregala os olhos e começa balançar a cabeça em negativa, Leandro ignora e começa a puxá-la para fora do carro. Melanie por desespero, faz um sinal de positivo com o dedo polegar.
— Ah, que maravilha! — Eliana diz mudando sua expressão novamente — Coloque a minha nora de volta ao carro, Leandro.
Imediatamente Leandro obedece e volta ao seu lugar de motorista.
— Então, minha norinha, você vai amar o meu filho… — ela começa a ficar pensativa — Na verdade, você tem que amar ele. Olha, ele é um pouco difícil… mas não importa, não é? Ele é meu herdeiro, bonito e não tem filhos. O que aliás, você vai me dar! Você tem que me dar um neto, hein? — ela aponta o dedo indicador para Melanie — Se não me der eu vou chamar o Leandro para você.
Melanie imediatamente arregala os olhos e balança a cabeça em negativa.
— Ah, você é a nora perfeita! Desde que meu Liam aprendeu a falar, só tenho escutado reclamações em meu ouvido. Agora eu não queria ouvir de uma nora também, eu posso não é? Não tenho mais idade para me estressar.
Melanie continua olhando para Eliana, confusa, pois ela era uma mulher estranha e parecia que mudava de humor de uma hora para outra.
— Enfim, vou te levar para minha casa, para dar um trato no seu visual para o casamento. Ah, você sabe como se faz bebês? — ela pergunta olhando com curiosidade para Melanie, que arregala os olhos, engole em seco e acena em negativo. — Então vou te ensinar como faz. — Eliana faz uma expressão decidida e Melanie junta as sobrancelhas, desconfiada.
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Atualizado até capítulo 105
Comments
Nilzete Amorim
gente do céu esse pivo veio do qual hospício kkkkjk
2025-01-06
0
honney
essa grta n da uma sorte KKKKKKKKKKK
2025-01-10
0
Marcia
Da onde saiu tanta pessoas loucas
2025-01-08
0