ISIS
Estou bastante nervosa e ansiosa chego no trabalho um pouco antes da hora marcada para deixar as minhas coisas a Senhora Márcia vem-me receber ela é só sorrisos.
Márcia: — Venha minha jovem vou-lhe mostrar o seu quarto.
Vamos para um corredor no andar de cima onde só tem três portas devo admitir que casa é enorme.
Márcia: — Aqui nesta casa só vivem eu o meu marido meu neto, a minha neta a irmã do Gustavo também vem algumas vezes para pernoitar ela é filha do segundo casamento da minha filha, pois ela ficou viúva muito cedo, o Gustavo era só um bebê.
Isis: — Sinto muito.
Márcia: — Faz muito tempo querida!
Márcia: — Também moram aqui na casa os empregados a Edna o nosso jardineiro e agora você minha querida.
Ela vai-me a mostrar as portas, e falando quem são seus respetivos donos a minha neta Carolina, esse é do Gustavo e esse é seu!
Isis: — Pensei que ia ficar em lá em baixo com outros funcionários!
Márcia: — Assim é melhor se o meu neto precisar de alguma ajuda, pois eu o meu marido temos os nossos quartos no andar de baixo na nossa idade é muito cansativa a escada, mas vai ver que ele é muito independente conhece tudo no seu quarto como a palma da sua mão raramente vai pedir a sua ajuda.
Márcia: — Temos esse quarto sobrando e assim facilita tudo fica mais perto do meu neto, espero que goste vou-lhe dar uma hora para você começar a arrumar suas coisas depois passo aqui para lhe mostrar mais coisas.
Ela abre a porta para mim me olhando com esperança.
Márcia: — Espero que realmente as coisas se acertem dessa vez estou com um bom pressentimento penso que vai fazer bem ao meu neto, aproveite o seu novo quarto.
Entro e fico chocada o quarto é lindo dá dois do meu em casa uma cama grande, poltrona, armário, televisão e um banheiro pequeno vou adorar passar minhas noites aqui é bem confortável.
Essa uma hora passa rápido escuto uma batida na porta dona Márcia voltou e leva-me a cozinha onde encontro um senhor e a Edna que está já iniciando os preparativos para o almoço cumprimenta-me com um sorriso, o senhor olha-me com cara de poucos amigos a sua roupa é toda branca acredito ser o enfermeiro do Gustavo.
Márcia: — Isis esse é o Heitor o enfermeiro do Gustavo, ele é responsável pelos seus remédios o meu neto tem diabetes do tipo mais agressivo ele faz o uso de insulina três vezes ao dia.
Isis: — Prazer.
Heitor: — Vou-te mostrar a salinha vem comigo.
Eu sigo ele o Heitor tem uma aparência totalmente profissional com a sua roupa branca impecável deve ter uns quarenta anos.
Entro numa sala que parece uma enfermaria tem alguns murais com lista de medicamentos com dosagens e horários, e de dietas de alimentos e os seus horários o que o Gustavo deve comer, e o que não pode de forma alguma é bastante informação.
Heitor: — Qualquer dúvida que tenha sobre o senhor Gustavo encontra aqui, mas se não encontrar a resposta a Edna sabe tudo sobre a sua alimentação.
Isis: — Certo.
Heitor: — Vou-te explicar e ensinar como se aplica a insulina, pois depois que você aprender vai ser responsável pela da noite, pois eu não durmo no trabalho.
Heitor: — Agora o que precisa saber é que o Gustavo tem crises de Hipoglicemia os seus níveis de glicose açúcar no sangue podem ficar a qualquer momento muito baixo.
Heitor: — São vários sintomas os que ele normalmente apresenta são tremores, suores frios com dor de cabeça quando isso acontecer ele deve tomar um pouco de água com açúcar ou refrigerante, mas se estiverem em algum lugar que não tenha nem um dos dois quero que leve sempre na bolsa essas balas ele aponta para um vidro cheia delas.
Isis: — Certo.
