— Ed! — gritou Geazi, observando o jovem se afastar com um salto inacreditável. Morfex tentou
segui-lo, mas Geazi o segurou pelo braço.
— Não vale a pena ir atrás do seu pai — disse Geazi com firmeza.
Morfex olhou fixamente para Geazi, seus olhos sem brilho, como se buscasse desesperadamente uma
faísca de esperança. Ele perguntou novamente, com a voz trêmula:
— Você... é o meu pai?
O silêncio se estendeu enquanto Geazi lembrava de um passado distante, quando Elara, sua
ex-amante, estava grávida de um mês. A revelação o atingiu como uma explosão, e ele olhou para
Morfex, o filho meio zumbi à sua frente, com espanto. Geazi hesitou antes de responder:
— Sim... sou teu pai.
A pele de Morfex começou a mudar lentamente. Ele se aproximou devagar e, pela primeira vez na
vida, abraçou Geazi. Com remorso, sussurrou:
— Eu... te... amo... muito!
Geazi sentiu o calor do abraço e, naquele momento, as lembranças de seu próprio passado vieram à
tona. Ele recordou-se de quando tinha 12 anos, de sua parceira Elara e seu amigo Kaiki. Lembrou-se
de sua mãe, Myriam (Mairi), acordando-o com um sorriso:
— Acorda, meu pequeno sol, tá na hora de acordar, querido. Como sempre, tá fortinho.
Geazi esfregou os olhos e respondeu:
— Bom dia, mamãe! Eu sonhei que estava voando.
Após o café da manhã, Geazi assistiu sua mãe varrendo a casa. Ela murmurou, exausta:
— Uhh, tô cansada de fazer tudo sozinha. Sempre tem areia por aqui.
Ela pediu:
— Geazi, meu amor, me ajuda aqui.
Ele respondeu:
— Tá certo, mamãe, um momento. — Mas, por dentro, pensava: "Minha mãe tá sempre cansada,
mesmo sendo tão jovem? Ou é preguiça? De qualquer forma, eu quero arranjar um trabalho para
ganhar dinheiro de verdade."
Percebendo a situação financeira crítica, Geazi foi para o quarto, ajoelhou-se e rezou:
— Ó Divindade das divindades das almas, meu eterno Iárru-Iárru-Iárru! Por favor, nos ajuda a
superar essa crise financeira. Minha mãe está preocupada. Não sei quem é você, mas suplico que nos
ajude e me mostre mais sobre você. Sei que meus ancestrais te veneravam.
Enquanto ele orava, uma aura branca começou a emanar de Geazi, crescendo em intensidade.
Lágrimas começaram a rolar enquanto ele chorava pacificamente:
— Me ajude... ajude minha mãe... por favor... Alguém!
A aura de Geazi piscou de branco a dourado duas vezes antes de cessar. Ele abriu os olhos e
agradeceu:
— Muito obrigado por me ouvir, meu grande Iárru-Iárru-Iárru!
Naquela noite, enquanto ele e sua mãe dormiam, um homem invadiu silenciosamente a casa para
entregar todo o dinheiro do grande prêmio da arena, já que Geazi tinha vencido de maneira incrível,
quase monstruosa. O homem deixou a bolsa cheia de dinheiro na mesa de jantar e foi embora
discretamente. Na manhã seguinte, Geazi e sua mãe acordaram radiantes de alegria. Myriam
exclamou:
— Ah, agora já chega de contas atrasadas! Podemos gastar o quanto quisermos e ainda sobraria
dinheiro, Geazi! Kkkk! Isso é uma bênção dos nossos deuses!
Geazi corrigiu:
— Mamãe, não foram os deuses, foi só um: Iárru-Iárru-Iárru. Ele é quem nos proveu tudo isso!
E ela respondeu:
— Ah, sim, entendi, filho. Desculpinha~.
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Atualizado até capítulo 27
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