Gustavo na noite de sexta após brigar com a Isis senti-me mal, por isto ela só queria me ajudar, ela foi a primeira pessoa que se preocupou com a minha música em querer devolver algo que era tão importante para mim.
E na mesma noite não consegui dormir passei a noite, tocando o piano estava triste e pela primeira vez senti vontade depois do que me aconteceu de tocar, o final de semana passou se arrastando senti a sua falta.
Essa semana vou tentar-me controlar, pois não sei o por que, mas não quero que ela desista do emprego.
Na segunda pela manhã escuto passos no meu quarto e sinto o seu perfume contínuo deitado para ela achar que estou dormindo, fico com o cobertor tapando o meu rosto depois que ela sai vou até à mesa do lado da poltrona, pois pelo barulho acredito que ela esteve nesse ponto do quarto.
Chego na mesa e passo a minha mão por toda ela tem o que parece ser um pote tiro a tampa, o cheiro é realmente bom uma mistura de aroma de frutas, pego na mão sentindo ser um bolo levo a boca nossa é ótimo. A massa é leve o sabor tá incrível onde ela deve ter comprado, pergunto-me bem diferente dos bolos sem graça que a Edna oferece-me a seguir a dieta.
Ainda bem que o Heitor já fez a insulina, pois se não ia levar uma bronca por não estar em jejum.
Depois de algumas horas escuto a batida na porta sei que é ela.
Gustavo: — Entra Isis!
Isis: — Licença queria-lhe pedir desculpas pelo piano eu passei dos limites.
Gustavo: — Eu não aceito pois, quem tem que pedir desculpas Isis sou eu você quis-me ajudar, eu coloquei toda a minha amargura em cima de você.
Gustavo: — Você desculpa-me Isis?
Isis: — Claro senhor Gustavo.
Isis: — Vou buscar o seu cafè.
Gustavo: — Pode ser uma fruta.
Gustavo: — Eu acabei a comendo todo o bolo que você deixou-me.
Isis: — Como sabe que o bolo fui eu quem deixou?
Gustavo: — Senti seu cheiro no quarto, o bolo estava ótimo.
Isis: — Que bom que gostou eu nunca fiz um bolo de frutas sem açúcar e sem farinha estava com medo de ficar ruim.
Gustavo: — Foi você que fez obrigado, faz muito bem doces.
A sua respiração acelera sei que está com vergonha.
Isis: — De nada vou buscar as suas frutas.
Gustavo: — Pega para você também.
Isis: —Tá!
Ela sai a voltar com as frutas, sentamos na mesa comendo as frutas depois a convido para o jardim e mesmo sem precisar pego no seu braço para descer a escada, percebo que ela deve estar com uma blusa de manga curta, pois toco na sua pele no momento que faço isso sinto uma corrente elétrica percorrer-me nunca senti isso na vida por alguém é uma sensação tão diferente me pergunto se ela também sentiu pois sua respiração está acelerada. Tento manter a naturalidade deve ser bobagens da minha cabeça.
E tento puxar um assunto.
Gustavo: — Como foi o seu final de semana?
Pela sua voz quando ela falou, ficou surpresa com a minha pergunta.
Isis: — Foi bom matei a saudade que estava do meu irmão e também da Mari.
Gustavo: — Quem é a Mari?
Isis: — Ela é a namorada do meu irmão.
Acho estranho ela não fala nada sobre o namorado ou ela é muito reservada, ou tem algo errada entre eles só solto o seu braço quando chegamos ao banco do jardim acabo nem usando a bengala.
Isis: — Como foi o seu final de semana?
Queria dizer que foi um tédio sem ela, mas não tenho tanta coragem.
Gustavo: — Passei a estudar lendo um livro ainda tenho muita dificuldade, com o Braille.
Isis: — Eu te escutei a tocar o piano, é muito talentoso nunca quis seguir o caminho da música?
Gustavo: — Já pensei quando era mais jovem a música sempre foi a minha paixão, mas minha família tem um grande escritório de advocacia meu avô nunca ia permitir que seguisse por outro caminho.
Isis: — Entendo a vida é complicada.
