— As palavras do meu pai atingiram-me como um soco.
A dor, a raiva a impotência, perfuravam a minha alma.
A vontade gritante de entrar lá, e quebrar tudo crescia.
Gritar, e socar o infeliz do homem que deveria proteger-me passa pela minha mente.
Por um instante segurei a maçaneta da porta,mais contive-me .
Necessito raciocinar com a cabeça! Usar a razão, e disso que preciso.
Saio do duelo interno,quando percebo que as vozes estão mais próximas.
Caminho depressa até. A cozinha.
Vou até à pia,pego um copo com água.
Da para contar as vezes que entrei nessa cozinha.
Já que as minhas refeições são sempre no meu local de trabalho.
Quando não me alimento lá, prefiro ficar com fome.
Até a água que consumo trago de lá.
Quando estou prestes a colocar o copo na boca, escuto uma voz atrás de mim.
O que esta fazendo aqui ,pirralha insolente?
Tomo um susto tão grande,que sem querer derrubo o copo no chão, o tornado em cacos.
Olho para trás e vejo branca.
A governanta da casa, e também cozinheira.
Ela é amante do meu pai,já os vi,e ouvi várias vezes.
O que faz na minha cozinha ? sua vadiazinha. insulta .
Não sabia que essa casa era sua, nem que essa cozinha lhe pertencia . Respondo sem pensar .
Escuta aqui sua maldita ,de merda .
Fala enquanto levanta a mão para me bater.
Num impulso,fecho os olhos e encolho-me.
Espero pelo (tapa) que não vem, então ouço a voz do meu pai.
O que pensa que está fazendo branca? perfunta Alfredo.
Essa insolente,está a insultar-me. Responde à megera.
Faça-me o favor… Ironiza Alfredo.
Então ele olha-me e diz: sente -se a mesa Camila. Iremos comer.
Branca sirva a comida. Ordena.
Não estou com fome pai. Digo-lhe.
Não perguntei se está com fome! Mandei sentar, a mesa e comer. Fala alterando-se.
Com medo, obedeço.
Eu não vou servir essa infeliz. Diz branca com desdém.
Ela se quiser que se.....
Antes que pudesse terminar a sua fala, o meu pai a agarra pelo pescoço.
Quem pensa que é hein ? sua vadia velha. para contradizer uma ordem minha .
Mandei servir o jantar ,não ordei que falasse .
Ficou claro? Pergunta enquanto asfixia branca, que se debate para soltar-se das suas garras.
Branca já estava a ficar roxa quando o meu pai decide solta-la.
A infeliz, cai no chão, tossindo. Desesperada buscando ar.
Perguntei se ficou claro? vocifera o meu pai.
Clarissimo! Responde ela.
Então, espero que essa seja a última estupidez que faz, nessa porra de vida! Conclui.
Não estou a entender, o porque o meu pai mandou servi-me.
Já que ele sempre deixou claro que se quisesse comer eu que me virasse.
Penso desconfiada.
Desse homem nada de bom pode sair!
Com a comida no prato, espero ele servi-se primeiro, para ter a certeza que não está envenenada .
Com rapidez como a sopa.
Então peço licença para retirar-me.
Pode ir! Diz ele .
Caminho para o andar de cima sem olhar para trás.
Entro no meu quarto, vou direto para o banheiro. necessito de um banho gelado para clarear as ideias .
Tento assimilar todas as últimas informações de hoje.
Preciso fugir desse casamento, e dessa casa, o mais rápido possível.
Logo as palavras de Luna invadem minha mente .
Não queria envolver Lorenzo nisso. Mais parece não haver outra saída.
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Atualizado até capítulo 39
Comments
Marilene Gatinha
não autora ela tem que conquistar o esposo dela
2025-03-12
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Elenilda Batista
autora não deixar ela se entregar para o Lorenzo
2025-02-25
0