Dois dias depois.
Tudo estava aparentemente correndo tranquilamente, não houveram outros ataques, nem mesmo alguma rixa mais agressiva dentro da mansão.
A calmaria no entanto ao invés de trazer paz, trouxe incertezas.
Thália recebeu o dossiê de informações sobre Drake no seu período em cativeiro. Então resolveu analisar em seu escritório calmamente cada detalhe, até constatar que o responsável pelo sofrimento de todas aquelas pessoas ainda estava foragido, um misto de repulsa e pavor correu por seu corpo enquanto folheava cada uma das páginas, ela então encontrou uma carta a Drake escrita por A. Hope, além de ter recebido seu diário graças a Bruce.
Thália — Que lixo de justiça! Esse verme deveria estar em uma cadeira elétrica agora e não escondido por aí! — Exclamou com um nó na garganta ao ler os relatos no diário de Ana Hope.
Camille — Oi! Licença! Atrapalho? — Questionou intrigada com a expressão cética de Thália.
Thália — Oi, claro que não querida! Pode entrar! Acabei de descobrir algo que me incomodou. — Explicou.
Camille — Pelo visto...Tem a ver com o Drake certo? — Indagou preocupada.
Thália — Sim, eu fui uma tola! E estou me odiando por isso! Expus ele sem saber que o maldito sem alma que o manteve em situações traumáticas por anos ainda está foragido. — Analisou.
Camille — Céus! Isso é muito sério não é? — Questionou preocupada.
Thália — Muito sério, principalmente se eu considerar aquele ataque. Gleb Hope é um homem hostil e cruel. Mexia com todos os tipos de crimes, cometeu diversas atrocidades. Mas o pior é que algumas foram com sua própria família. Esse sujeito poderia estar por trás do ataque. — Disse enquanto caminhava pela sala branca e dourada.
Camille — Não deveríamos informar alguém? A polícia...Uma medida protetiva ao Drake! — Argumentou.
Thália — Não ia adiantar, por hora irei informar o Bruce e o grupo dele. Mais aproveitando esse tempo com você. Preciso lhe informar andei investigando seu passado Camille. — Disse com uma expressão séria.
Camille — Puxa, entendo eu também suspeitaria de todos! Mais me diga, o que descobriu? — Questionou.
Thália — Parece que só tem gente lenta ou inocente ao meu redor! Foco Camille! — Exclamou revirando os olhos.
Camille — Ok, disse algo errado! Vou ficar quietinha para você terminar! — Desculpou-se segurando a curiosidade.
Thália — Você é neta da senhora que criou o Drake, a senhora Ana Hope. Lembra que ele travou ao Bruce falar seu sobrenome? Depois disso prometi a ele pesquisar sobre ela....— Contava analisando as expressões de Camille.
Thália — Descobri que ela abandonou uma filha, para que o irmão não a desse um destino fatal como fez com o outro. Essa menina cresceu, casou-se, ficou viúva ainda grávida, então te teve, mais após seu nascimento e pela perda do marido teve depressão pós parto, por isso te deixou no orfanato. — Relatou.
Thália — Anos mais tarde não conseguia se recompor, então parou de te visitar e desenvolveu um caso mais profundo, que levou ela a óbito anos depois. — Contou ela receosa.
Camille — Puxa! No fim mesmo com problemas, elas amavam! A minha avó salvou minha mãe sacrificando sua convivência, seu afeto...Minha mãe foi feliz, amou meu pai a ponto de perder o chão sem ele...Sei como é essa sensação na pele, mesmo assim...Ela me amou, me visitava, se importava, infelizmente partiu, mais creio que foi em paz, por ter tentado ao menos. — Analisou.
Thália — Como pode achar isso bonito? É tão triste... Você está na mesma situação que sua mãe, não fica preocupada? — Indagou.
Camille? — Não! E também não estou na mesma situação. Tenho você, o Drake, o Travis em meu coração, minha mãe provavelmente tinha apenas as lembranças dos dois, tendo vivido uma vida de orfanato sem nunca ser adotada, faz sentido a solidão que a abateu. Viu, não sou tão lenta assim! Obrigada por dividir isso comigo! — Empolgou-se.
Thália — Não se sente mau por ser sobrinha daquele monstro? — Questionou.
Camille — Por que deveria? O que ele é e fez fala apenas sobre ele e não sobre os Hope! As vezes algumas frutas apodrecem no pé, mais isso não quer dizer que a árvore e o restante dos frutos não preste! — Filosofou analisando a expressão de admiração vinda de Thália.
Continua...
Epílogo:
Em uma cafeteira no centro da cidade, Valkyria e surpreendida por Lace.
Lace Di — Val amiga! Tudo bem? Te vi no SunShine Entertainment outro dia, Me diz aquela megéra te dispensou de algum trabalho de novo? — Questionou.
Valkyria — Oi! Foi quase isso! Aquela cobra, me pressionou para assinar o contrato de um filme novo, disse que estava vinculado a um grupo de contratos conjuntos. Eu disse a ela que iria averiguar com meus advogados. Mas infelizmente terei que ter reuniões desagradáveis com ela por um tempo. — Explicou.
Lace Di — Que tal aproveitar para tentar descobrir quanto ela está pagando ao bonitão? O meu Juan disse que nunca tinha o visto antes. — Instigou.
Valkyria — Bom isso por que eles se conhecem a pouco tempo, se é que a entrevista sobre isso foi real! Espera Seu Juan? — Questionou.
Lace Di — Sim! Eu e o Juan Estrada estamos namorando faz um tempo! Sabe um dos filhos da madrasta daquela cretina egocêntrica! — Exclamou.
Valkyria — Que legal! Tudo de bom para vocês! Vou indo agora, pois tenho uma sessão de fotos! Bjos!
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Atualizado até capítulo 95
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