Heitor: — Entende a gravidade disso Isis em casos mais graves ele pode apresentar confusão mental, e perder os sentidos se isso acontecer deverá levar ele para esse hospital imediatamente .
Ele entrega-me um cartão com o nome do hospital e o número do médico do Gustavo.
Isis: — Vou tomar todos os, cuidados.
Heitor: — Ele concorda.
Depois disso vamos para o quarto do Gustavo Heitor bate na porta eu vou a levar a sua bandeja de café da manhã.
Gustavo: — Entra!
Dou uma olhada pelo quarto e grande claro só uma parede a da cama não é branca e sim azul. Tem uma poltrona confortável um piano lindo preto e duas portas uma acredito ser o banheiro outro deve ser os armários de roupas é um quarto bonito também tem uma sacada que acredito ser a vista para o jardim.
Ele tá sentado pelo cabelo molhado já tomou banho está de óculos escuro sentado na poltrona sério.
Gustavo: — Quem está com você Heitor?
Heitor: — A senhorita Isis.
Gustavo: — Não desistiu ainda!
Isis: — Bom dia não senhor trouxe o seu café da manhã.
Gustavo: — Coloca aqui ao meu lado por favor!
Vou até à mesinha ao lado e coloco ele pega o mamão picado que está à direita na bandeja passa a mão na direção certa pegando o garfo e come sem nenhuma dificuldade assim acompanho o olhando atentamente enquanto ele toma o seu café.
Gustavo: — Sabia que é falta de educação ficar a encarar os outros comerem!
Isis: — Não faço isso.
Gustavo: — Está sim.
Eu viro o rosto com vergonha, é difícil não olhar ele parece tão a vontade sabendo o lugar de cada coisa se eu não soubesse da deficiência visual nunca adivinharia.
Heitor: — É tudo um sistema diariamente, é colocado da mesma forma no mesmo lugar prato, copo e talheres.
Isis: — Entendi.
Heitor: — Vou fazer organização dos seus medicamentos, Isis qualquer dúvida é só me chamar.
Isis: — Certo.
Eu aproximo-me de uma foto em um porta retrato tem uma estante pequena de livros que tem no quarto dele, chame-me atenção, pois a mesma foto que eu tenho dele.
Gustavo: — Não mexa em nada!
Droga como ele sabe o que faço!
Isis: — Desculpa senhor Gustavo só me chamou atenção uma foto.
Gustavo: — Se você tocar em algo aqui é de extrema importância que coloque no mesmo lugar certo.
Isis: — Entendi.
Penso claro o sistema, ele deve ter decorado o lugar de cada coisa para facilitar o seu deslocamento pelo quarto isso é muito interessante.
Pego depois que ele termina o café vou até à cozinha levar o que sobrou.
Volto para o quarto ele levantou-se.
Gustavo: — Vou ao banheiro.
Isis: — Quer ajuda em algo?
Gustavo: — Ainda consigo fazer isso sozinho Isis!
Gustavo: — Na minha época as mulheres saiam primeiro para um encontro, antes de querer se enfiar no banheiro, comigo.
Ele balança a cabeça com um sorriso torto debochando da minha cinto minha pele no rosto esquentar de vergonha.
O observo indo ao banheiro quando ele volta fala.
Gustavo: — Vamos para o jardim.
Eu ofereço o meu braço nas escadas, mas ele recusa vai a descender tranquilamente cada degrau depois com a bengala ele vai para o jardim sem nenhuma dificuldade eu só vou a acompanhar ao seu lado, acredito que fora de onde ele mora a situação deve ser totalmente diferente aqui é o seu mundo seu território.
Ficamos ali em silêncio sentados à manhã toda, não tento puxar assunto, pois quero que ele se sinta a vontade comigo não quero forçar a barra.
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Atualizado até capítulo 100
Comments
Valdercina Rodrigues
Ele tem que se abrir com ela conversar e aceitar a deficiência
2024-08-27
2
Patrícia
ela podia contar do encontro que não aconteceu 🙄🙄🙄
2024-04-12
3
Paty Helena
Poxa tô gostando da sua escrita autora ✌️
2024-01-09
3