Mais uma vez Vitória almoçou no casarão e ficou o resto da tarde inteira com o João Lucas trancada no quarto dele, saiu de lá por volta das 16h da tarde, muito sorridente e animada, ela olha para a Anne que estava se balançando no balanço e liga o carro saindo em alta velocidade subindo poeira.
Anne - Tá doida...
Ela grita tossindo muito com a poeira que foi levantada, João Lucas se deita na rede, na varanda do seu quarto e coloca o óculos de grau para ler um livro, minutos depois a Anne decide entrar e vai até o quarto do Davi, bate na porta e abre um pouco.
- Posso entrar?
Pergunta ela sorridente.
Davi - Sim!
O menino estava deitado triste na cama.
Anne - Não fiquei triste Davi.
Davi - Odeio o meu pai.
Anne - Isso não é verdade, está falando da boca para fora.
Davi - Queria fugir para bem longe, quando eu crescer vou morar bem distante dele.
Anne - Ele te ama muito, isso eu tenho certeza.
Davi - Saudades do meu avô.
O menino começa a chorar e Anne lhe puxa para um abraço.
Anne - Vamos dar uma volta?
Davi - Não posso, estou de castigo!
Anne - Só para tomar um ar Davi, você não pode ficar aqui trancado nesse quarto o dia inteiro.
Davi - Verdade!
Ele calça as botas e saem da casa, vão conversando enquanto caminham até o Davi correr e entrar nos estábulos
Davi - Olha Anne, aquele é o Olímpio, meu cavalo!
Anne - Uau... que lindo ele é!
Davi - Foi o vovô que me presenteou no meu aniversário de sete anos.
Eles correm chegando perto e passam a mão, fazendo carinho no cavalo.
Davi - Ele é bem mansinho, sabe andar a cavalo?
Anne - Acho que não.
Um funcionário entra nos estábulos trazendo um cavalo que tinha acabado de tomar banho.
Funcionário - Vai andar hoje patrãozinho?
Davi - Não, tô de castigo!
Anne - Vamos Davi, acho melhor você voltar.
Davi - Não, vamos no rio olhar o pôr do sol.
O menino sai dos estábulos na frente correndo e Anne sem saber o que fazer corre atrás dele, eles chegam e Davi começa a escalar uma árvore.
Anne - Ei Davi, desça daí...
Davi - Eu sou especialista em escalar as árvores Anne, olha!
Anne - Não, desça...
Um galho quebra e o menino acaba caindo no chão por cima do braço, o estrago só não foi maior porque ele ainda conseguiu segurar um galho que meio e amorteceu a queda.
Anne - Nãooo!!
Ela corre até ele e o menino começa a gemer de dor.
Davi - Aiiii... não toque, tá doendo!
Anne - Ai meu Deus!
Ela pega ele nos braços e volta com ele em passos largos para o casarão.
...
João Lucas acabou cochilando durante a leitura, de repente acorda com os gritos da dona Carmen, ele se levanta imediatamente da rede e olha pelo parapeito da sacada e ver Davi gemendo de dor nos braços da Anne, ele corre descendo para o andar de baixo.
João Lucas - O que aconteceu, meu filho?
Ele passa na frente o pegando no braço e o levando para o sofá da sala.
Davi - Não foi nada papai... Aiiiiiiiiii
Ele dá um grito quando o pai toca em seu braço.
João Lucas - Que droga, você quebrou o braço!
Ele leva a visão a Anne enfurecido.
João Lucas - Tá despedida!
Carmen - Não filho, não faça isso!
João Lucas - Tá despedida, pode ir embora!
Ele corre para o quarto pegando a chave da caminhonete, volta para a sala e pega o filho nos braços o levando para o carro, e pegam caminho para o hospital.
Carmen - Oh meu Deus!
Ela vai ao quarto da Anne, que já estava tirando o uniforme, depois veste uma calça jeans e camiseta, em seguida arruma a mochila.
Carmen - Porque não se defendeu filha?
Anne - Porque de uma certa forma sou a culpada mesmo, eu fui lá no quarto do Davi e o chamei para dar uma volta.
Carmen - E para onde você vai?
Anne - Eu não sei!
Ela coloca a mochila nas costas em direção a saída.
Carmen - Espere Anne, o João Lucas estava de cabeça quente, ele vai voltar atrás, você vai ver.
Ela dá um abraço na dona Carmen e desce as escadarias do alpendre indo em direção a estrada.
Carmen - Espere Anne...
...
Já estava escurecendo e a estrada estava muito perigosa, com muitos caminhões passando, Anne ia caminhando pelos canteiros, e de vez em quando um caminhoneiro parava lhe oferecendo carona, e ela rejeitando.
Depois de quase 20 minutos andando, um carro para ao seu lado, era Júlio.
Júlio - Você tá louca de sair uma hora dessas menina?
Anne - Fui demitida!
Júlio - Coisa boa que você não fez né, entra nesse carro!
Anne - Me leva para o hospital da cidade?
Júlio - Isso não vai dá certo, o João Lucas não quer ver as tuas fuças tão cedo, é melhor deixar a poeira baixar.
Anne - Por favor? Eu preciso também pegar umas informações no hospital.
Júlio - Tá, tá... entra logo nesse carro!
Eles ficaram o caminho inteiro calados até Júlio quebrar o gelo.
Júlio - Ainda não tô acreditando que você vai embora e não consegui ficar com você.
Anne - O quê?
Ela o olha querendo rir do desabafo do rapaz, que estava com uma expressão indignada.
Júlio - Não tem ideia de como queria ficar contigo.
Anne - Pois vai ficar querendo.
Júlio - Insensível você hein, nem provou para saber que não vai gostar.
Anne - Ah, não tenho atração por você!
Júlio - Não vai me dizer que sente algo pelo o João Lucas, novidade, as mulheres ficam loucas quando chegam perto dele, o cara é assim desde adolescente, tem um ímã pra mulher bonita.
Anne balança a cabeça e fica seria novamente, mais alguns minutos e eles chegaram no hospital da cidade, ela desce do carro.
- Obrigada pela carona!
Júlio tira o chapéu e fica olhando até ela entrar.
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Atualizado até capítulo 86
Comments
Marcia Ramos Santos
Foi inconsequente,mereceu
2025-01-29
0
Marcia Ramos Santos
kkkkkkk
2025-01-29
0
Valeria Grossi de Almeida
Esse João realmente é um chato.
2025-01-15
1