Chegando no estúdio Thália dirigiu-se a seu escritório acompanhada de Drake e Camille, ao entrar deparou-se com Valkyria sentada em sua sala.
Thália — Mas que raios você está fazendo aqui? Quem lhe deu permissão para entrar na minha sala querida? — Questionou ironicamente.
Valkyria — Bom, vim te ver! Sobre a permissão, sua secretária me permitiu esperar por você, não é óbvio? — Retrucou ela.
Thália — Esse não é um bom momento, irei dar uma advertência na Meggy, ninguém pode entrar na minha sala sem que eu esteja.— Disse incomodada.
Valkyria — Olha, sinceramente queria falar a sós com você. Sei que somos rivais, no entanto por incrível que pareça não te odeio 100% e não sou sua inimiga. Vi algo e queria relatar a você, por esse motivo sua secretária preferiu que eu esperasse por aqui, não a castigue, ela realmente só me permitiu entrar pois ficou preocupada. — Explicou.
Thália — Uau! Estou pasma! Drake querido, pode ir com a Camille ver o estúdio, daqui a pouco irei ao encontro de vocês. — Analisou.
Drake — Como queira, mas qualquer coisa pode me chamar, estarei aqui antes que perceba! — Exclamou.
Camille — Não se preocupe tanto, Valkyria não é tão nociva quanto a Thália quando quer algo, o que ambas tem é uma rixa trabalhista por assim dizer, nada que possa por a Thália em risco. — Cochichou Camille acalmando Drake enquanto os dois saiam.
Thália — Feche a porta querida! — Exclamou.
Valkyria — Por que você mentiu para mim? E me atrevo a te questionar, por quê você está enganando um homem tão bom e que passou por tantas coisas? — Pressionou de modo sério.
Valkyria — Sei que te consideram o próprio mal em pele e osso as vezes devido sua postura implacável e suas ações drásticas em relação a negócios e paparazzis, mas isso é um pouco demais para mim aceitar. — Argumentou.
Thália — Então ignore e saia. — Argumentou com sarcasmo.
Valkyria — Eu no fundo te admirava, eu não conseguiria esnobar uma amiga com quem disputei papéis após sair vitoriosa, eu muitas vezes desisti de disputas por amizade e elas não duraram, então se eu tivesse sua frieza provavelmente teria sido mais vitoriosa na vida, mas nunca pensei que era assim até dentro da sua família. — Declarou.
Thália — Blá-blá-blá! Valkyria não vai me dizer que se apaixonou pelo meu noivo ao ve-lo e ouvir sua história! E mentir para você? Estou realmente perdida agora! — Respondeu rispidamente.
Thália — Sobre o Drake, não me importo de parecer uma interesseira, a verdade é mais cruel do que se quer pode cogitar, ele precisava ser exposto, pois ainda corre risco, esse era o único modo de protege-lo! Não que eu lhe deva alguma explicação, mas gostei da sua sinceridade ao dizer que me adimira! — Respondeu ironicamente.
Valkyria — Thália! Você está morrendo! A história não era boatos dos abutres da sua família! É a realidade, aquele homem parece realmente te amar, já perdeu tudo o que realmente tinha de valor, duvido que tenha contado para ele, o que será dele? — Pressionou contando o que descobriu.
Valkyria — Corações gentis como o do seu Drake costumam quebrar a ponto de pensarem em desistir da sua própria vida! Fora que o torna-rá tão rico que ele nunca terá paz! Você não pode ser um monstro tão insensível assim! — Analisou buscando uma resposta emotiva de Thália que olhava tudo com frieza
Valkyria — Anda me responde! Eu confesso que quando o vi pensei que você havia contratado um ator, ou estava de graça por atenção da mídia, mais pesquisei a história da família True Moon, era tudo verdade e mesmo assim aquele homem era doce, gentil, mesmo com expressões físicas sérias e um tanto ameaçadora se ele estivesse bravo, ele ainda parecia um grande urso fofo e acolhedor sorrindo para você como se fosse a única razão dele estar vivo. — Suspirou.
Valkyria — Somos atrizes sabemos diferenciar real de cena, tudo nele em relação a você é real, mas e em você? — Questionou indignada.
Thália — Chega! Fala baixo Valkyria! Por favor! Você não pode estar me dizendo tudo isso apenas por ter nos observado no palco! Alguém te disse algo? — Questionou.
Valkyria — Não para mim, mas eu ouvi uma conversa. Era a sua madrasta Jendra com um homem de terno elegante, ele mencionou que o ideal era você se tornar viúva primeiro e não o Drake, então me aproximei escondida para ouvir melhor. — Explicou.
