- Erica? Erica? ...onde ela se meteu? Erica?
sai pelo corredor e fui até o hall. nada dela. a porta ainda estava aberta e o vento frio entrava me fazendo congelar. fui até a porta e saí. o carro dela ainda estava na frente da casa. ela tinha alugado uma BMW preta. bem a cara dela. voltei pra dentro da.casa. se o carro dela ainda estava ali então ela também estava, o problema era a onde ela foi. não lembro de ter ouvido ela saindo do escritório.
- Erica! que brincadeira é essa?
Erica não era uma pessoa que brincava, ela sempre foi muito séria e profissional. piadas não faziam seu estilo, algumas vezes uma ironia, um sarcasmo azedo mas nunca piadas ou brincadeiras. então...?? voltei a biblioteca e nada da Erica. não entendi. eu me virei apenas uns segundo para contemplar meu vaso Persa e quando virei ela não estava mais. ela estava olhando as pedras Maias do acasalamento e fertilidade e depois sumiu. já sei vou ligar pra ela. peguei meu celular do bolso e disquei seu número. era um dos poucos números que eu tinha decorado. começou a tocar e segui o toque, a bolsa dela estava no chão e pelo barulho o celular estava dentro. mas ....por que sua bolsa estava no chão? estava no exato lugar que ela estava quando eu a vi por último. onde diabos aquela mulher se meteu?
uma semana depois
- não estou louco. ela desapareceu! simplesmente desapareceu!
- senhor Ferro, procuramos por todos os lugares da região. ela simplesmente sumiu. checamos as passagens de avião, a reserva no hotel e até o aluguel do carro. tudo bate com o que o senhor passou, mas não a encontramos. e até onde eu sei só estavam o senhor e a senhorita Erica Alvares.
- olha aqui eu não fiz nada com ela. quantas vezes tenho que dizer? estavamos conversando na biblioteca..
- conversando ou discutindo?
- conversando é claro. por que eu discutiria com ela? pelo amor do Pai policial O'Donnell, ela era minha advogada não minha namorada.
- então vocês estavam "conversando" e ela simplesmente desapareceu? não faz sentido algum senhor Ferro.
- e eu não sei? faz uma semana e eu estou ficando maluco de preocupação.
- comunicamos as autoridades brasileiras, pelo visto ela morava sozinha e não tinha família próxima, sem irmãos ou pais, nem tios ou primos próximos. enfim ela era sozinha.
- eu sabia que ela não tinha pais. eles morreram quando ela era adolescente. ela foi morar com uma tia, mas a pobre morreu a alguns anos e suas duas primas casaram e foram morar em outros estados.
- o fato Senhor Ferro, é que estamos com um caso sem solução. e o senhor permanece como o único suspeito.
o policial O'Donnell levantou da cadeira e veio em mina direção.
- apenas não saia do país.
- não sou um criminoso, e estou de forma legal nesse país.
- eu sei senhor Ferro. por isso o senhor não foi preso. o senhor é apenas um suspeito e vem cooperando muito nas investigações. apenas..não saia do país ainda, e se precisar viajar a negócios nós avise com antecedência, sim?
- sim policial O'Donnell.
eu não tinha muita escolha, tinha?
sai da delegacia. aquela devia ser ou a quinta ou a sexta vez que eu ia lá e toda vez era interrogado. sempre as mesmas perguntas e sempre as mesmas respostas. o caso estava parado e Erica continuava desaparecida. mas eu ia encontrá-la. eu tinha que encontra-la, eu não iria sossegar enquanto ela não estivesse ao meu lado. era uma promessa! e eu sempre cumpria com a minha palavra.
cheguei em casa e refiz pela trigésima vez o percurso e o diálogo daquele dia. ela estava linda, como sempre. conversamos sobre a casa, sobre os acionistas da empresa. ela veio me fazer mudar de ideia quanto a casa e acabou desaparecendo. estou ficando maluco, não como nem durmo direito, só penso nela, no seu sorriso, no seu cabelo longo e preto. no seu temperamento forte. suas sacadas irônicas eram muito atraentes. aaaah nem me.importo mais com essa maldita casa.!
vamos, pensa Pedro, onde ela pode está? ninguém entrou aqui naquele dia,só estávamos ela e eu. seu carro ainda estava no pátio. foi feita buscas no terreno e no encontraram nenhuma marca de pegadas ou acidentes naturais. passagem secreta na biblioteca? fui até onde estava as pedras e comecei a bater nas paredes tentando achar algum som oco ou alguma pista. nada... parecia ser toda de Carvalho maciço. não consigo entender como ela desapareceu tão rápido, foram segundos.
estou ficando cada vez mais aficionado com essa situação. não sei mas o que fazer ou o que pensar. Erica cadê você?
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Sara Rebeca
Coitado do Pedro, tá morrendo de preocupação
2022-07-23
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