CAPÍTULO 10

O caminho foi silencioso , ninguém falou uma única palavra .

— Chegamos . Digo parando no portão . — Obrigado por vir até aqui comigo .

— Eu vou entrar também , seus pais precisam saber que você estava comigo .

— Porque ?

— Não sei , acho que pra eles ver que você não tava com o Caio .

— Mas eu vou falar pra eles .

— Achei que seus pais não tinham aprovado seu namoro ?

— Eles não importaram .

— Mesmo sabendo que ele é um encrenqueiro ?

— Aí é que tá , eles não sabem . Rio .

— Você não falou pra eles ?

— Não . Mas se você quer entrar , então vamos .

Abro a porta receosa , eles vão brigar tenho certeza . Não sei se devo falar oque fiz com Caio , mas se eu não falar como vou explicar o corte ? Melhor falar , eles vão ficar preocupados mas a verdade é sempre melhor .

Estão todos na sala , estão conversando sobre alguma coisa que não consigo escutar . Entro e Felipe entra logo atrás , estão tão distraídos ou preocupados , que não notam nossa presença . Felipe acaba fazendo barulho fechando a porta , todos os olhares se voltam pra mim . Primeiro vejo alívio que vira raiva em poucos segundos , Esthefany é a única que desvia o olhar . A coisa vai ficar feia pro meu lado .

Olho pra trás e Felipe parece arrependido de ter entrado , eu também estaria se tivesse no lugar dele .

— Onde você tava ? Além de ter sumido ontem , resolve mentir e sumir hoje de novo ? Meu pai está uma fera , ele não se importa com a presença de Felipe .

— Filha ? Oque aconteceu ? Mamãe corre em minha direção e afasta algumas mechas de cabelo do meu rosto , revelando os curativos .

— Eu …

— Fala menina . Por acaso foi procurar briga na rua ?

Nego com a cabeça , às lágrimas escorrem ligeiras .

— Foi você que fez isso com a minha filha ? Papai dispara em direção a Felipe .

— Não senhor . A voz dele treme .

— Quem é você , por acaso é o namorado dela ?

— Não , eu só vim acompanhar ela até em casa . Alcanço sua mão e aperto forte .

— Quem fez isso com ela ?

— Ela caiu .

— Caiu como ? Onde ? Papai o enche de perguntas . Não é ele que deve responde-las , mas minha voz não sai . Eu contei tudo pro Felipe , então ele saberia responder a todas .

— Ela bateu com a cabeça numa cadeira , na casa do namorado dela .

— Se ela tava com o namorado dela , porque é você que está aqui me contando isso ?

— É … que …

— Aconteceu denovo . Minha voz sai baixa e abafada .

— O que ?

— Aconteceu denovo , eu surtei de novo . Falo mais alto entre soluços .

Meus pais me abraçam , solto a mão de Felipe e os abraço devolta .

— Quem . Meu pai pergunta assim que me solta , mamãe continua a me apertar .

— Meu namorado , pelo menos meu ex . Falo de cabeça baixa ,limpando uma lágrima .

— Como foi filha . Mamãe finalmente me solta , tava ficando sem ar .

— Eu dei uma chave de braço nele , depois que eu vi ele com outra . Me sinto um bicho selvagem enquanto falo .

— Ele … ele tá bem ?

— Tá sim . Eu só desmaiei ele , ficou bastante tempo desacordado mais ele tá bem .

— É melhor eu ir embora , é um momento de família . Felipe diz , eu não quero que ele vá . Eu não queria que ele me visse assim , mas agora que ele já viu , não quero que ele vá embora .

— Não . Fica , por favor . Olho pra ele , olho esperando que eu não precise falar mais nada pra ele entender . E ele entende .

— Tudo bem , se seus pais não importarem .

— Não tem problema se você faz bem pra minha filha . Papai sorri . — Vai chamar a Jaqueline também ? Aceno afirmando .

— E esses curativos filha ?

— Vou sobreviver . Rio .

Esthefany não chegou perto de mim , até eu ir pro meu quarto .

— Chloe , posso entrar ?

— Pode .

Ela vem e se senta na minha cama ao meu lado . Felipe tinha ficado na sala conversando , não sei oque , com meus pais .

— Eu não lembrava desse seu … Ela faz uma longa pausa , fazendo com que eu pense que ela não vai falar mais nada . — Eu não lembrava disso , mas eu tô aqui se você precisar . Ela me olha nos olhos , sorrindo .

— Eu sei que você tá . A abraço fortemente . Felipe entra no quarto naquele momento , com Jaqueline ao seu lado . Ela está com uma cara assustada .

Jaqueline assim que me vê , voa ao meu encontro e me abraça junto com Esthefany .

— Como você tá ?

— Tô bem , graças ao seu herói .

Jaqueline me solta e olha pra minha cara , confusa .

— Meu herói ?

— É . O Diogo me acho na rua e me levo pra casa do Felipe . Se sabe que eu não …

Olho pra minha irmã .

— Desculpa Esthefany , mas acho que papai não ia gostar deu falar sobre isso na sua frente .

— Tudo bem . Não tem importância , quando ninguém tiver por perto você me conta . Ela pisca e me dá um beijo na bochecha . Me fazendo rir . Quando ela saí , continuo .

— Se sabe como eu fiquei da primeira vez né . Eu não tava pensando em vim pra casa , eu não tava pensando em nada que prestasse . Eu não sei onde eu ia parar .

— Se fica muito abalada , eu sei .

Conversamos , nós três por bastante tempo . Me sinto até melhor , isso me faz ter vontade de ver meu celular . Talvez já estivessem todos sabendo .

— Vocês viram meu celular ? Eu preciso saber se já estão falando alguma coisa sobre .

— É melhor você não fazer isso . Espera até amanhã , pelo menos . Jaqueline fala , com extinto protetor .

— Eu preciso saber hoje , eu preciso . Vejo meu celular no chão , achei que tinha pegado ele do chão , talvez tenha jogado ele denovo no chão antes de sair .

Caio , ele … ele , já tinha espalhado . Só pode ter sido ele . Um monte de mensagem , com número desconhecido , me chingando e ameaçando . ‘Louca’ ‘você vai pagar pelo que fez’ ‘maluca’ tem várias . Tudo escurece .

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