Thália — Aquele abutre miserável! — Exclamou.
Valkyria — Sua madrasta contestou disse que não tinha nenhum interesse na fortuna dele, e que se você morresse antes da doença te levar, isso geraria suspeitas, fora que assim que casasse o Drake se tornaria herdeiro total pois você é a última da linhagem e o testamento dele não beneficiaria em nada os "Sun", o homem então foi hostil com ela dizendo que devem esperar o casamento então você se torna-rá viúva e depois irá devido ao avanço da doença deixando tudo para sua "família", afinal o Travis foi aos 27 anos graças a auxílio deles com os melhores medicamentos. — Relatou.
Valkyria — Eu fiquei furiosa! Pois acabei te entendendo, por isso era fechada sobre sua família, sua madrasta era pior do que as típicas de ficção, encontra alguém e não poderá ter um felizes para sempre, e nunca poderemos disputar a premiação de melhor celebridade versátil que ocorre a cada 10 anos. — Respondeu em lágrimas.
Thália — Espera....eles mataram meu tio Travis? Malditos abutres! — Exclamou atônita.
Thália — Credo Valkyria, não chore, está borrando sua maquiagem! Você é uma pedrinha no sapato muito mole sabia? — Consolou-a meio sem jeito.
Thália — Sabe você deveria usar isso para me destruir, como na vez que roubou minhas roupas e escondeu, ou quando serrou meus saltos em um desfile, você deve ser maluca, não apenas me alertou como também me deu lição de moral e está sofrendo e chorando por mim! Acho que não é nem de longe minha inimiga ou esqueceu o significado dessa palavra!— Divertiu-se recordando momentos de suas rixas.
Thália — Em respeito a esse sentimento estranho confesso que sempre admirei sua garra, tudo sempre esteve contra você, sei que muitos me deram papeis só por interesse de associações com a SunShine Entertainment, mas saiba que eu os recusei, infelizmente eles não enxergavam o seu potencial e escolhiam outra pessoa por associações como a Lace filha da Divas Mídias, eu ficava indignada mas não podia demonstrar, afinal quanto mais você me detestava mais evoluía, gosto da nossa rivalidade e principalmente do seu trabalho por isso te contratei pessoalmente para várias produções da SunShine, sim fui eu e não os diretores e etc, inclusive o que seremos espiãs rivais que não foi anunciado ainda, mas você já recebeu o contrato e assinou. Enfim Valkyria obrigada por tudo! — Exclamou limpando algumas lágrimas que deixou escapar.
Valkyria — Thália Sun, você também é humana? Você realmente me via...Mas o que adianta? Você está morrendo, tudo está desmoronando! Em outras circunstâncias eu até cogitaria tentar te provocar, roubar seu noivo, mas não consigo! Estou completamente desarmada! — Exclamou.
Thália — Valkyria Harmony! Não ouse! Eu não irei morrer até que eu determine isso! Pensei ter pouco tempo confesso, mas após o que me disse do meu tio Travis, tenho mais tempo para lutar por tudo! A idade máxima foi a do meu pai, então creio que poderemos disputar aquele prêmio, mas não se engane, desde que descobri tenho ido atrás de qualquer modo para me manter viva, e prometi a Camille que encontraria a cura, pois a verdade Valkyria é que não serei a última descendente...— Confessou.
Valkyria — Você está grávida? Por isso o casamento, aí, então está esperando que ele se agarre ao filho para se manter bem? — Interrompeu.
Thália — Não me interrompa! Não estou a Camille e o meu Tio Travis, bom ela está grávida, e não quero que esse bebê nasça com esse fardo nos ombros. — Exclamou com rapidez.
Thália — Bom sobre o Drake, não pretendo contar a ele, sei o quão egoísta e cruel isso pode parecer, mas você tem uma ótima percepção, o coração dele é realmente gentil e frágil, quando o conheci quase o atropelei, não por ele estar desatento mais sim por ter se jogado na frente do carro de propósito, eu realmente vi a luz voltar a seus olhos quando me viu, mesmo que estivesse apanhando e ouvindo desaforos, ele parecia ter encontrado a paz. — Recordava-se.
Thália — Foi aí então que resolvi me aproveitar da situação e exigir sua vida como pagamento pelos transtornos que me causou, era mentira claro, mas eu sabia que se eu simplesmente fosse em frente ele poderia fazer novamente e ele estava tão encantado por mim de um modo tão inocente...—
Thália — Muitos homens sempre nos olham como um pedaço de carne, mas ele estava me admirando genuinamente como se tivesse vendo uma paisagem, aceitava tudo o que eu dizia ou impunha, por isso o peguei para mim, mas tive pensamentos sombrios sobre minha própria herança, até que descobri o passado dele... — Continuava.