Gustavo: — Já pensou no quer fazer no futuro Isis não pode ficar a vida toda presa ao lado de uma pessoa como eu, quero dizer a trabalhar.
Escuto o seu sorriso.
Isis: — Eu entendi o que quis dizer, já pensei em tantas coisas, mas acabo sempre voltamos para culinária vou-lhe contar um segredo que nem para o meu irmão eu contei.
Gustavo: — A nossa agora senti-me importante.
Isis: — Deixa para lá é bobagem vai rir.
Gustavo: — Eu nunca ia rir de um sonho seu fala, estou curioso.
Isis: — As vezes imaginam-me dona de uma confeitaria.
Isis: — Para alguém que tem dinheiro é uma coisa pequena, mas para mim não.
Gustavo: — É um sonho bonito.
Isis: — Mais agora é impossível vamos dizer que esse trabalho é o meu pé de meia, para talvez fazer isso no futuro quem sabe.
Gustavo: — É uma boa meta.
Gustavo: — Tem nuvens Isis?
Isis: — Como assim?
Gustavo: — No céu?
Isis: — Claro, não ele está limpo não tem nenhuma nuvem no céu está um dia ensolarado.
Gustavo: — Quando a minha irmã era criança ficava as tardes deitado na grama com ela olhando as formas nas nuvens.
Isis: — Quantos anos ela tem?
Tiago: — Ela tem 18 anos.
Isis: — Você sempre morou aqui?
Gustavo: — Na infância sim, depois comprei um apartamento só voltei a morar aqui quando fiquei cego.
Isis: — Do que sente mais falta?
Gustavo: — Eu poderia dizer-lhe tantas coisas Isis, mas a liberdade de não depender dos outros, aqui eu tenho autonomia pelo menos em algumas partes da casa decorei o que pude lugar das coisas e onosúmeros de passos, mas fora dessa casa é um mundo novo tenho dificuldade.
Isis: — Não posso dizer que imagino, pois por mais que eu tente nunca entenderia o quanto deve ser difícil acho que só vivendo para saber.
Depois de uma conversa agradável almoçamos juntos no quarto depois de uma hora de sono a Isis volta no meu quarto com o Heitor para aplicar a insulina ele pede para ela observa como ele faz.
Hoje o lugar escolhido foi minha barriga, sempre é usado a caneta com insulina o que é bem mais confortável que uma seringa normal pela agulha.
Heitor: — Isis você deve sempre lavar as mãos e desinfetar o lugar que vai aplicar antes.
Heitor: — Hoje vamos aplicar na barriga, mas pode ser aplicado interior da coxa, posterior do braço, nas nadegas.
Gustavo: — Pode deixando a minha bunda de fora ela não vai fazer aí!
Noto que a Isis segura um riso, tentando se manter séria.
Heitor: — Como preferir senhor Gustavo.
Heitor: — Deve preparar a quantidade que deve aplicar observando o número no visor. Fazer uma prega na pele usando os dedos polegar e indicador. Você deve inserir a agulha, com movimento rápido e firme depois de fazer isso empurrar o botão até o final espera dez segundos e retirar da pele.
Heitor: — O processo todo é esse.
Isis: — Certo.
Heitor: — Hoje eu vou fazer para você olhar apartir de amanhã você começa a fazer depois você vai fazer só as da noite.
Ele fez hoje pela manhã no meu braço então agora ele levanta a minha camisa, é estranho pensar que ela está ali me observando nunca mais depois do que aconteceu uma mulher esteve tão perto de mim, e nesse momento pensei em como eu daria tudo para poder ver seu rosto uma única vez.
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Atualizado até capítulo 100
Comments
Mara Melo
E triste pensar em uma doença tão ruim , que limita muito da pessoa , que pode tirar a visão, o pior é ter filhos sabendo que é uma doença genética e que são grandes as chances dos filhos nascerem com os mesmos problemas.
2025-01-29
0
Patrícia
se ela disser quem é, ele a verá com os olhos do coração 😍😍😍😍
2024-04-12
7
Solange Araujo
Deve ser triste 😢 mesmo perde a visão ,me imagino JESUS CRISTO que dor deve ser ..
2024-02-19
1