Thália — Não quero que ele sofra, mas não posso demonstrar, se por um acaso ele notar que sofro com sua dor, que posso sumir desse mundo, talvez ele desmorone, puxa vocês dois são parecidos, não posso dar muitas opções a vocês, apenas as mais duras para que se superem e se tornem mais fortes, foi assim que sobrevivi até hoje, numa família repleta de abutres que esperam meu cadáver cair para se banquetearem. — Explicou.
Valkyria — Nunca pensei que estaríamos juntas em uma sala, sendo sinceras uma com a outra, dividindo segredos! — Confessou.
Valkyria — Realmente te odiei alguma vezes, principalmente no contrato daquele filme de comédia comigo que recusou, achei que era descaso seu, até o primeiro dia de filmagem, o diretor era um porco e tentou se aproveitar de mim, então o agredi e fugi, fui processada por agressão e quebra de contrato, então fiquei pensando aquela vaca sabia disso e não me alertou... — Recordou.
Valkyria — Mas após um tempo lembrei o que disse ao sair "Isso aqui não é digno da presença de mulheres, Thália Sun nem nenhuma atriz que se prese deveriam sequer pisar nesse ambiente de porcos", no dia seguinte veio uma carta do tribunal dizendo que as queixas haviam sido retiradas e no noticiário aquele diretor havia sido preso por abuso. — Pontuou.
Valkyria — Agora entendo era você me protegendo nos bastidores. Você pode contar comigo para o que precisar, digo como rival, mas também como amiga ok! Você deve apenas ter a secretária Meggy e Camille nesse posto não é? Qualquer coisa que souber te direi. — Disse ela.
Thália — Que bom que não usou Aminigas! Já me ajudou muito hoje! Eu irei investigar quem poderia ser esse homem com a Jendra. Vamos continuar nossa dinâmica de rivais, assim você pode se aproximar de quem me detesta e depois me contar ok? — Explicou.
Valkyria — De acordo! — Respondeu despedindo-se com um abraço que deixou Thália sem graça.
Thália — Espera de hoje em diante somos Frenemys ok?— Indagou.
Valkyria — Ok. — Respondeu sorrindo.
Continua...
...ΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩ...
Epílogo:
Agente Duck— Bruce a quanto tempo! Já tenho o que me pediu. — Disse.
Bruce — Muito obrigada! Espere isso é verdade? O sr° Drake já matou pessoas? — Questionou.
Agente Duck — Sim! Em duas ocasiões. Durante o tempo no cativeiro escravo, houve uma situação delicada com uma moça, ela era neta da senhora Hope, uns capangas abusaram da moça a deixando quase morta, ela iria morrer sem tratamentos e estava em agonia, então a senhora Hope pediu ao rapaz para que terminasse com o sofrimento da jovem, ele então meio a contragosto quebrou seu pescoço — Relatou.
Agente Duck — Na outra ocasião foi quando mataram a senhora Hope, essa senhora era como família para ele, ela não morreu de velhice o seu filho que era dono do local mandou mata-la pois ela conseguiu denunciar para o FBI, o rapaz não sabia de nada, então quando viu que a senhora estava sendo agredida, pulou em cima dos capangas, houve uma briga intensa ele matou 5 capangas em um surto de fúria e adrenalina, mais quando chegou na senhora ela havia falecido, então o apagaram com choque e o jogaram na cela, minutos depois o FBI chegou. — Pontuou.
Bruce — Como obteve essas informações? — Questionou.
Agente Duck — Nós pegamos o diário da senhora Hope Condor, nele há muitos detalhes sobre sua vida e como seu filho se tornou um grande bandido, por ir contra ele foi jogada nos cativeiros, então um dia trouxeram o garotinho a quem ela se apegou e cuidou como podia, anos mais tarde o filho dela jogou a própria filha naquele lugar. A velhinha relatava tudo, foi em uma das visitas agressivas do filho que pode pegar um celular e entrar em contato conosco. Agora sobre os capangas pegamos essas informações das câmeras do local. Não o culpo, eu teria agido do mesmo modo — Pontuou.
Bruce — Obrigada Duck! O ponto é será que situações de crise podem acionar esse gatilho? Vou informar a senhorita Thália! Até um dia! — Disse saindo.
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Atualizado até capítulo 95
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